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Destaques

Autísticos: Reabertura do meu perfil no Facebook

Já que fechado ou aberto, as coisas do meu perfil sempre vazam. Plot twist: Perfil no Facebook reaberto.


Muita gente não estava conseguindo compartilhar as coisas que posto no perfil e a fan page limita o alcance orgânico.

Podem se divertir fuçando. Agora, arrancar informações de mim, é um jogo que eu adoro jogar e me fazer de sonso, como muitos de vocês do mundo do autismo que manipulam de todos lados, acham que Aspergers são.

Vocês sempre esquecem de duas coisas: todo Asperger é diferente; eu tenho altas habilidades.

Dica: não me leiam literalmente. Sou escritor. Não tentem supor qualquer coisa sobre mim ou o que eu posto. Adoro brincar com as palavras e me divirto com alguns de vocês espalhando coisas minhas. Meu hiperfoco é livro e literatura. Para quem acha que tudo o que posto é indireta ou ameaça, que seja, vai sofrer de curiosidade mesmo.

Para quem faz merda e está com medo, pode ficar com medo. Nunca disse que jogava de lado algum. Vocês me colocaram no jogo, agora me engulam…

Autismo: Invasão de privacidade, ética e trabalho independente

Recentemente, abro o Facebook e vejo convites de amizade/mensagens de pessoas que eu tinha negado várias vezes. Por essa e outras razões, como a constante invasão de privacidade e pessoas querendo favorzinhos, decidi reorganizar minha vida digital:


1) Vou redirecionar meu perfil pessoal. Deixar mais privado, menos público. Como muitos blogueiros e escritores, usamos para promover nossos trabalhos. Provavelmente reduzirá minhas vendas e alcance, mas é para isso que existem Fan Pages. Sou desapegado dos números; meu bolso não é.

Muitos escritores me adicionam só para fazer spam, nunca leram nada meu, mas querem favorzinho. Muitos pais de autistas me adicionam desesperados para saber como foi minha vida: Spoiler, fui criado como não-autista e sobrevivi. Muitas pessoas no espectro acham que o fato de estarmos no mesmo espectro, nos torna automaticamente amigos. Sejam menos inconvenientes e não tentem adicionar meu namorado ou familiares, se quer saber algo de autismo, pergunte a mim. Não envolvam quem não quer interagir.

2) Se me livrei de muitas ciladas que outros autistas adultos passaram foi graças aos conselhos de algumas pessoas que me expuseram casos antigos e me alertaram (vocês sabem quem são e sou grato por isso!). Vi que estavam certas, até demais. É incoerente ver pessoas que se dizem defensoras da causa autista cuspindo preconceitos e atacando adultos no espectro por interesses comerciais (indústria do autismo) e tratamentos sem evidências? É. Mas é a realidade. Aos que difamam autistas e ameaçam processos, cuidado para não dar um tiro no próprio pé.

Vou trancar todos posts? Não! Vou continuar negando pessoas como fiz a vida inteira? Sim! A mania brasileira de achar que todos são amigos não me pertence. Estou longe de ser nacionalista. A vida inteira tive a impressão de que nasci no país errado e, permaneço, até quem sabe um dia sair daqui.

Não preciso vestir uma camiseta autista para levar conscientização. Minha resistência é
sendo eu mesmo e isso já é uma forma de quebrar inúmeros preconceitos, seja como gay, blogueiro, jornalista, escritor ou autista (perceba a ordem que descrevi). Quebrem tabus.

Minha vida não começou com o diagnóstico nem vai terminar nele. Não tenho interesse de fazer parte da indústria do autismo. Se eu quisesse ganhar dinheiro, faria como muitos e diria que tal coisa ‘reduziu sintomas de autismo’, mas meu compromisso é com a verdade e com a ética: sempre foi e sempre será. Se eu fosse participar, seria de forma totalmente profissional e independente.

