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Destaques

Resenha: Você – Caroline Kepnes

Frieza e perversão. Se eu pudesse resumir Joe em duas palavras seriam essas. O livro Você (You), da autora Caroline Kepnes nos leva para uma viagem para a mente doentia de um homem capaz de tudo para obter seu prazer. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Rocco, com tradução de Alexandre Martins, em 2018.

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Um jogo de gato e rato. Joe é dono de uma livraria, onde ele mantém não só sua obsessão por livros antigos e raros, como uma jaula que pertencia ao proprietário anterior. Com um passado traumático, o personagem desliga suas emoções e se aventura à procura de sua próxima vítima, alguém em quem possa projetar seus ideais românticos, ainda que unilaterais.
“Eu subo trotando e me sento para uma sessão de Beck, que consiste em escutar Rare and Well Done, olhar fotos suas que roubei do Facebook, assistir a cena de A Escolha Perfeita sem som. Eu me perco tanto nisso que amanhece na livraria e eu deveria estar cansado por caus…

Quarentena: Retorne a paz que você é | Ben Oliveira

Retorne a paz que você é. Após mais de seis meses de tratamento contra depressão e ansiedade, começo a voltar a ser quem eu era.



Fica aqui o lembrete para quem vende yoga e meditação como cura e não incentiva as pessoas a procurarem ajuda com profissional de saúde mental: tenho uma prática solida de mais de 8 anos de yoga, atividades físicas diárias e estou sempre lendo.

Depressão não escolhe e não se importa se você é yogi, bruxo, cristão, espírita, que seja...

Também não se importa com seu dinheiro ou profissão.

Sim, ser escritor no Brasil é deprimente, mas existem profissões bem mais complicadas.

Desde que mudei para Blumenau há quatro anos, eu usei todas minhas cartas, até finalmente admitir que eu precisava de ajuda profissional.

Apesar de odiar os efeitos colaterais do remédio para depressão, sem esse remédio, eu estaria ainda no limbo.

Como alguém que estuda saúde, saúde mental e autismo, eu poderia entrar para as estatísticas.

As taxas de suicídio entre autistas são altíssimas, mesmo na infância. Na vida adulta, se agrava pela exclusão social, preconceitos, discriminação, dificuldade com mercado de trabalho, dinheiro etc.

Depois de quase perder uma amiga para a depressão mais de uma vez, ela que sempre incentivou os outros a buscarem ajuda, eu desisti da teimosia.

Não foi fácil, não vou mentir. Abrir-se e ficar vulnerável dói, mas é necessário. 

Me lembro de tentar indicação de psicóloga e escutar de uma médica fria que não poderia me ajudar e que se eu estava deprimido a esse ponto, a culpa era minha de não ter procurado ajuda antes. Era Setembro Amarelo, então, sim, médicos são péssimos para lidar com situações de crise...

Nem todos são humanos. Eu saí chorando da consulta na frente de todos na Unimed de Blumenau.

Depois, consegui um apoio da minha médica maravilhosa, Raquel Del Monde, a mesma que me diagnosticou com Síndrome de Asperger aos 29 anos.

Depois, procurei um médico na cidade para dar continuidade ao tratamento, fiz terapia, voltei a me exercitar...

Bom, foram meses que pareciam sem fim, até chegar aqui. Eu achei que nunca mais voltaria a ser como era, mas eu estava errado... Ainda bem!

Autistas estão mais propensos ao Burnout. Cuide-se!  🌺🌻👑🙏

Sobre o autor – Ben Oliveira foi diagnosticado autista (Síndrome de Asperger) aos 29 anos, é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.



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