Pular para o conteúdo principal

Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Sensacionalismo ou Ética?

"Sensacionalismo ou ética? Eis a questão", título do paper apresentado pela jornalista Luciene Tófoli no Intercom 2010, trata sobre a questão do sensacionalismo, da falta de ética e do mau jornalismo. O trabalho foi divulgado nos Anais do XXXIII Congresso Brasileiro de Comunicação realizado em Caxias do Sul (RS) entre os dias 3 a 6 de setembro de 2010.

A autora do livro Ética no Jornalismo (Vozes, 2008) questiona como é possível ao jornalista fugir da prática sensacionalista quando ela é incentivada pela sociedade do espetáculo. De acordo com os autores citados por Tófoli: Rosa Nível Pedroso, Danilo Angrimani e Ciro Marcondes Filho, o sensacionalismo está ligado à "valorização da emoção em detrimento da informação" e fazem parte do conteúdo dessa imprensa os escândalos, sexo, sangue, vulgaridade, violência e tragédias.

Para a jornalista, o sensacionalismo é uma questão histórica. Ela cita que na França, nos séculos XIV, XV e XIX, os jornais sensacionalistas eram os que mais faziam sucesso, recheados com notícias criminais e chocantes. Apesar de fazer sucesso na França, foi com o jornal estadunidense Publick Ocurrences, editado por Benjamim Harris, que o sensacionalismo ganhou status.

"Mas tal estilo ocuparia lugar definitivo no fazer jornalístico quando, no final do século XIX, urgem os periódicos World e Journal, editados por Joseph Pulitzer e William Randolph Hearst", destaca. Tófoli diz que muitos autores afirmam que os dois editores não mediam as consequências na briga pela audiência.

Os erros cometidos pela imprensa podem causar uma série de problemas, como por exemplo, uma guerra. Luciene Tofóli reporta os riscos que se corre em relação ao sensacionalismo, chamados de "sete pecados capitais da imprensa" pelo historiador, ensaísta e jornalista Paul Johnson. "Distorção, deliberada ou inadvertida; culto das falsas imagens; invasão de privacidade; assassinato de reputação; superexploração do sexo, envenenamento das mentes das criançs; e abuso de poder".

Para reforçar a importância da ética, dois fatos em que a imprensa errou são relembrados pela autora: o caso Ibsen Pinheiro e o caso Escola Base.

Leia o paper na íntegra

Mais lidas da semana