3) Alguns de nós são ímãs para pessoas indesejadas e sombrias. Dizem que autistas não entendem códigos sociais, mas muitos não-autistas podem ser péssimos: às vezes, estamos desinteressados em proximidade com quem é preconceituoso/discursos de ódios, mas eles continuam tentando se aproximar.

Levando em conta meu histórico com pessoas manipuladoras, narcisistas, mentirosos compulsivos e até mesmo sociopatas, decidi fechar o perfil pessoal. Aos futuros convites de amizade, se for por causa do blog e minha escrita, sigam minha fan page e aos que querem conteúdos de autismo, sigam a Autísticos. Recentemente, eu apaguei centenas de convites de amizade e esta semana, já recebi dezenas, mesmo tendo alertado para não adicionarem no perfil pessoal. “Ben faz um perfil 2 só para o autismo!”. NUNCA. Odeio mastigar as coisas. Quem quiser informação, pode pesquisar nas páginas e no Google.

Quando descobri meu autodiagnóstico (muito antes do papel), fiquei tão hiperfocado em autismo, que para ajudar com a causa, aceitei pessoas que normalmente não aceitaria. É importante furar bolhas, mas posso levar conteúdo de forma séria e independente.

Não preciso abrir mão de mim mesmo para agradar pessoas e seus bias (vieses) nem me
sacrificar por uma causa tão desalinhada. Tem pessoas que, infelizmente, nem se desenhar vão entender o que é o autismo.

4) Decidi que vou manter só o meu grupo e sair dos outros de autismo. É extremamente
doloroso e estressante ver tantos posts de pais tão cegos por uma cura que não existe, buscando protocolos sem evidências científicas – falo de coisas que já causaram mortes e deixaram sequelas –; coisas que são proibidas no meu grupo da Autísticos.

Muita gente me alertou que o papel nem sempre faz a diferença e estavam certos. Quando alguém quer te desrespeitar, a pessoa não precisa de motivos. Escutei frases ridículas antes, durante e após o diagnóstico. Para vocês, desejo que leiam mais e sejam menos ignorantes (especialmente se trabalha na área de saúde).

Fazer a campanha contra o charlatanismo me abriu os olhos para o óbvio: mentiras são confortáveis. A verdade sempre incomoda. O sofrimento de muitos autistas é semelhante ao de pessoas diferentes: muitos lidam com a falta de aceitação.

Tendo dito isso, continuarei produzindo conteúdo sobre autismo, só postarei menos no perfil. Peço que não me marquem em posts de tratamentos sem evidências: me causa mal-estar. Não tenho síndrome de Super-Herói, não posso salvar todo mundo nem quero isso. Cada pessoa precisa se responsabilizar.

5) Estou com dois livros de ficção congelados que já deveriam ter sido publicados. Atrasei por causa da longa busca pelo diagnóstico (que encerrou em março de 2019) em um país que muitos profissionais sabem o básico do autismo e são incapazes de diagnosticar. Já me perguntaram se eu escreveria sobre autismo, seja na ficção ou não-ficção, não descarto a possibilidade.

Às pessoas que divulgam ‘curas’ de autismo sem evidências, recomendo mais leitura de pesquisas sérias. Não tenho interesse em amizade. Fazer a lição de casa é o mínimo.

Ao longo da vida, por inúmeras camuflagens e identidades, muitas pessoas me conheceram de forma superficial e nunca vão me conhecer. Está tudo bem. Seja autista ou não, todos colocamos máscaras e tiramos outras. Tirar minha máscara de autista não dá liberdade para as pessoas questionarem meu diagnóstico. Significa que eu estou bem na minha própria pele e tenho autoestima suficiente para dizer: Foda-se o que você pensa, especialmente se você não tem conhecimento do assunto.

