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Destaques

Resenha: Como Parar o Tempo – Matt Haig

Já imaginou quantas experiências boas e ruins alguém é capaz de viver quando sua existência dura mais do que a dos outros? No livro Como Parar o Tempo (How to Stop Time), do autor Matt Haig, o leitor é levado a conhecer as vivências de Tom Hazard, um homem que sabe muito mais do que pode contar aos outros e passa por um constante processo de reinvenção de si mesmo. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Harper Collins, em 2017, com tradução de Carla Bitelli e Flávia Yacubian.


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Segredos podem ser pesados. Tão difícil quanto carregar memórias dolorosas que o assombram constantemente, para Tom, a ideia de não poder contar para outras pessoas sobre sua verdadeira identidade é algo que o provoca desconforto. Da mesma lição já aprendida com histórias de vampiros e imortais, ter uma vida longa pode ser cobiçada por algumas pessoas, mas pode ser visto como uma maldição para outras.

Quanto tempo é muito? Se em uma vida, …

Subdiagnóstico de autismo, números e incoerências

O brasileiro é muito individualista. Ao mesmo tempo que vejo pessoas reclamando que os números do Censo vão dar abaixo por causa dos subdiagnósticos de autismo, já vi muita gente acusando pessoas com laudo fingirem que eram autistas.


Como explicar a volatilidade? Nem tento entender o que se passa na mente do brasileiro.

Os discursos são sempre contraditórios. Por causa de polarização, todo mundo sai perdendo.

Já vi até gente dizendo que o laudo é só um papel. Se é só um papel, a pessoa, então, não precisa de um diagnóstico? Logo, por que ser contabilizada? Sejam mais coerentes nos discursos.

Incoerências dos brasileiros sobre subdiagnósticos:

– Já vi gente acusando autista de fingir, mesmo a pessoa tendo laudo;

– Já vi gente se posicionando contra diagnóstico precoce, achando que seria ruim, desconhecendo a questão da plasticidade cerebral;

– Já vi gente dizendo que autismo nem deveria ter CID;

– Já vi gente dizendo que o outro não é autista, só porque sabe argumentar e é diferente do filho.

Entre uma série de outros exemplos que eu poderia dar.

Então, acho que antes de reclamar do subdiagnóstico, muita gente pode começar fazendo um exercício de autocrítica para perceber como esses discursos mais atrapalham do que ajudam.

Agora, vocês estão com medo do número serem baixos? Autista é só quem vocês querem que seja? Mas quando tem a oportunidade, muitos não perdem a chance de dar com as línguas nos dentes para julgar quem nem conhecem.

Tanto tempo de energia gasto com tretas, poderiam usar para conscientizar sobre autismo e cobrar profissionais mais capacitados. Nenhum país começou com os números altos. Foram aumentando progressivamente. Parece tão óbvio, né? O Brasil está 10-30 anos atrasado nas questões do autismo. Só não vê quem não quer ou não tem conhecimento.



Para quem não sabe a diferença da Síndrome de Asperger: o diagnóstico AINDA existe no Brasil. Só será alterado em 2022.

No Brasil, grande parte dos profissionais ainda tem dificuldade com o diagnóstico de Síndrome de Asperger. Dois aspies podem ser muito diferentes. Uns têm mais facilidade do que os outros com a linguagem, por exemplo.

Para quem está preocupado com os subdiagnósticos, poderia muito bem conscientizar sobre SA. A Síndrome de Asperger ainda é invisibilizada pela própria comunidade autista e os problemas de falta de diagnósticos acontecem no mundo inteiro, especialmente com os adultos.


Texto da imagem:

Síndrome de Asperger (SA): 

No CID-11, em 2022, a Síndrome de Asperger será substituída por 6A02.0 – Transtorno do Espectro Autista sem deficiência intelectual e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional.

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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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