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Destaques

Revolutionary Love: Série coreana de drama explora o abismo que divide as classes sociais

Embora muitos dramas coreanos pequem na representatividade de diversidade racial e deem pouquíssimo espaço para estrangeiros e imigrantes, a série Revolutionary Love (2017) da tvN e no Brasil disponível temporariamente pela Netflix , acaba indo além dos elementos de comédia e romance, mostrando o drama das diferenças de classes sociais , os preconceitos e a possibilidade de imersão nesse mundo desconhecido pelo filho do dono de um dos maiores conglomerados de empresas da Coreia do Sul . A ingenuidade e a ignorância da realidade das classes trabalhadoras tornam o protagonista um tanto embaraçoso, lembrando de forma vaga a jornada de Buda quando conheceu a realidade fora do palácio e foi confrontado com a fome, a doença, a pobreza e a morte. Longe de ser uma série com alguma alegoria espiritual, mas do ponto de vista do comportamento é interessante acompanhar como Byun Hyuk (Choi Si-won) se torna mais empático e humanizado quando seu caminho cruza com o de Baek Joon (Kang So-ra) . E

Manic Pixie Dream Boy: O que faz o meu espírito vibrar de prazer

Hoje enquanto treinava, refletia sobre minha Demissexualidade.

Tenho um professor que dizia que lemos livros para esquecer. Não será assim também a vida, uma constante lição de reaprendizados?



Escritores que se envolvem com outros escritores; artistas que se envolvem com artistas; jornalistas que casam com jornalistas.

Há quem afirme que relacionamentos são como polos opostos, mas creio que sem uma sintonia, não há magia no mundo que mantenha duas pessoas juntas.
Só a química não basta. Só o afeto não desenvolve. Só as afinidades se torna amizade.

Relacionamentos amorosos trazem fórmulas complexas.

Para quem é Demissexual, sabe que mesmo o prazer sexual pode vir da conexão emocional, transcendental, espiritual, intelectual. Há tantas formas de sentir prazer.

Na busca de me redescobrir, vez ou outra me maltrato esquecendo que não sou guiado pelo externo.

Meu mundo é o das águas, do fogo, do ar, da terra, do espírito; gosto de quem pulsa vida, sem medo de ser quem é; de quem dança quando sente vontade, mesmo que seja no meio do shopping; que canta, que pinta, que escreve, que respira arte, que lê minhas entrelinhas.

Relacionamentos superficiais servem como entretenimento barato: ajudam a distrair, mas não matam a fome do espírito.

Gosto de quem me faz vibrar da cabeça aos pés, me vira do avesso e me faz sentir que tudo é possível, ainda que no terreno do impossível.

Sou essa contradição, sempre preso entre o ser e o nao-ser, o amor e o não-amor, o mundano e o excepcional. Não sou um nem outro e, no final, quem tenta me entender, sempre se dá mal.

Não dá para colocar em palavras tantos fragmentos aparentemente desconexos, mas tão alinhados com minha essência.

Escovo os dentes e penso que não devo me maltratar mais uma vez. Talvez esteja na hora de buscar outros talvez; outros espíritos que vibrem na mesma sintonia e não se sintam perdidos neste plano, sempre guiados pela autenticidade que escorre da arte, da verdade e do amor.

Conexões emocionais são dez vezes mais excitantes do que conexões físicas; penso enquanto reviro fotos, artes e músicas, à procura de alguém que me faça sentir vivo.

Sobre o autor – Ben Oliveira foi diagnosticado autista (Síndrome de Asperger) aos 29 anos, é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.


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