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Destaques

Causa Autista, História e Divergências Políticas no mundo inteiro

Para quem acha que o que acontece no Brasil é inédito, basta conhecer a história do autismo. As divergências políticas são parte da história do autismo. Cada conquista aconteceu por causa das lutas dos movimentos sociais organizados.


Leia: A História do Autismo: 10 Motivos para ler o livro Outra Sintonia

O Brasil não inventou o fogo. As pessoas poderiam fazer escolhas melhores se estudassem mais. Serve para quem quer falar de política, mas não conhece as questões biológicas também.

Sobre o mundo das organizações brasileiras, já falei algumas vezes: nenhuma me contempla. Nenhum dos lados acerta sempre nem vai acertar, pois cada lado tem seu viés e puxa mais para o que acredita.

O que é melhor para um autista, pode não ser para o outro, seja por questões sociais ou neurobiológicas: o assunto SEMPRE será complexo, pois o autismo é complexo, não é simples como as pessoas fazem parecer.

Quem paga o preço? Quem é invisibilizado. Quem já tem diagnóstico, dificilmente se importa com os que não…

Aspergers: Superproteção e diagnóstico tardio é sempre ruim?

A superproteção pode podar o desenvolvimento de alguns Aspergers. O diagnóstico tardio é uma realidade no mundo inteiro e nem sempre é algo negativo. O que determina o desenvolvimento de uma pessoa no espectro autista? Questões neurobiológicas, estimulação e educação. Muitos Aspergers só têm o diagnóstico na vida adulta.


Diagnóstico tardio nem sempre é ruim e é uma realidade para adultos de vários países:


Cada caso de autismo é um caso de autismo. Muitos Aspergers passam a vida inteira sem diagnóstico. 

Para alguns, isso pode atrasar suas vidas; para outros, isso ajudou com o desenvolvimento, pois ficaram fora de uma bolha de superproteção.

Um dos textos mais lidos da página da Rivotrip foi sobre sua experiência e como a superproteção de aspies pode atrapalhar, afinal, cair, levantar e quebrar a cara fazem parte da vida.

Eu mesmo, só tive o meu diagnóstico formal aos 29 anos. Naquela época, o preconceito era muito maior. Aprendi a camuflar meus traços autísticos, como muitos autistas camaleões: assunto pouquíssimo conhecido no Brasil retrógrado e que faz muitos profissionais e 'especialistas' virarem os olhos (saberiam mais se lessem textos produzidos pelo mundo inteiro pela comunidade autista e fossem menos prepotentes)..

Muita gente só fala do lado negativo do diagnóstico tardio. As pessoas se esquecem de que todos autistas são diferentes, logo todas experiências de vida também serão.

PS: O diagnóstico é importante. Não estou falando que não é importante ir atrás de um, estou falando sobre como a superproteção pode podar o desenvolvimento de alguns Aspergers.

PS2: Tanto eu quanto a Calinca, temos Dupla Excepcionalidade (Embora eu não seja diagnosticado formalmente com Altas Habilidades, fiz acompanhamento na infância com psicóloga. O desenvolvimento de Aspies com SD tem como características marcantes: liderança, criatividade, talento artístico, pensamento crítico etc. Então, muitas vezes, mesmo sem o papel, dá para perceber a diferença).

Para ler o texto completo: http://bit.ly/RivotripSuperprotecao

Texto da imagem: 

“Eu posso não ter feito mil terapias para crianças autistas. Mas eu fui uma criança super estimulada e ensinada que tudo bem se eu tinha medo, tudo bem se eu tinha vergonha, tudo bem se eu errasse em alguma coisa. Tudo bem por que fazia parte de aprender” – Calinca Alcantara, Rivotrip
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Muitas pessoas no espectro autista são ingênuas. Por causa da solidão, elas aceitam qualquer pessoa nas redes sociais, sem nenhum critério.

Isso as tornam mais vulneráveis a crimes cibernéticos e até presas fáceis para psicopatas.

Fica dica: Neurotípicos também podem ser muito ingênuos. Ser ingênuo não é algo positivo.

A ingenuidade não ajuda a ninguém. Pode ser 'bonitinho', até você entrar em várias ciladas e armadilhas da vida.

É importante conscientizar e trabalhar, mostrar o lado sombrio da vida, não só arco-íris e borboletas.

Ignorar a maldade humana é deixar seu filho vulnerável ao mundo. Isso não significa que é preciso superproteger a pessoa, mas que é importante dar ferramentas.

As pessoas acham que psicopatas anunciam o diagnóstico na internet. “Oi, sou psicopata e vou foder sua vida”. Muitos deles nem sabem que são psicopatas, tampouco têm um diagnóstico.

Muitos brasileiros acham que psicopatas só existem em filmes, séries e livros, pois nunca conheceram nenhum ao vivo. Eles existem. Muitos entram em grupos do Facebook e usam perfis fakes.


Muitas pessoas no espectro autista –, incluo aí adultos aspies – são ingênuas. Isso acaba os colocando em furada. Muita gente acha que não precisa de ajuda, que tem autonomia, mas a verdade é que precisam de alguns toques.

Alguns autistas são manipuláveis e se alguém contar várias vezes a mesma mentira, eles acreditam.

Eu sempre dou alerta, pois acho totalmente errado quem acha que o mundo é cor de rosa e feito de borboletas e arco-íris.

Quanto mais você nega a existência da maldade humana, mais você está criando a vítima perfeita.

Somos alvos fáceis. Acredite, entre os meus hiperfocos estão comportamento humano e psicopatas. Pelo que eu e alguns amigos já observamos como moderadores e/ou participantes de grupos, tem gente que cai em qualquer história que contam.

Por esse e tantos outros motivos, sou seletivo. Não aceito qualquer pessoa no meu perfil e/ou grupo, não respondo qualquer mensagem, especialmente pedidos de vaquinhas.

Se eu pudesse dar uma dica a todos, dentro ou fora do espectro autista, seria: tenham mais cautela na internet e sejam mais críticos, e menos ingênuos.

A ingenuidade pode ser uma característica, mas existem estratégias para compensar as limitações: negar o lado sombrio do ser humano não é uma delas.


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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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