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Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Resenha: Amor na Internet: quando o virtual cai na real – Alice Sampaio

Capa sugestiva com conversas de bate-papo e
 imagens formadas por caracteres
"Amor na Internet: quando o virtual cai na real" (editora Record, publicado em 2002), livro escrito por Alice Sampaio, surgiu através da experiência da jornalista com os relacionamentos virtuais e traz 17 histórias diferentes de pessoas que tiveram experiências positivas e negativas amorosas na internet, além da análise de cada caso por psicólogos, psicanalistas e psiquiatras. São histórias de amor, paixão, traição, aventuras, casamentos, divórcios, ilusões, decepções e alegrias.

A jornalista conta que na Internet não é possível ter certeza com quem você está falando. Ela compara o ambiente virtual a uma boate, em que você pode cruzar com pessoas de todos os tipos. Para Sampaio, é possível se encontrar e se emocionar pela internet, mas dificilmente ocorrerá o nascimento de uma paixão sem o contato ao vivo.

Uma das utilizações dos sites de relacionamento e bate-papos é para a procura de sexo rápido, fácil e geralmente, sem compromisso. Atualmente, não se pode generalizar, além dos homens, que ainda são a maioria nestes ambientes, as mulheres também procuram bastante por parceiros sexuais. O problema, lembra a jornalista, se dá quando o contato físico é substituído pelo virtual, as pessoas preferem fantasiar por meio do computador, do que conhecer o outro indivíduo pessoalmente.

Traições de homens e mulheres casados são facilitadas através da internet. A busca pelo amante acontece de forma tão rápida, que o parceiro não consegue imaginar. Basta observar o grande número de usuários casados que frequentam os bate-papos procurando uma aventura.

É interessante analisa a diferença de dimensão da internet com o passar do tempo. A autora traz dados de uma pesquisa realizada pelo Ibope eRatings.com apontava que no Brasil, em 2000, existiam 14 milhões de internautas. De acordo com a F/Nazca, hoje, o número aumentou para 81,3 milhões de internautas.

“Milhões de pessoas estão adotando o sexo on-line e fazendo da Internet um motel que acolhe o sexo anônimo, sem compromisso e a distância”, critica a jornalista. Em outubro de 2001, Sampaio testou por um ano e meio sites de encontros e teclou em diversas salas em horários variados.

A autora cita vários filmes que abordam os relacionamentos virtuais, alguns que deram certo com doses de romantismo, outros que acabaram por desentendimentos, medos, auto-sabotagem, diferenças, falta de conhecimento ao vivo sobre o outro e de afetividade.

Sampaio conta que usar a internet para encontrar um grande amor, talvez não seja a melhor das opções. “Sinceramente, hoje acredito, que para quem quer namorar, nada melhor que o velho e certeiro olho no olho...”, argumenta. A jornalista ainda ressalta a diferença de expectativas masculinas e femininas: os homens buscam sexo fácil e as mulheres procuram amor. Após 16 meses de busca, Alice Sampaio decepcionou-se e diz ter cansado de procurar um namoro na internet.

Baseada em suas experiências e nas experiências dos personagens relatados no livro, a jornalista finaliza o livro com dicas para quem quer procurar um par na internet e recomenda sites de encontros que fizeram sucesso na época, pagos ou não.

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