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Destaques

Revolutionary Love: Série coreana de drama explora o abismo que divide as classes sociais

Embora muitos dramas coreanos pequem na representatividade de diversidade racial e deem pouquíssimo espaço para estrangeiros e imigrantes, a série Revolutionary Love (2017) da tvN e no Brasil disponível temporariamente pela Netflix , acaba indo além dos elementos de comédia e romance, mostrando o drama das diferenças de classes sociais , os preconceitos e a possibilidade de imersão nesse mundo desconhecido pelo filho do dono de um dos maiores conglomerados de empresas da Coreia do Sul . A ingenuidade e a ignorância da realidade das classes trabalhadoras tornam o protagonista um tanto embaraçoso, lembrando de forma vaga a jornada de Buda quando conheceu a realidade fora do palácio e foi confrontado com a fome, a doença, a pobreza e a morte. Longe de ser uma série com alguma alegoria espiritual, mas do ponto de vista do comportamento é interessante acompanhar como Byun Hyuk (Choi Si-won) se torna mais empático e humanizado quando seu caminho cruza com o de Baek Joon (Kang So-ra) . E

Dias de Isolamento, Estímulos e Tédio: Vidas Importam (Coronavírus) | Ben Oliveira

Mesmo para alguém no espectro autista (lembrando que não existem dois autistas iguais e há uma ampla variedade neurológica e de personalidade), os dias de isolamento não são necessariamente confortáveis.


Gostar de ficar em casa e precisar de tempo sozinho para recarregar as energias, não significa que autistas também não gostem de ver pessoas – muitos adoram andar ao ar livre. As pessoas confundem autismo, introversão, timidez e misantropia (aversão às pessoas).

O que eu queria falar é sobre a importância de se ocupar com o que te estimula. Na correria do dia a dia, todos abrimos mão daquilo que gostamos de fazer e do que nem sabíamos que gostamos. Além de ler e jogar, nesses dias aproveitei para organizar as coisas e brincar com as tintas e colas.

Deveria estar escrevendo mais, mas confesso que estou gostando de estimular outras áreas que estavam adormecidas. Sim, tenho muitos momentos de tédio, mas não acho que colocar a vida de outras pessoas em risco possa compensá-los.

Por outro lado, a rua mais silenciosa ajudou a diminuir minha sobrecarga sensorial por barulho: e não, nem mesmo música ou abafador substitui o bom e velho silêncio.

Também fico feliz em saber que parte de mim está servindo de companhia para muitos nessas horas, seja nos leitores que me lêem no Kindle, no Wattpad ou até mesmo nas redes sociais.

Lembre-se que isso tudo é temporário e que tudo é transitório. O fato de criticar a irresponsabilidade do governo não significa que eu torça para o pior do país, pelo contrário, o fato de alertar sobre a importância de levar com mais seriedade uma pandemia é uma forma de fazer minha parte, seja como escritor, jornalista ou humano.

A economia sobe e desce, e artistas e pessoas com profissões não tradicionais são mais vulneráveis nessas horas, mas vidas perdidas não podem ser substituídas ou recuperadas.

Essas palavras vêm de alguém que já passou por crises de ansiedade e depressão por questões financeiras e profissionais — imagine como é apostar na vida de escritor no Brasil?

Então, eu não acho que esteja sendo ou que será fácil para alguém, mas creio que a prioridade do momento é estar vivo e diminuir o número de infectados.

Fique bem!

*PS: Se você está mais preocupado com fechamento de empresas (ainda que temporariamente) do que com pessoas ficando infectadas, adoecendo e morrendo (lembrando que só não estão morrendo os grupos de risco, como muitos acreditam), talvez esteja na hora de procurar um psicólogo, um psiquiatra e se reconectar com o seu lado humano. Talvez você esteja fisicamente bem (ou não está e não sabe), mas mentalmente e espiritualmente está doente (favor, não confundir espiritualidade com religiosidade). Não, esta dica não contém ironia. 2020 tirou as máscaras de muitas pessoas que, ou ainda estão em negação e mergulhadas na ignorância, ou estão revelando o seu pior lado. Nessas horas, vemos a falta que as diferentes expressões artísticas e filosóficas fazem na vida da pessoa e um tempo para refletir melhor antes de abrir a boca.

A ignorância sempre cobra um preço muito caro. Veja como em tempos de pandemia, só dinheiro não vale muito, se a pessoa não sabe usar o cérebro e ignora recomendações básicas de saúde. 

Sobre o autor:


Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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