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Destaques

Resenha: Você – Caroline Kepnes

Frieza e perversão. Se eu pudesse resumir Joe em duas palavras seriam essas. O livro Você (You), da autora Caroline Kepnes nos leva para uma viagem para a mente doentia de um homem capaz de tudo para obter seu prazer. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Rocco, com tradução de Alexandre Martins, em 2018.

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Um jogo de gato e rato. Joe é dono de uma livraria, onde ele mantém não só sua obsessão por livros antigos e raros, como uma jaula que pertencia ao proprietário anterior. Com um passado traumático, o personagem desliga suas emoções e se aventura à procura de sua próxima vítima, alguém em quem possa projetar seus ideais românticos, ainda que unilaterais.
“Eu subo trotando e me sento para uma sessão de Beck, que consiste em escutar Rare and Well Done, olhar fotos suas que roubei do Facebook, assistir a cena de A Escolha Perfeita sem som. Eu me perco tanto nisso que amanhece na livraria e eu deveria estar cansado por caus…

Manic Pixie Dream Boy: O que faz o meu espírito vibrar de prazer

Hoje enquanto treinava, refletia sobre minha Demissexualidade.

Tenho um professor que dizia que lemos livros para esquecer. Não será assim também a vida, uma constante lição de reaprendizados?



Escritores que se envolvem com outros escritores; artistas que se envolvem com artistas; jornalistas que casam com jornalistas.

Há quem afirme que relacionamentos são como polos opostos, mas creio que sem uma sintonia, não há magia no mundo que mantenha duas pessoas juntas.
Só a química não basta. Só o afeto não desenvolve. Só as afinidades se torna amizade.

Relacionamentos amorosos trazem fórmulas complexas.

Para quem é Demissexual, sabe que mesmo o prazer sexual pode vir da conexão emocional, transcendental, espiritual, intelectual. Há tantas formas de sentir prazer.

Na busca de me redescobrir, vez ou outra me maltrato esquecendo que não sou guiado pelo externo.

Meu mundo é o das águas, do fogo, do ar, da terra, do espírito; gosto de quem pulsa vida, sem medo de ser quem é; de quem dança quando sente vontade, mesmo que seja no meio do shopping; que canta, que pinta, que escreve, que respira arte, que lê minhas entrelinhas.

Relacionamentos superficiais servem como entretenimento barato: ajudam a distrair, mas não matam a fome do espírito.

Gosto de quem me faz vibrar da cabeça aos pés, me vira do avesso e me faz sentir que tudo é possível, ainda que no terreno do impossível.

Sou essa contradição, sempre preso entre o ser e o nao-ser, o amor e o não-amor, o mundano e o excepcional. Não sou um nem outro e, no final, quem tenta me entender, sempre se dá mal.

Não dá para colocar em palavras tantos fragmentos aparentemente desconexos, mas tão alinhados com minha essência.

Escovo os dentes e penso que não devo me maltratar mais uma vez. Talvez esteja na hora de buscar outros talvez; outros espíritos que vibrem na mesma sintonia e não se sintam perdidos neste plano, sempre guiados pela autenticidade que escorre da arte, da verdade e do amor.

Conexões emocionais são dez vezes mais excitantes do que conexões físicas; penso enquanto reviro fotos, artes e músicas, à procura de alguém que me faça sentir vivo.

Sobre o autor – Ben Oliveira foi diagnosticado autista (Síndrome de Asperger) aos 29 anos, é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.


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