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Destaques

Autísticos: Reabertura do meu perfil no Facebook

Já que fechado ou aberto, as coisas do meu perfil sempre vazam. Plot twist: Perfil no Facebook reaberto.


Muita gente não estava conseguindo compartilhar as coisas que posto no perfil e a fan page limita o alcance orgânico.

Podem se divertir fuçando. Agora, arrancar informações de mim, é um jogo que eu adoro jogar e me fazer de sonso, como muitos de vocês do mundo do autismo que manipulam de todos lados, acham que Aspergers são.

Vocês sempre esquecem de duas coisas: todo Asperger é diferente; eu tenho altas habilidades.

Dica: não me leiam literalmente. Sou escritor. Não tentem supor qualquer coisa sobre mim ou o que eu posto. Adoro brincar com as palavras e me divirto com alguns de vocês espalhando coisas minhas. Meu hiperfoco é livro e literatura. Para quem acha que tudo o que posto é indireta ou ameaça, que seja, vai sofrer de curiosidade mesmo.

Para quem faz merda e está com medo, pode ficar com medo. Nunca disse que jogava de lado algum. Vocês me colocaram no jogo, agora me engulam…

Autísticos: Fechamento do perfil e a falta de empatia com diagnóstico tardio

Pesquisas inventadas na minha cabeça, como muitos charlatões fazem, apontam que passar raiva faz bem para a pele.



Ontem fui hackeado. Eu fechei meu perfil pessoal, apaguei milhares de pessoas. Foi um dos piores dias da minha vida e ainda tenho que resolver outros pepinos.

É uma escolha minha e só minha. Para quem achou ruim: sinto muito. Cada um cuida do seu perfil, né?

Decidi separar de vez minha vida pessoal da profissional.

As pessoas estranham porque sempre mantive meu perfil público, mas as coisas mudam, especialmente quando você está ajudando a alertar sobre problemas de saúde e tratamentos falsos no Brasil – um país que adora brincar com fogo e sabe que algumas leis são falhas –, e muita gente prefere se omitir. Tratamentos que dariam processos por fraude.

Foi o segundo ataque relacionado a Autísticos. Mas já teve até gente que hackeou minha pasta de manuscritos dos meus livros uma vez.

A vida é assim. A gente faz escolhas o tempo inteiro e nem sempre precisa dar satisfações. Quem não gosta, que não goste.

Estou sendo atacado informalmente há mais de um ano por falar sobre os problemas. Sem mencionar os absurdos que tive que ouvir por causa do meu diagnóstico tardio (29 anos) de Síndrome de Asperger/autismo.

Quando alguém se abre sobre um diagnóstico que é cercado de tabus e mitos, ela está compartilhando para ajudar a quebrar estereótipos;

Não para pedir a opinião ou ter seu diagnóstico questionado por pessoas que não entendem do assunto. Muita falta de empatia e compreensão.

Aos meus trolls, um beijinho.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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