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Destaques

Lovestruck In The City: Série sul-coreana explora as emoções e fases dos relacionamentos amorosos

Diferente de muitos doramas coreanos que são mais longos, Lovestruck In The City tem um ritmo mais ágil e leva o telespectador para os encontros e desencontros de três casais que fazem parte do mesmo círculo social, em uma linguagem mais interativa, na qual os personagens contam suas próprias versões em frente às câmeras. A série de 2020 está disponível na Netflix . Para quem não tem muito contato com o universo dos dramas coreanos, a série dirigida por Park Shin-woo é uma boa opção, já que os episódios são curtos em relação ao formato tradicional e trazem o desenvolvimento dos relacionamentos desde os primeiros episódios – fugindo um pouco do padrão no qual o telespectador tem que assistir até o final para ver os personagens se declarando e sofrendo silenciosamente. Outro diferencial em relação a muitas produções coreanas é que os atores se beijam mais e o roteiro aborda assuntos que ainda são tratados como tabus por muitas séries da Coreia do Sul, como o sexo. Porém, embora se apro

Resenha: A Aventura da Reportagem – Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho

O livro: "A Aventura da Reportagem", publicado em 1990 pela Editora Summus, dos autores Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho, conta a história dos dois jornalistas e suas experiências positivas e negativas com as reportagens. Cada um dos profissionais voltado para um ângulo, Dimenstein inserido na esfera política e Kotscho em suas reportagens "humanas".

Política e Jornalismo

O jornalista Gilberto Dimenstein fala sobre as "armadilhas do poder", relação entre a política e os jornalistas. O autor chama a atenção para as declarações em off (o nome do informante não pode aparecer) e explica a importância de se verificar os fatos, de forma a evitar a publicação de boatos e "barrigas" (notícias erradas) nos jornais. Deve-se desconfiar de declarações em off, pois de acordo com Dimenstein, "a responsabilidade do off é de quem publica, não de quem produz a informação falsa".

Dimenstein argumenta que os jornalistas que fazem a cobertura do poder são vítimas das armadilhas diárias políticas. Com a frase: "A informação é uma arma na guerra da sobrevivência política", o jornalista explica que os políticos dependem do apoio da opinião pública, e por isto, se utilizam de mentiras, boatos, manipulações, intrigas e deturpações, contribuindo, muitas vezes, com a desinformação.

Protagonistas anônimos

Já o jornalista Ricardo Kotscho conta como começou no jornalismo e como foi sua transição de jornaleiro, quando jovem trabalhou em uma banca de jornal, para jornalista. Seu primeiro emprego como jornalista foi em um jornal de bairro de São Paulo, depois trabalhou em vários jornais brasileiros, como Estadão e Folha de São Paulo, além de se aventurar como jornalista na Alemanha, no telejornalismo no Globo Rural e como assessor de Lula em sua campanha presidencial, no final de 1988.

Kotscho ficou conhecido na redação do Estadão como o "repórter do pipoqueiro", pois entrevistou um velho pipoqueiro na ocasião de visita do Presidente Costa e Silva a São Paulo. Diferente do resto da imprensa que sempre entrevistava os mesmos personagens, geralmente pessoas em posição de poder, ele conseguiu um diferencial ao contar a história de um anônimo. "Enquanto todo mundo corria para um lado, em cima dos protagonistas das matérias, eu caminhava para o lado oposto, pegando o lado dos coadjuvantes, dos figurantes, dos anônimos que só ajudam a compor o cenário", diz. Desde o acontecido, as reportagens de Kotscho ficaram conhecidas por seu estilo único.

Comentários

  1. Recomendo.
    Estou lendo Notícia: Um produto à venda, da Cremilda Medina, é ótimo.
    Se puder, leia também...

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