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Destaques

Autísticos: Reabertura do meu perfil no Facebook

Já que fechado ou aberto, as coisas do meu perfil sempre vazam. Plot twist: Perfil no Facebook reaberto.


Muita gente não estava conseguindo compartilhar as coisas que posto no perfil e a fan page limita o alcance orgânico.

Podem se divertir fuçando. Agora, arrancar informações de mim, é um jogo que eu adoro jogar e me fazer de sonso, como muitos de vocês do mundo do autismo que manipulam de todos lados, acham que Aspergers são.

Vocês sempre esquecem de duas coisas: todo Asperger é diferente; eu tenho altas habilidades.

Dica: não me leiam literalmente. Sou escritor. Não tentem supor qualquer coisa sobre mim ou o que eu posto. Adoro brincar com as palavras e me divirto com alguns de vocês espalhando coisas minhas. Meu hiperfoco é livro e literatura. Para quem acha que tudo o que posto é indireta ou ameaça, que seja, vai sofrer de curiosidade mesmo.

Para quem faz merda e está com medo, pode ficar com medo. Nunca disse que jogava de lado algum. Vocês me colocaram no jogo, agora me engulam…

Orgulho Autista: Campanha de Autoestima e Autopertencimento na Autísticos (2019)

Mês do Orgulho Autista está quase aí.



Ainda não sei se farei campanha formal ou informal, de todo jeito: minha campanha de 2019 na Autísticos​ será sobre Autoestima e Autopertencimento.

Muitas pessoas no espectro autista se sentem pressionadas ao pertencimento em grupos e acabam abrindo mão de si mesmas. E as que não querem fazer parte deste mundo, recebem ataques de todos lados: outros autistas, associações e profissionais.

Nem todo autista é facilmente influenciável, especialmente eu e alguns colegas que temos Dupla Excepcionalidade (embora alguns tenham papeis e outros não, piscando para o fiscal de laudo). Nós pagamos o preço de não sermos influenciáveis, mas temos nossa liberdade e isso é algo que ninguém pode tirar (ainda que liberdade seja questionável, especialmente nos tempos em que vivemos).

De todo jeito, acho importante falar que muitos comportamentos são relacionados à baixa autoestima, tomadas de decisões e julgamentos pessoais, não necessariamente ao espectro autista.

É inaceitável ver gente difamando e jogando a culpa em diagnóstico. Aliás, não só para pessoas no espectro autista, mas também é inaceitável quando esse ataque vem de profissionais (antiético). Além disso, se você trabalha na área e não consegue reconhecer Dupla Excepcionalidade e autistas diferentes no espectro, está na hora de buscar uma reciclagem profissional.

Já aos familiares de autistas que questionam laudos de autistas só porque são diferentes dos seus filhos, desejo que seus filhos não passem o mesmo.

Tenho colegas que precisaram mostrar os laudos em grupos de autismo para comprovarem que realmente têm o diagnóstico. Tenho colegas que nunca processaram ninguém porque não queriam dor de cabeça, mas eu acho que as pessoas precisam realmente parar de brincar com fogo.

Eu quebrei ciclos, tabus e vou continuar quebrando outros. Tenho meu papel, mas me recuso a tirar foto. Não atravessei o Brasil para ir numa das melhores profissionais do momento que entende do Espectro Autista, para ser questionado por gente sem conhecimento (seja dentro ou fora do espectro). Para os desatualizados, existem livros, pesquisas e inúmeros conteúdos na internet. Já indiquei vários e vou indicar mais até entrar no cérebro de vocês!


Ainda sobre as pessoas que negam diagnósticos dos outros: geralmente são pessoas que não aceitam seus possíveis diagnósticos. Recomendo terapia e mais autoconhecimento. Diagnóstico não mata ninguém nem limita, pelo contrário, liberta.

É isso. Campanha de 2019 será sobre Autoestima e Autopertencimento. Está tudo bem não se encaixar no mundo dos outros. Está tudo bem ser você mesmo.

Você pode ajudar com a causa sem 'entrar nela'. Eu não tenho o mínimo interesse de participar do mundo do autismo, mas isso não significa que vou parar de ajudar. Só significa que eu tenho outros interesses, hiperfocos e necessidades, que vão além da pressão identitária (efeito manada).

“Eles estão queimando todas bruxas mesmo que você não seja uma, então, me queime!” Taylor Swift
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Adoro essa saga. Tentam usar a Katniss de todos lados. Não é tão diferente do que acontece no mundo do autismo. Ela escolhe a liberdade dela do início ao final.

Não fui o único nem serei o último, mas espero que mais pessoas no espectro autista desenvolvam a consciência de que podem fazer suas próprias escolhas.

Aos que jogam baixo e tentaram até me hackear, uma dica: A verdade sempre vem à tona.

“Mas um dia terei que explicar sobre meus pesadelos. Por que eles vieram? Por que eles nunca irão realmente embora? Eu direi a eles como eu sobrevivi. Eu lhes direi que nas más manhãs, parece impossível ter prazer em qualquer coisa, porque temo que isso possa ser tirado. É quando eu faço uma lista na minha cabeça de cada ato de bondade que vi alguém fazer. É como um jogo. Repetitivo. Mesmo um pouco entediante depois de mais de vinte anos. Mas há jogos muito piores para jogar” – Katniss, A Esperança
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Hoje a Rivotrip​ publicou uma imagem em apoio a campanha de Autoestima do Orgulho Autista.

Para quem não conhece a história dela, desde que entrou nos grupos do autismo, a Calinca teve que aguentar desde gente fuçando a vida e as fotos dela, até pessoas questionando o laudo dela por causa das fotos que ela tem e estereótipos, como Autista não usa biquíni e por aí vai.

Tentam nos colocar em caixas que não queremos estar. Tentam nos manipular e não conseguem e isso incomoda.

Ter autoestima também é saber dizer não e saber como se posicionar.

Esses ataques não vem só de estranhos, muitas vezes vem de pessoas no espectro autista e profissionais desatualizados (precisando de reciclagem profissional).

Lembrando: É errado usar o diagnóstico como desculpa para fazer merdas. Por isso é importante que pessoas no espectro autista aprendam a diferença entre o certo e o errado.
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Já entrando no clima da Campanha de 2019 da Autísticos sobre Autoestima.


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Texto da imagem:

“A sua autoimagem – quem você pensa que é – é literalmente um pacote com as opiniões dos outros sobre você e com as suas conclusões ao se comparar com os outros” – Dorothy Corkille Briggs

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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