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Destaques

Revolutionary Love: Série coreana de drama explora o abismo que divide as classes sociais

Embora muitos dramas coreanos pequem na representatividade de diversidade racial e deem pouquíssimo espaço para estrangeiros e imigrantes, a série Revolutionary Love (2017) da tvN e no Brasil disponível temporariamente pela Netflix , acaba indo além dos elementos de comédia e romance, mostrando o drama das diferenças de classes sociais , os preconceitos e a possibilidade de imersão nesse mundo desconhecido pelo filho do dono de um dos maiores conglomerados de empresas da Coreia do Sul . A ingenuidade e a ignorância da realidade das classes trabalhadoras tornam o protagonista um tanto embaraçoso, lembrando de forma vaga a jornada de Buda quando conheceu a realidade fora do palácio e foi confrontado com a fome, a doença, a pobreza e a morte. Longe de ser uma série com alguma alegoria espiritual, mas do ponto de vista do comportamento é interessante acompanhar como Byun Hyuk (Choi Si-won) se torna mais empático e humanizado quando seu caminho cruza com o de Baek Joon (Kang So-ra) . E

Quarentena: Velhos hiperfocos autistas voltando temporariamente | Ben Oliveira

Primeiros dias de quarentena: ruas silenciosas.

Agora, ainda nem chegamos ao pico da Pandemia, e já estão barulhentas de novo.

Me pergunto se algum dia o brasileiro amadurece... Paciência para esperar, nunca tive. Sempre me senti um estrangeiro perdido no Brasil. 👽


Bom dia para quem caiu da cama mais doido que a Narcisa e quase abraçou árvore no café da manhã. Tirei um tempo para meditar enquanto caminhava em casa e refletir sobre a importância de equilibrar informações e válvula de escape. Muita informação pode aumentar a ansiedade, pânico e piorar transtornos mentais, pouca informação pode ser terrível, se a pessoa não souber o que está acontecendo.

Assista ao vídeo: Autor Autista: Reflexão sobre o Coronavírus e Isolamento em Santa Catarina | Ben Oliveira




Estou com vários capítulos atrasados de leitura e de escrita. Ben, o que está acontecendo?
Além dos problemas pessoais, estou mega ansioso para o impeachment do Bolsonaro. Já cantei a bola. Esse impeachment vai sair antes que as pessoas imaginam. Ele já pisou no pé de muita gente e se afundou. Precisa ser removido antes que cause estragos irreversíveis.

Jair Bolsonaro é um vírus, um vetor e um câncer ao mesmo tempo. Competindo só com o Donald Trump, nunca vi um ser humano tão tóxico como ele. 

Enfim, voltando à semana. Pequenas alterações podem gerar crises em autistas. Gostamos de rotina, segurança, previsibilidade, padrões. Com a Pandemia, essa necessidade pode se intensificar e os hiperfocos podem ficar mais fortes.

Estou temporariamente em regressão de hiperfocos. Para quem não sabe, mesmo entre os hiperfocos de autistas existem uma organização: um mais intenso do que o outro. Meu hiperfoco em autismo e em livros foi substituído temporariamente por hiperfoco em Covid-19 e em música (meu primeiro hiperfoco da vida).

Minha mãe me mandou áudio ontem dizendo que acha que sou cantor. Eu só ri, pois desde pequeno tenho uma conexão com a música. Autistas podem ter ecolalia (repetição de frases) e muitas músicas grudam na nossa cabeça. Quando era criança, eu achava que o vento me ensinava a cantar, pois repetia e repetia as letras da música, sem parar, até acertar o tom.

Quando era criança, além do vício em videogame, eu era viciado em karaokê: as duas coisas, se deixasse eu ficava o dia inteiro e não deixava ninguém jogar, porque na minha visão autista teimosa, a pessoa tinha que ser melhor do que eu ou cantar melhor, senão eu não passava a vez. Desde criança, fiz diferentes aulas de música. Então, para quem está preocupado comigo, pode ficar tranquilo, que esse período de reajustes de hiperfocos é temporário 🎶✨

Desde a infância, quase todos meus hiperfocos foram artísticos. Em outras palavras, nasci para ser artista. É mais forte do que eu.

PS: Aos que não sabem: o hiperfoco é mais do que uma simples obsessão, como um TOC de neurotípicos, é um mecanismo de proteção e reorganização da mente autista, podendo até mesmo ajudar a lidar com o excesso de informações emocionais e sensoriais. Pode ser positivo ou destrutivo, por isso é importante avaliar caso a caso.

PS2: Como funciona a mente autista? Coisas inesperadas podem nos bugar temporariamente. Eu estava gravando um vídeo no quintal e quando vi o síndico, quase desliguei como um robô. Quem rir vai para o inferno (tomar café comigo lá).

PS3: O Panda que ama a Mulher-Maravilha quer guerra com todo mundo. Minha língua é pior que o Laço da Verdade...





Sobre o autor – Ben Oliveira foi diagnosticado autista (Síndrome de Asperger) aos 29 anos, é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.




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