Muitas pessoas têm uma visão errada de que autistas são todos introvertidos e antissociais – para vocês, recomendo livros, artigos e textos escritos por autistas. Vocês ficariam chocados com tantas variações de comportamentos, grupos e subgrupos de autismo que existem, seja pelo Brasil ou pelo mundo.

A todos, recomendo mais livros e mais interpretação de texto, menos passar vergonha acusando jornalista de espalhar notícias falsas de saúde. De nada!

Meu interesse é ajudar quem quer ser ajudado. Quem quer as mentiras cômodas: sinto muito! Sou a pessoa errada para vocês! É isso.
***
Apaguei centenas de familiares de pessoas do espectro e de escritores por motivos de: se quiserem contato, podem usar uma das duas fan pages. Não vamos misturar meu trabalho e conscientização com minha vida pessoal. Não sou nenhum anjo azul.

Aos autores, recomendo estudar marketing. Muitos tinham entre 4 mil e 5 mil pessoas no perfil e nunca interagiam. Meu perfil não é a Chernobyl do Spam.

Quem quer apoio e não apoia zzzzz Digo mais, pagando publi, dependendo do que for, divulgo.

Já paguei meu bom karma da vida inteira ajudando pessoas de graça (Daqui dois meses serão 10 anos de blog).

Eu dei vários avisos. Fiz uma campanha contra charlatanismo que muita gente preferiu ignorar, mas na hora de pedir favor, aparece gente até do inferno ou para comentar besteira e puxar assunto no Messenger.

Estou reorganizando minha vida para hiperfocar de novo na escrita e ficar menos fazendo o social. Estou postando porque sou transparente e não preciso fingir ser algo que não sou. Este é quem eu sou. Aos que não conheciam, prazer.

Sou workaholic e odeio conversa fiada ou papo de elevador. Quer falar comigo? Seja direto.


***
O Facebook mal mostra postagens de pessoas próximas, quem dirá quando você tem centenas. Excluí mais de 1500 pessoas ontem. Para quem ficou incomodado que foi excluído: Sorry Not Sorry.

Perfil pessoal e página profissional são coisas diferentes. Não preciso fingir que tenho uma intimidade que não tenho com pessoas aleatórias e com os que nunca interagiam.

O brasileiro precisa reaprender a usar as redes sociais. Ter 5 mil pessoas e reclamar dos algoritmos, dizendo que não recebe os posts de todo mundo: pura incoerência.
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Quando alguém se abre sobre um diagnóstico que é cercado de tabus e mitos, ela está compartilhando para ajudar a quebrar estereótipos; Não para pedir a opinião ou ter seu diagnóstico questionado por pessoas que não entendem do assunto. Muita falta de empatia e compreensão.
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O Facebook não foi projetado para uma pessoa ter milhares de contatos como amigo. Se você atua em área que precisa fazer contatos profissionais, a fan page existe para isso. Saldo total de exclusão mais de 1950 contatos. É por isso que muita gente não recebe conteúdo das outras. Pela banalização da palavra amizade e botão de adicionar amigo.

Seria humanamente impossível interagir com tudo isso. Nem os algoritmos teriam como salvar.

Muita gente pode alegar que estou fechando as portas para mim.

Para essas pessoas, posso garantir que ao longo de quase 10 anos como blogueiro e mais de 6 como escritor independente e jornalista, abri mais portas para os outros do que portas foram abertas para mim. :) Sorry Not Sorry.
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Ser escritor/blogueiro/produtor de conteúdo no Brasil é um pouco deprimente. O tempo inteiro você tem que lembrar que não é só um hobby.

Isso até mesmo para colegas de profissões parecidas (jornalistas), leitores e outros escritores. Muita gente não leva o ofício a sério.

Se você não trata seu ofício de forma profissional, os outros não vão te respeitar. Acredite, são 10 anos de blog.

Já ajudei centenas de autores e poucos não fizeram metade por mim. Não ajudo esperando em troca, mas gosto de bom senso e menos vitimismo.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.



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