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Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Exercício de esperança

Não querer saber e não saber são coisas diferentes. Às vezes a vida joga na nossa cara algo que gostaríamos de não ter entrado em contato e tudo que resta é seguir em frente.

Às vezes, você lembra com carinho de alguém que não faz mais parte da sua vida, mas você sempre vai desejar o bem. Como também pode acontecer o contrário, pessoas que passaram por suas vidas, tiveram mais chances do que deveria e você seguiu em frente.

Assim é a vida, com suas contradições. Guardar um pedaço do outro, mesmo que você não faça mais parte daquela realidade.  Em outros casos, se afastar totalmente e evitar correr o risco de ser compreensivo demais.

Quando você finalmente aprende que nem todo mundo fica, muita gente vai e está tudo bem, você se permite tratar com mais leveza quando também foi a pessoa que não faz mais parte da vida do outro, sem guardar qualquer rancor. 

É somente quando você deixa ir, que descobre que nem sempre é amado ou útil, mas talvez no passado tenha causado tantas boas sensações, que estar desconectado no presente talvez seja a menor das coisas. 

Há pessoas que lembramos com carinho e há que pessoas que gostaríamos de nossos caminhos nunca terem se cruzado antes. De todo modo, lidar com as contradições é um exercício de esperança. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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