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Destaques

Autismo: Profissionais antiéticos envolvidos com tratamentos proibidos e perigosos

Quando lancei uma campanha contra tratamentos sem evidências científicas do autismo, tive pouquíssimo apoio. Isso me ajudou a ver quem é quem, quem coloca as cartas na mesa ou não, quem está/estava com medo.


Infelizmente, além de estarmos abertos às ameaças abertas ou veladas, também existe muito silenciamento; muitas famílias fazendo tratamentos que são proibidos e perigosos e profissionais antiéticos que deveriam ser processados e/ou deveriam perder a licença.

Em vários países, isso já deu processos e prisões, mas no Brasil, nada é como deveria ser. Alguém fica chocado de viver no mundo invertido?

Tem gente que adora brincar com fogo. Gente que difama autistas adultos e quase implora por um processo.

Preciso lembrar que essas coisas são crimes? Ah, não sabia? Agora já sabe.

Uma dica: A verdade demora, mas ela sempre vem. Não é que o Xadrez nos ensina algumas coisas?
Quanto à impunidade e a desinformação, pode ter certeza que vou continuar fazendo minha parte de passar informações de …

Mesa Redonda: Espaço de pesquisa/arte

No dia 15 de abril, após o espetáculo “Intenso” aconteceu uma mesa redonda com o tema: “Espaço de pesquisa – Espaço de arte: um fluxo de idéias”, com a presença de Patrícia Leal, Yan Chaparro, Marcelo Victor da Rosa e Fernandes Ferreira de Souza, mediado por Denise Parra.

Patrícia Leal, Yan Chaparro, Denise Parra, Fernandes Ferreira, Marcelo Rosa

Patrícia Leal

Denise (coordenadora de pós-graduação em dança da UCDB )convidou a artista Patrícia Leal (docente da UFBA) para começar a mesa redonda. Patrícia explicou sobre os outros dois espetáculos de sua autoria que foram desenvolvidos no seu doutorado no Instituto de Artes da Unicamp, baseados na mesma linha de pesquisa do espetáculo “Intenso”. Cada espetáculo utiliza um tipo de bebida diferente, sendo um relacionado ao café e o outro relacionado ao chocolate.

Perguntada se "Intenso" tinha alguma ligação com a escritora Clarice Lispector, pois em suas obras os personagens tem epifanias. Patrícia respondeu que não, mas que é uma grande fã da escritora e que acha incrível como as pessoas criam teorias a respeito dos seus espetáculos, sentindo-se lisonjeada com o comentário.

Fernandes Ferreira

Fernandes Ferreira de Souza é coordenador do curso de artes cênicas e dança da UEMS. Formado em letras, especializado em teatro shakesperiano na Inglaterra e mestrado em literatura dramática na UEL.

O curso de artes cênicas e dança da UEMS é recente em Campo Grande, sendo esta a primeira turma, com 50 alunos matriculados. Ele conta que destes alunos, mais da metade são envolvidos com a dança.

O mestre explicou a relação da dança com o sacro e profano, o dualismo entre espírito e sensação (corpo), o que fez com que a dança fosse banida, “diabolizada”. A condenação da dança na idade média, por exemplo, as mulheres que dançavam eram consideradas feiticeiras. Fernandes comentou que nos dias de hoje, a dança está sendo reincorporada nas igrejas/templos, talvez um dos motivos seja atrair um público jovem e questiona o baixo número de pesquisas para explicar este fenômeno.

Marcelo Rosa

Representando o curso de educação física da UFMS estava Marcelo Victor da Rosa, trabalha com dança de salão. O professor de dança começou explicando a relação da educação física entre fazer pesquisa (ciência) e fazer arte (dança).

“A educação física faz pesquisa através do olhar do movimento humano”, após analisar o número de pesquisas realizadas pelos acadêmicos da universidade, constatou que quando algum professor está relacionado à dança, os alunos começam a realizar mais pesquisas nesta área.

A dança vista cientificamente trabalharia com pesquisas, tentando descobrir a ação e reação, já como arte, ela é trabalhada através das sensações e percepções (consciente/inconsciente).

Yan Chaparro

Psicólogo e mestre em desenvolvimento local pela UCDB, intérprete e criador de dança contemporânea, também aventura-se na literatura e artes visuais. Yan falou de sua dissertação que foi sobre estudos culturais e trabalhado através de micronarrativas.

Comentários

  1. Mais uma vez parabéns!
    Certamente a cultura e a arte de MS agradecem sua iniciativa...
    Ben Oliveira - TUDO QUE VOCÊ PRECISA -

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