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Autismo e Neurodiversidade: Diferentes necessidades, intervenções e apoios

Tem uma expressão que diz "Não existem dois aspies iguais"/"Não existem dois autistas iguais", mas na hora de produzir conteúdo, muita gente se esquece disso.


Existe uma neurodiversidade bem complexa. 
Desde que comecei a produzir conteúdo sobre autismo, eu tenho repetido isso, mas muita gente simplesmente não entende e insiste em buscar comparações com personagens e pessoas reais. O filho do Fulano não vai parecer o do Beltrano, independente de ambos estarem no espectro autista.

Eu, Ben Oliveira, não vou ser igual a minha amiga aspie que converso diariamente: mesmo adorando ela e tendo muitas questões parecidas, somos completamente diferentes em vários sentidos.
O fato de eu ter autonomia não significa que outro autista poderá ter.

O que me incomoda, talvez não incomode outro autista e vice-versa.

O que eu tenho facilidade, outra pessoa terá dificuldade e vice-versa.

Nossos hiperfocos, ilhas de conhecimentos, inteligências, grau de autoconhecimento e autopercepção,…

Autismo: Sobre apreciar meu espaço e minha liberdade

Tento ajudar, mas sou humano e também tenho energia limitada (independente do hiperfoco). Muito antes de descobrir o autismo, já estava ocupado o dia inteiro. Sou escritor, leitor voraz e blogueiro, não me defino só pelo Aspergers, não é minha única identidade.


Criei página para deixar as questões lá e meu perfil não ficar sobrecarregado de pessoas me perguntando sobre o assunto em inbox. Não tenho síndrome de Super-herói (embora algumas pessoas possam me ler errado, se não sabem ler entrelinhas).

Não sou o único nem serei o último que pensa assim. Não respondo todo mundo e não aceito qualquer pessoa no Facebook, independente se é autista, familiar de autista, profissional de saúde ou escritor/jornalista/blogueiro literário, que seja.

Não confundam perfil pessoal com página profissional e/ou a minha página de autismo. Espero que entendam a diferença. E aos que não entendem, paciência. Paz. 💛
PS: Sempre fui assim e só estou definindo limites. Não estou bravo com ninguém. Este é o meu modo de me expressar. Tenho colegas no espectro que recebem mensagem e solicitações de amizade o dia inteiro – sei que alguns ativistas fazem isso, mas vocês precisam absorver e entender que nem todo mundo no espectro é igual. Ajudar é bom, mas se ajudar é melhor ainda. Tenho amor próprio e autocuidado.

Não se pode ajudar os outros quando não consegue se ajudar. Meu perfil é aberto, mas isso não significa que preciso ficar agradando e/ou deixando de postar coisas políticas, gay, escrita, livros, [o que eu quiser falar, afinal, é meu perfil], por exemplo, porque vai incomodar. Mais bom senso. É tão básico que eu nem deveria estar fazendo esse post. Vocês não mandam nem no conteúdo da minha página e já deixei claro várias vezes... se forçar a barra no perfil, já sabe! Não participo de nenhuma associação porque aprecio minha liberdade e ninguém tira minha voz ou diz o que posso falar ou não.

Nossas vidas não se resumem ao autismo, especialmente nos casos dos camaleões. Se eu não aceito qualquer outro escritor e você faz parte do mundo do autismo e leva para o lado pessoal, francamente, já é um problema teu.

Eu deixo muitas indicações de leitura para que vão atrás de respostas. A vida é assim. Nem tudo vem mastigado e não tenho tempo para responder 20 vezes as mesmas coisas que já foram ditas na página ou nas dezenas de posts do blog. Dou orientação, mas querer tudo na mão, é demais. É por isso que deixo vários links nos posts, para quem quer se aprofundar no assunto. Não se enganem pelo estereótipo de Asperger/autistas, estou longe de ser um anjo. Algumas pessoas são carentes e solitárias, mas eu aprecio minha solidão.

*Repostando aqui porque sou transparente. Alguns autistas e familiares levam para o lado pessoal se eu não aceito no perfil. Eu nunca fiz isso com outros escritores, jornalistas, blogueiros. Minha vida não começou com meu diagnóstico tardio de autismo (aos 29 anos, mês passado). Não levem para o lado pessoal e não confundam as coisas.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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