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Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Autismo: Disfunção Executiva e reaproveitando coisas quebradas

Naturalmente desastrado. Hoje é Dia de Conscientização do Autismo, então, vou levar um pouco de informações.


Pessoas no espectro autista podem ter dificuldade com coordenação motora/localização espacial e ter disfunção executiva: trombar nas coisas, por exemplo. Não é exclusivo de autistas.

Sobre a disfunção executiva, pessoas com TDAH e outras condições também podem ter (Alzheimer, Parkinson, ansiedade, depressão, bipolar etc.).

No caso de nós, autistas, situações de estresse sensorial e emocional podem piorar a disfunção executiva. Há dias em que ficamos mais estabanados do que nosso normal. O que pode significar pequenos acidentes.

Desde criança, venho derrubando e quebrando potes. Na vida adulta, aprendi que não dá para odiar aquilo que você não pode mudar. Então, a gente improvisa. Às vezes, tento reaproveitar as coisas que quebro. O que dá para colar, eu colo. O que dá para ser reaproveitado, tento usar e o que precisa ir fora, aprendi a desapegar sem me culpar sempre (não tão fácil, muitas pessoas com Síndrome de Asperger/espectro autista podem ser perfeccionistas e ter dificuldade de lidar com as emoções). A vida fica mais leve.

PS: Só dei um exemplo, entre tantos outros que poderia dar sobre Disfunção Executiva (envolve planejamento, atenção, capacidades de organização, abstração, conceituação, execução, monitoramento, entre outras).

E você, conhece ou é alguém com disfunção executiva? Já conhecia o termo?



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Sobre o autor:


Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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