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Destaques

Lovestruck In The City: Série sul-coreana explora as emoções e fases dos relacionamentos amorosos

Diferente de muitos doramas coreanos que são mais longos, Lovestruck In The City tem um ritmo mais ágil e leva o telespectador para os encontros e desencontros de três casais que fazem parte do mesmo círculo social, em uma linguagem mais interativa, na qual os personagens contam suas próprias versões em frente às câmeras. A série de 2020 está disponível na Netflix . Para quem não tem muito contato com o universo dos dramas coreanos, a série dirigida por Park Shin-woo é uma boa opção, já que os episódios são curtos em relação ao formato tradicional e trazem o desenvolvimento dos relacionamentos desde os primeiros episódios – fugindo um pouco do padrão no qual o telespectador tem que assistir até o final para ver os personagens se declarando e sofrendo silenciosamente. Outro diferencial em relação a muitas produções coreanas é que os atores se beijam mais e o roteiro aborda assuntos que ainda são tratados como tabus por muitas séries da Coreia do Sul, como o sexo. Porém, embora se apro

Quarentena: Retorne a paz que você é | Ben Oliveira

Retorne a paz que você é. Após mais de seis meses de tratamento contra depressão e ansiedade, começo a voltar a ser quem eu era.



Fica aqui o lembrete para quem vende yoga e meditação como cura e não incentiva as pessoas a procurarem ajuda com profissional de saúde mental: tenho uma prática solida de mais de 8 anos de yoga, atividades físicas diárias e estou sempre lendo.

Depressão não escolhe e não se importa se você é yogi, bruxo, cristão, espírita, que seja...

Também não se importa com seu dinheiro ou profissão.

Sim, ser escritor no Brasil é deprimente, mas existem profissões bem mais complicadas.

Desde que mudei para Blumenau há quatro anos, eu usei todas minhas cartas, até finalmente admitir que eu precisava de ajuda profissional.

Apesar de odiar os efeitos colaterais do remédio para depressão, sem esse remédio, eu estaria ainda no limbo.

Como alguém que estuda saúde, saúde mental e autismo, eu poderia entrar para as estatísticas.

As taxas de suicídio entre autistas são altíssimas, mesmo na infância. Na vida adulta, se agrava pela exclusão social, preconceitos, discriminação, dificuldade com mercado de trabalho, dinheiro etc.

Depois de quase perder uma amiga para a depressão mais de uma vez, ela que sempre incentivou os outros a buscarem ajuda, eu desisti da teimosia.

Não foi fácil, não vou mentir. Abrir-se e ficar vulnerável dói, mas é necessário. 

Me lembro de tentar indicação de psicóloga e escutar de uma médica fria que não poderia me ajudar e que se eu estava deprimido a esse ponto, a culpa era minha de não ter procurado ajuda antes. Era Setembro Amarelo, então, sim, médicos são péssimos para lidar com situações de crise...

Nem todos são humanos. Eu saí chorando da consulta na frente de todos na Unimed de Blumenau.

Depois, consegui um apoio da minha médica maravilhosa, Raquel Del Monde, a mesma que me diagnosticou com Síndrome de Asperger aos 29 anos.

Depois, procurei um médico na cidade para dar continuidade ao tratamento, fiz terapia, voltei a me exercitar...

Bom, foram meses que pareciam sem fim, até chegar aqui. Eu achei que nunca mais voltaria a ser como era, mas eu estava errado... Ainda bem!

Autistas estão mais propensos ao Burnout. Cuide-se!  🌺🌻👑🙏

Sobre o autor – Ben Oliveira foi diagnosticado autista (Síndrome de Asperger) aos 29 anos, é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.



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