Pular para o conteúdo principal

Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Anedonia

Anedonia. Há coisas que só sabem o quanto são desconfortáveis quem já experimentou na própria pele. A anedonia é uma dessas coisas: parar de sentir prazer nas coisas que costumava ter.


Poucas sensações são tão agoniantes quanto essa perda de prazer e saber que leva todo um processo para melhorar. Você precisa estimular a neuroplasticidade, repetir ações mesmo sem vontade, até que o cérebro volte a sentir novamente.

Quando penso em anedonia, penso em sofrimento invisível. As pessoas não sabem como é ler um livro e não sentir nenhuma emoção, ou assistir filmes e séries e tudo parecer indiferente.

Se a pessoa não sabe que está com anedonia é pior ainda. Não saber reconhecer o que está acontecendo, aumenta a angústia.

Talvez seja por isso que eu valorizo pequenos momentos diários, pois eu sei como era a sensação onde nada me dava prazer e tudo parecia indiferente. 

Embora não exista receita mágica nem como dizer quanto tempo vai durar, é importante lembrar que passa. O que não quer dizer que não seja terrível, por exemplo, ler e se sentir desconectado ou assistir um filme e série e não sentir absolutamente nada.

Nunca diga nunca. Não sei se algum dia a anedonia vai voltar, mas creio que adquirir hábitos e ativação comportamental podem fazer toda diferença. Para um escritor ler e escrever sem sentir nada, é um pesadelo. Mas dias ruins também passam, pouco a pouco se recupera as cores da vida. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Mais lidas da semana