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Destaques

Autísticos: Reclame para quem se importa

Vez ou outra, eu recebo reclamações na página da Autísticos de pessoas querendo dizer o que eu posso postar ou não.

Desde o início, eu já deixei DEZENAS de indicações de livros e artigos por aqui. Muita gente não lê por preguiça. Alguns porque os livros não são acessíveis. Também deixei dezenas de avisos, é só procurar.


Porém, aos que só sabem reclamar, um aviso: Eu não me importo. O choro é livre nessa página.

"Achei que fosse uma página de autismo, não sobre LGBT/política/outros assuntos".

Que pena, querida. Eu falo do que quiser aqui. Quer reclamar? Procure quem se importa e, quem sabe, um psicólogo.

Tem um aviso fixado na página inicial. Aos que incomodam muito, eu uso o botão de banir sem dó.

Aos coleguinhas que tentam jogar comigo, um aviso: leia meus vários posts sobre hiperfocos em comportamento. Eu percebo todos movimentos de manipulação do mundo do autismo e me divirto. Cada lado tentando empurrar suas pautas.

Avisei algumas vezes e muita gente não viu: Antes de ten…

Resenha: Jurassic Park – Michael Crichton

Jurassic Park (O Parque dos Dinossauros) foi uma leitura nostálgica para mim. À medida que me aventurava pelas páginas do romance, foi como se eu desenrolasse várias memórias relacionadas ao universo ficcional dos dinossauros, popularizado pela adaptação cinematográfica dirigida por Steven Spielberg, em 1993. O livro de ficção científica escrito por Michael Crichton foi republicado em 2015, pela Editora Aleph, com tradução de Marcia Men.


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Mais do que entretenimento para os amantes de dinossauros, Jurassic Park é um conto caucionário sobre ciência, genética, ética e ambição humana. Hammond é um homem rico que idealiza um parque de diversão com dinossauros reais, sem se dar conta dos potenciais perigos de dar vida às criaturas.

Antes da abertura do parque, uma equipe de profissionais é convidada a visitar a Ilha Nublar, na Costa Rica, entre eles um matemático que alerta sobre as chances do projeto se tornar caótico e um paleontólogo e uma paleobotânica para tranquilizarem os investidores sobre a segurança do parque dos dinossauros. Além dos outros funcionários, os sobrinhos de Hammond também entram nessa jornada.

“[…] A história da evolução é de que a vida escapa a todas as barreiras. A vida se liberta. A vida se expande para novos territórios. Dolorosamente, talvez até perigosamente. Mas a vida encontra um jeito” – Michael Crichton, Jurassic Park

Quem já assistiu as adaptações cinematográficas da obra de Michael Crichton sabe o que vem por aí. Embora a tecnologia e os efeitos especiais nos impressionem visualmente, especialmente nas cenas de ação, o livro toca na parte mais reflexiva sobre como o desenvolvimento da ciência e seu uso para demonstração de poder nem sempre acompanha a responsabilidade. Como prever o comportamento dos dinossauros de diferentes espécies e garantir que ninguém se machucará?

Desde as primeiras páginas do livro, o leitor descobre que alguns ataques aconteceram na Costa Rica. É difícil não traçar um paralelo, mas para os personagens tudo parece improvável, seja pela impossibilidade de dinossauros existirem nos dias atuais ou porque ninguém fazia ideia dos planos para a ilha e das tecnologias disponíveis para os experimentos genéticos.

“Temos inúmeros problemas aqui, mas não nas coisas com as quais você está preocupado. Vi que você se preocupa que os animais escapem, cheguem ao continente e façam o diabo por lá. Não temos nenhuma preocupação com isso. Vemos esses animais como frágeis e delicados. Eles foram trazidos de volta depois de 65 milhões de anos para um mundo que é muito diferente daquele que deixaram, aquele ao qual estavam adaptados. O cuidado com eles é um esforço constante para nós. Vocês precisam entender que a humanidade tem mantido mamíferos e répteis em zoológicos há centenas de anos. Assim, sabemos bastante sobre como cuidar de um elefante ou um crocodilo. Mas ninguém jamais tentou cuidar de um dinossauro. Eles são animais novos. E nós simplesmente não sabemos. Doenças em nossos animais são a maior preocupação” – Michael Crichton, Jurassic Park

Narrado em terceira pessoa, os personagens do livro dividem momentos de suspense, tensão, aventura e ação. O que era para ser um passeio de teste pelo parque se transforma em um pesadelo quando os sistemas de segurança e as estratégias não saem conforme o esperado pela equipe. O escritor brinca com a teoria do caos e as críticas feitas pelo matemático, seja na estruturação da narrativa ou no desenvolvimento da trama.

É interessante acompanhar como mesmo os especialistas em paleontologia ficaram desnorteados diante dos dinossauros vivos, assim como aqueles que cuidaram da concepção e alteração do DNA das criaturas. Além do angustiante desafio de tentar sobreviver aos ataques dos animais, muito mais inteligentes do que esperavam, o livro não faz pensar em sobre como os avanços científicos nas mãos erradas podem provocar danos irreparáveis em um efeito dominó.

“‘Paradigma’ é apenas outra palavra para um modelo: porém, do modo como os cientistas a utilizam, ela significa algo a mais, uma visão de mundo. Uma maneira maior de ver o mundo. Diz-se que ocorre uma mudança de paradigma sempre que a ciência faz uma grande transformação em sua forma de enxergar o mundo” – Michael Crichton, Jurassic Park

Michael Crichton sabe conduzir o leitor, nos deslumbrando com um universo de possibilidades e nos fazendo confrontar nossos medos e lembrando que nossa curiosidade pode ser estimulante e também pode nos levar para um caminho de autodestruição.

Sobre o autor – Michael Crichton é escritor, médico, produtor e diretor de televisão. Nascido nos Estados Unidos, cursou medicina na Universidade de Harvard e se formou Doutor em Políticas Públicas. Porém, foi na carreira de escritor que obteve destaque. Seu primeiro best-seller, Enigma de Andrômeda, foi escrito enquanto Crichton ainda estava cursando a faculdade. Seus trabalhos mais conhecidos são os romances da série Jurassic Park, adaptados para o cinema por Steven Spielberg e a série de televisão ER.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Comentários

  1. Não sei nem falar como ler esse livro me impactou...tá, beleza, já amava o filme....mas o livro é mais e mais e mais...puro deleite e reflexão...

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    Respostas
    1. Oi, Renata. Concordo! O filme consegue arrancar suspiro e impressionar, mas o livro aperta a ferida que muita gente evita. Para muitos, pensar é doloroso.

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