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Destaques

Murder By The Coast: Documentário espanhol da Netflix sobre casos de jovens assassinadas traz dilemas éticos

Murder By The Coast (Homicídio na Costa do Sol/El caso Wanninkhof - Carabantes) é um ótimo documentário de crimes para quem deseja entender os impactos do julgamento antecipado pela imprensa sobre casos mal investigados, influenciando a opinião pública, quando só existem indícios, mas nenhuma prova. Lançado pela Netflix em 2021, o filme espanhol foi dirigido por Tània Balló e roteirizado por Gonzalo Berger . Em mais de 20 anos, muita coisa mudou no mundo. Mas há outras que ainda servem como ótimo exemplo de erros e acertos, especialmente no que diz respeito aos casos criminais, opiniões públicas, preconceitos e faltas de evidências. O documentário traz o caso da adolescente Rocío Wanninkhof que foi assassinada em 1999 e na ansiedade para encontrar um culpado, diante da falta de informações concretas, tudo toma um rumo que se fossem contar, poderiam jurar que se trata de um enredo de ficção. Os depoimentos de profissionais envolvidos ou que estudaram o caso só enriquecem o documentári

Espectro Autista: Filas Preferenciais, Direito e Constrangimento

Estamos no mês de conscientização do Autismo e vou aproveitar a situação que aconteceu hoje para dizer algo. Não chega a ser um desabafo, mais um puxão de orelha.


Você sabia que muitos autistas adultos evitam usar a fila preferencial pelo medo de serem julgados e mal interpretados pelos outros? Não sabia? Agora, sabe!

Veja bem, muitos autistas são considerados 'altamente funcionais' aos olhos da sociedade, termo que não só é meio ridículo, como faz com que sejamos julgados dentro e fora da comunidade autista. Para alguns, nós, Aspies (Síndrome de Asperger), "não somos autistas o suficiente". Muita gente não entende o significado do termo espectro autista e deveria estudar/pesquisar/se informar, antes de querer palpitar, até porque, para muitos autistas, o próprio autismo se torna um Hiperfoco (assunto de interesse que podemos falar durante horas).

Chegando ao ponto: evitamos usar filas preferenciais. Não porque não podemos (é um direito garantido por lei internacional), mas pelo constrangimento. Hoje, decidi usar a fila, pois estamos em tempos de Pandemia. Infelizmente, ainda não tenho minha máscara e luvas, e precisei ir ao supermercado. Na fila, recebi olhares de julgamento (e juro que não é por causa do meu cabelo, independente da cor, vários autistas e familiares de pessoas no espectro passam por isso diariamente).

Minha sugestão é: evite julgar uma realidade que você não conhece. Na dúvida, evite os olhares tortos. É normal sentir curiosidade, eu mesmo sou extremamente curioso; o que não é normal, é ser desagradável. Muitos de nós carregamos nossos laudos na carteira. Mas não precisamos esfregar na cara dos outros. Evitamos ao máximo saias justas, afinal, o simples fato de sair de casa e ter que interagir já não é tão confortável. Só queria deixar essa reflexão mesmo. Independente da aparência, o autismo está no cérebro (condição neurológica), Informe-se mais e julgue menos. Aos que leram até o final, obrigado. 🙏✨

Sobre o autor – Ben Oliveira foi diagnosticado autista (Síndrome de Asperger) aos 29 anos, é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.




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