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Destaques

Resenha: Candyman – Clive Barker

Um presente para os leitores de Clive Barker, assim é a edição para colecionadores de Candyman, publicada pela editora DarkSide Books, em janeiro de 2019, com tradução de Eduardo Alves e posfácio de Carlos Primati.


Encontre o livro Candyman (Clive Barker): https://amzn.to/2ZdA32y

Candyman (The Forbidden) é um conto, portanto a leitura é enxuta, mas envolvente, e transporta o leitor para o clima de lendas urbanas. Embora já não sejam mais comuns na tradição oral e tenham ganhado o ambiente virtual, histórias sobre acontecimentos assustadores e questionáveis fazem parte da existência humana.

Com uma atmosfera sombria e mais urbana, Clive Barker leva o leitor ao gueto, onde a violência e a criminalidade por si só já contrastam com a realidade de outros bairros da cidade e acabam tão banalizadas que a história faz a personagem principal, Helen, se interessar pelo caso contado por uma das moradoras.

“E as histórias que contaram para ela – seriam confissões de crimes não cometidos, relatos do …

Resenha: A Aventura da Reportagem – Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho

O livro: "A Aventura da Reportagem", publicado em 1990 pela Editora Summus, dos autores Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho, conta a história dos dois jornalistas e suas experiências positivas e negativas com as reportagens. Cada um dos profissionais voltado para um ângulo, Dimenstein inserido na esfera política e Kotscho em suas reportagens "humanas".

Política e Jornalismo

O jornalista Gilberto Dimenstein fala sobre as "armadilhas do poder", relação entre a política e os jornalistas. O autor chama a atenção para as declarações em off (o nome do informante não pode aparecer) e explica a importância de se verificar os fatos, de forma a evitar a publicação de boatos e "barrigas" (notícias erradas) nos jornais. Deve-se desconfiar de declarações em off, pois de acordo com Dimenstein, "a responsabilidade do off é de quem publica, não de quem produz a informação falsa".

Dimenstein argumenta que os jornalistas que fazem a cobertura do poder são vítimas das armadilhas diárias políticas. Com a frase: "A informação é uma arma na guerra da sobrevivência política", o jornalista explica que os políticos dependem do apoio da opinião pública, e por isto, se utilizam de mentiras, boatos, manipulações, intrigas e deturpações, contribuindo, muitas vezes, com a desinformação.

Protagonistas anônimos

Já o jornalista Ricardo Kotscho conta como começou no jornalismo e como foi sua transição de jornaleiro, quando jovem trabalhou em uma banca de jornal, para jornalista. Seu primeiro emprego como jornalista foi em um jornal de bairro de São Paulo, depois trabalhou em vários jornais brasileiros, como Estadão e Folha de São Paulo, além de se aventurar como jornalista na Alemanha, no telejornalismo no Globo Rural e como assessor de Lula em sua campanha presidencial, no final de 1988.

Kotscho ficou conhecido na redação do Estadão como o "repórter do pipoqueiro", pois entrevistou um velho pipoqueiro na ocasião de visita do Presidente Costa e Silva a São Paulo. Diferente do resto da imprensa que sempre entrevistava os mesmos personagens, geralmente pessoas em posição de poder, ele conseguiu um diferencial ao contar a história de um anônimo. "Enquanto todo mundo corria para um lado, em cima dos protagonistas das matérias, eu caminhava para o lado oposto, pegando o lado dos coadjuvantes, dos figurantes, dos anônimos que só ajudam a compor o cenário", diz. Desde o acontecido, as reportagens de Kotscho ficaram conhecidas por seu estilo único.

Comentários

  1. Recomendo.
    Estou lendo Notícia: Um produto à venda, da Cremilda Medina, é ótimo.
    Se puder, leia também...

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