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Resenha: Os Criadores de Coincidências – Yoav Blum

E se nada fosse mero acaso e operários invisíveis atuassem para gerar mudanças nas vidas das pessoas? Assim é a premissa do livro Os Criadores de Coincidências, do autor Yoav Blum, publicado no Brasil, em 2017, pela Editora Planeta, com tradução de Fal Azevedo.


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O romance narra o trabalho de três criadores de coincidências: Emily, Eric e Guy. Intercalando um pouco das vivências profissionais de cada um deles e das missões que tiveram que cumprir, relacionando com alguns dos seus dilemas pessoais.

“É estranho, pensou ela, como somos capazes de transformar uma coisa específica em algo que passa a guiar toda a nossa vida, e como nos convencemos de que, se não tivermos essa coisa, nada mais vai fazer sentido. E é ainda mais estranho como nos acostumamos rápido ao exato oposto” – Yoav Blum, Os Criadores de Coincidências
Longe de ser uma narrativa linear, o leitor é jogado para várias histórias que se amarram pel…

Pautas de Autismo e as Distorções Cognitivas

O que observo no mundo do autismo é muito disso. Muita gente descontextualizando falas, distorcendo sentidos e manipulando: intencionalmente ou não. Isso não é só de um lado, é de todos.


Terapia ajuda com as distorções cognitivas. Conhecer as próprias limitações também (autoconhecimento e autopercepção). Já sobre a compreensão textual/interpretação, acredito que mais leitura pode ajudar.

Bem-vindos à era da distorção cognitiva, onde as pessoas distorcem sentido conforme a vontade delas.

Censo é um problema (número de autistas no Brasil). Falta de diagnóstico é outro. Muita gente mistura os problemas, como se um anulasse o outro: não anula. O censo é importante, sim.

Os números do autismo são importantes. Nenhum país leva em conta as pessoas sem diagnósticos. São questões diferentes. Sem falar que muita gente não vai atrás de diagnóstico porque não quer, nem sempre é desinformação. Mais seriedade, menos generalização.

Pessoas polarizadas: O que um lado acerta, o outro erra e vice-versa. Ser radical em causas como o autismo não ajuda ninguém. Tratar o autismo como algo só científico é ruim, mas tratar como algo só social também é.

Minha dica é: estudem mais e aprendam a ter opiniões próprias.

Ficar repetindo o que os outros falam, muitas vezes, sem nem entender o que foi dito é péssimo. Muita gente repete até mesmo termos do autismo, mas não sabe os significados nem sobre as questões do cérebro. Aí fica achando que é algo simples.

Ter uma voz é diferente de repetir a voz do outro, sem nem sempre saber o que está falando.

Existe uma diferença gritante entre quem quer ajudar com uma causa e quem quer autopromoção. Na época do pseudoempoderamento, as duas coisas parecem a mesma. Muitas vezes, quem quer autopromoção, seleciona a dedo quem dará plataforma: "Me preocupo com autistas, mas não dou voz".

Texto da imagem:

Distorções Cognitivas:

Maneiras distorcidas de processar informações e interpretá-las com viés, de formas negativas.

Exemplos: Polarização (Certo ou errado), Generalização, Catastrofização (Previsão negativa), Personalização (Torna tudo pessoal), Filtro mental (Foco só no negativo).

Dica de leitura: Terapia Cognitivo-comportamental: Teoria e Prática: https://amzn.to/2FHibGx

Leia: Distorções cognitivas - a importância de as identificar e de as questionar 


***
Muitas pessoas no espectro autista podem lidar com a polarização. Este é um dos motivos pelos quais podemos ser tão rígidos, mas é algo que pode ser trabalhado, levando em conta o contexto neurobiológico da pessoa.

Geralmente, autistas com altas habilidades são mais flexíveis e conseguem sair deste A ou B, pois tem mais flexibilidade cognitiva.

Um ótimo exemplo são os lados no mundo do autismo e a necessidade de pertencimento. Ninguém é obrigado a participar, mas por causa desse tipo de pensamento, da mesma forma que existe polarização no mundo da política, também é bem presente no mundo do autismo.

Existem no mínimo quatro lados no mundo do autismo, mas muita gente só enxerga os dois principais, por exemplo. E entra outra questão, ninguém é obrigado a ter que escolher entre A ou B, mas para quem está no espectro autista, isso é mais difícil ainda por causa da rigidez/inflexibilidade.

Então, acontece da pessoa gostar de você e por influência dos outros, no outro dia deixar de gostar, muitas vezes, por causa do viés (que nem sempre é deles, só é repetido pela necessidade de grupo – Efeito Manada).

Isso é uma característica complicada, especialmente em casos de manipulação, pois a pessoa pode ter dificuldade de enxergar o meio-termo.

Leia: O que são Habilidades Cognitivas


Texto da imagem: DISTORÇÃO COGNITIVA: POLARIZAÇÃO:

Pensamento 8 ou 80; preto ou branco.
Tudo ou nada.
Certo ou errado.

Número limitado de opções (geralmente duas), enquanto na realidade há mais opções.



Texto da imagem: DISTORÇÃO COGNITIVA: GENERALIZAÇÃO:

Uma das distorções cognitivas mais comuns.

A pessoa tende a pegar uma experiência negativa e achar que SEMPRE vai acontecer, SEMPRE esperando pelo pior (generalização em excesso).



Texto da imagem: DISTORÇÃO COGNITIVA: CATASTROFIZAÇÃO

Ocorre quando prevemos o futuro negativamente sem considerar outros resultados mais prováveis.


Texto da imagem: DISTORÇÃO COGNITIVA: FILTRO MENTAL

Consiste em focarmo-nos nos aspectos negativos e ignorar o resto da informação. O negativo é filtrado e absorvido, enquanto o positivo é esquecido.


Texto da imagem: DISTORÇÃO COGNITIVA: PERSONALIZAÇÃO

Quando nos sentimos 100% responsáveis pelos acontecimentos.

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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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