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Destaques

Documentário da Netflix aborda caso Elisa Lam e histórico mórbido do Cecil Hotel

Dependendo da sua idade e do quanto você é ligado às notícias e ao mundo online, é bem provável que você tenha ouvido falar sobre o caso da Elisa Lam , uma canadense descendente de chineses que  viajou para os Estados Unidos e morreu em um hotel de Los Angeles . O caso polêmico na época foi explorado na série documental Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil (Crime Scene: The Vanishing at the Cecil Hotel) , dirigido pelo norte-americano Joe Berlinger e distribuído pela Netflix , em 2021. Em quatro episódios, de forma linear, é contada a história de como Elisa Lam foi parar no Cecil Hotel e um pouco de sua personalidade no mundo digital e afinidade com o Tumblr. Importante mencionar que o documentário não traz entrevistas com os familiares de Elisa Lam. Se nem os próprios familiares conhecem a fundo uma pessoa, me pergunto por que há tantas pessoas aleatórias na internet e fãs de teorias da conspiração que se sentem no direito de dizer que algo poderia ou não ter acontecido. 

Fique em Casa: Autistas com mais energia por causa das ruas silenciosas

Tempos de Pandemia e ainda no mês.da conscientização de autismo.


Como tenho hipersensibilidade sensorial/auditiva e as ruas estão mais silenciosas, estou com mais energia do que no dia a dia barulhento. Deu até para falar com minha mãe por videochamadas, algo que não tenho o hábito.

Muitas pessoas no espectro autista não gostam de falar no telefone. Muita gente acha que é timidez ou introversão, mas são coisas bem diferentes. O processamento de informação auditiva pode ser alterado, especialmente em ambientes barulhentos.

Enquanto o cérebro do Não-autista consegue filtrar estímulos, o cérebro autista pode ficar hiperestimulado e não conseguir filtrar. Então, os sons de fundo, acabam ficando em intensidades parecidas com os sons próximos e se concentrar e escutar o que o outro está falando pode ser difícil.

Para lidar com isso, muitos autistas aprendem a disfarçar suas dificuldades. Se perguntamos algo mais de uma vez e não entendemos o que o outro falou, podemos rir (o problema é quando era algo sério).

Esse controle auditivo pode ser bem aleatório. Em alguns dias pode ficar mais regulado, em outros mais desregulados.

Então, para a pessoa que, como eu, ama ouvir músicas internacionais. Em alguns dias, meu cérebro filtra normalmente os sons; em outros, fica mais difícil detectar o que foi dito.

Também é um lembrete importante de que, em muitos casos, é melhor encontrar formas alternativas/complementares de comunicação: se o ambiente está muito barulhento, como ruas,. shopping, cafeterias etc., você pode fornecer tampões e/ou fones de ouvido e/ou até mesmo enviar mensagens de texto pelo celular.

Espero ter ajudado de alguma forma 🙏✨👂

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Sobre o autor – Ben Oliveira foi diagnosticado autista (Síndrome de Asperger) aos 29 anos, é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.



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