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Destaques

Autismo: Unicamp disponibiliza vídeos do simpósio sobre o espectro autista

A Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp compartilhou no canal do YouTube os vídeos de um simpósio sobre os Transtornos do Espectro do Autismo. O primeiro dia de evento aconteceu no dia 1º de abril de 2019 e o primeiro vídeo traz as palestras que aconteceram na parte da manhã.


Levando em conta a falta de capacitação profissional do Brasil e a carência de informações sobre o autismo nas diferentes regiões do país, acredito que a iniciativa foi muito importante. Quando uma universidade abre as portas para falar de um assunto que precisa ser mais discutido, a sociedade só tem a ganhar.

O vídeo aborda desde as questões históricas do autismo (trazendo curiosidades além de Leo Kanner e Hans Asperger), passando por questões de como o Transtorno do Espectro Autista é visto no dias atuais, as questões das pesquisas de prevalência de autismo no mundo e no Brasil (a importância de entender os critérios metodológicos e as alterações de resultados) e algumas das pesquisas e coletas de dados da A…

Autismo: Responsabilidade e experiência como moderador de grupo

Quando eu fui moderador de um grupo de autismo com milhares de pessoas (mais de 18 mil, se não estou enganado, sem falar as centenas de solicitações em espera), eu removia comentários e posts sobre tratamentos falsos e pessoas tentando promover eventos DUVIDOSOS de autismo (existem muitos).


Não importava se estava escrito nas regras, um post ou outro sempre passava, porque nem todo mundo tinha a mesma compreensão sobre pseudotratamentos e autismo e um dos moderadores sempre liberava.

Todo moderador/administrador tem responsabilidade sobre o que acontece dentro de um grupo, página, blog, que seja.

Eu e a Rivotrip​ chegamos a bater boca com anti-vacinas na madrugada. Fomos os últimos moderadores autistas do grupo. O resto era familiar.

Se no seu grupo passam vários podres e você não está moderando, você pode se sujar junto. É algo que vai além da imagem e credibilidade, especialmente quando se tratam de tratamentos proibidos e perigosos.

Mais consciência e responsabilidade.

Para as pessoas envolvidas em podres e produtos perigosos, vocês só facilitam a vida de quem vai investigar.

⚔️ A justiça demora, mas as máscaras sempre caem 🎭
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Quando alguém me pergunta o que eu acho das tretas BR e internacionais do autismo e eu acho que falta bom senso de vários lados.


Quando entrei nos grupos de autismo, assim como vários colegas e amigos, nós fomos em busca de compreensão, mas o que encontramos foi um mundo de intrigas, difamações e fofocas.

A justiça nem sempre escolhe entre A, B ou C. Às vezes, ela escolhe D.

Me colocaram em um jogo que eu nunca pedi para jogar. Ninguém avisou que às vezes as regras mudam e as cartas mudam de mãos.
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Nos EUA, um grupo de mães está investigando os casos de MMS nos grupos do Facebook.

No mundo inteiro existem pessoas de olho em quem promove tratamentos falsos e perigosos.

Autistas ativistas de diferentes países já visitaram e investigaram instituições, além da comunidade autista internacional estar sempre de olho nas pesquisas de baixa qualidade, livros duvidosos, cursos e pseudotratamentos.

Tem gente que brinca com fogo e nem sabe que a quantidade de pessoas de olho é maior do que imagina.

Para quem faz merda, fica dica. Depois não adianta se fazer de sonso e dizer que não sabia que era errado.
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Nenhuma pessoa ou personagem pode representar o espectro autista inteiro. Somos todos diferentes.

Parem de criar expectativas irreais sobre representatividade no mundo real ou na ficção: Não existem duas pessoas iguais no espectro autista.

O Shaun é o Shaun (The Good Doctor). O Sam é o Sam (Atypical). O Sheldon é o Sheldon (The Big Bang Theory). A Wendy é a Wendy (Tudo Que Quero) e por aí vai.

É chato ter que ficar dando aviso sempre, pois é algo que as pessoas deveriam aprender.
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Adoro saber que muitas pessoas têm o rabo preso ou que me leem no sentido literal. Sou escritor e adoro brincar com as palavras.

Já falei várias vezes e vou repetir: Quem tem medo de mim é porque algo errado está fazendo.

As pessoas que estão 'perdidas' neste jogo que me colocaram e muita gente é só um peão no tabuleiro e não faz ideia, abram seus olhos e parem de proteger quem faz merda.

Desde produtos perigosos e proibidos até irregularidades, uma hora a justiça se faz.

Aos que sempre tentam derrubar minha página e até já hackearam: Se eu cair, puxo muita gente comigo, de todos lados.

Aos omissos, gosto de distância de gente covarde.

Eu nunca pedi para entrar nesse joguinho doentio de egos, fofocas, intrigas. Me colocaram no jogo, agora aguentem até o final.


Pessoas omissas e covardes me dão sono. Para quem fica muito em cima do muro: Cuidado para eu não te empurrar 🐍

“Não é uma heroína. É uma bomba-relógio. É preciso um monstro para parar um monstro– Jessica Jones
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Muitos autistas e familiares apoiam o Movimento da Neurodiversidade: a aceitação de que nossos cérebros são diferentes.

Estamos em 2019, mas algumas pessoas ainda tratam o autismo como doença e ficam desesperados por tratamentos falsos e uma cura que não existe. É vergonhoso.


Texto da imagem:

Neurodiversidade: A gama de diferenças na função cerebral individual e características comportamentais, consideradas como parte da variação normal na população humana (usada especialmente no contexto do espectro autista) 
—Dicionário Oxford.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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