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Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Escrita sem movimento

Depois de passar mais de um mês escrevendo entre passos ou depois da caminhada e corrida, o dia de chuva veio para me lembrar da importância da escrita sem movimento.


Os dias de chuva me lembravam da nostalgia. E nostalgia nem sempre era algo bom. Uma vez que um ciclo era encerrado, deveria ser deixado para trás. Mas é muito mais fácil na teoria do que na vida prática.

Inspirava o ar lentamente e deixava sair, tentando se tornar consciente da temperatura mudando, dos pingos de chuva caindo e sentindo a leve brisa refrescante.

Nos últimos tempos, vinha pensando na ideia de abrir mão da Coca-Cola. Não gostava de quando dependendo do horário, ela afetava o tempo de dormir.

Vinha escrevendo coisas aleatórias. Vinha dando sentido às palavras. Vinha ressuscitando ideias. Vinha deixando ir.

Nem sempre era fácil deixar ir. Mas assim como a chuva que atrapalha o dia de corrida, tudo o que podemos fazer é aceitar. E é na aceitação que novos ciclos vão surgindo, deixando os antigos para trás. 

De repente, o texto havia sido escrito. Seja em movimento ou parado, a escrita era como respirar e até quando pudesse, usaria de forma terapêutica.

Escreveria para lembrar as coisas boas, mas também para relembrar as ruins, até que tudo caísse no esquecimento e não sentisse mais necessidade de falar. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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