Pular para o conteúdo principal

Destaques

Livro Autismo (Volkmar e Wiesner): Pontos positivos e negativos

Quando se trata do Transtorno do Espectro Autista, as novidades, pesquisas e estudos podem ficar desatualizados de forma bem rápida. Embora a edição publicada no Brasil seja bem recente, em 2019, o livro Autismo, dos autores Fred R. Volkmar e Lisa A. Wiesner, com tradução de Sandra Maria Mallmann da Rosa, publicado pela editora Artmed, poderia ter discutido algumas questões mais atuais e pertinentes sobre as dificuldades sociais enfrentadas por autistas.


Encontre o livro Autismo (Volkmar e Wiesner):https://amzn.to/2UTSN5Y

Conforme havia prometido nas redes sociais e aqui no blog, produziria mais conteúdo com indicações de leitura sobre o espectro autista. O Brasil tem um sério problema de desinformação e muito material desatualizado sobre autismo, isso acaba refletindo no preconceito, estigma, confrontos de opiniões de profissionais da saúde sobre diagnósticos e atrapalhando a vida de autistas e seus familiares, como se precisassem o tempo todo dar explicações se a pessoa é autista mes…

Faces da Verdade

Até que ponto você, jornalista, iria para proteger uma fonte? No filme Faces da Verdade ("Nothing But The Truth"), lançado em 2008, uma jornalista consegue informações confidenciais e decide publicar o seu furo jornalístico. Ansiosa e acreditando que a matéria será uma bomba tanto quanto foi o caso Watergate, em que descobriu-se as falcatruas do ex-presidente norte-americano Richard Nixon, que acabou renunciando, a jornalista Rachel Armstrong decide cumprir seu papel como jornalista.


Com o aviso inicial: "Embora inspirado em fatos reais, este filme é uma ficção e não representa nenhuma pessoa ou fato real", o filme conta a história sobre a coragem de Rachel (interpretada por Kate Beckinsale), casada com o escritor Ray Armstrong (David Schwimmer) e mãe de um garotinho chamado Timmy Armstrong. A jovem jornalista trabalhava há 5 anos em um jornal chamado Sunday Times e conseguiu informações para uma matéria tão boa que poderia fazer ganhá-la o Prêmio Pulitzer.

O diálogo a seguir entre a jornalista e o filho dela sobre um caso de bullying, enquanto esta se voluntariava para ajudar a cuidar das crianças do colégio em um passeio de ônibus, relatam o futuro incerto de Rachel após a publicação da matéria. "Não se deve dedurar", diz o filho. "Mas também não se deve suportar mandões", responde a mãe do garoto.

Armstrong descobre que a agente da CIA, Erica Van Doren viajou para Caracas e relatou que uma tentativa de assassinato de um presidente norte-americano não era relacionado ao governo venezuelano. Todavia, a agente teve o seu relatório ignorado e aconteceu uma ofensiva norte-americana desnecessária em seguida. Para confirmar as informações de sua fonte, a jornalista decide conversar com a agente, que não facilita a situação e argumenta sobre as informações serem falsas e critica a imprensa.

Interrogada pelo FBI e contestada sobre o direito de divulgar informações, mas com a necessidade de delatar quem foi a fonte ou a jornalista iria para a cadeia, já que a informação é tida como confidencial, Armstrong decide manter-se firme em sua decisão de não identificar. Com o direito de proteção à identidade da fonte, a integridade e ética da protagonista são colocadas em xeque.

No filme é possível observar a relação entre a imprensa e o governo e suas fortes influências. Uma frase do advogado de Armstrong chamou a minha atenção: "A imprensa deixou de ser um cavalo branco para se tornar um dragão", pedindo a ela que revele a fonte, pois a perda de credibilidade e o poder do governo fariam com que ela continuasse presa.

Após ser presa, a vida pessoal da jornalista é afetada, com a traição do marido e a distância cada vez maior entre ela e o filho, porém esta continua com os seus princípios. "Qualquer jornalista devia estar preparado para ir preso para proteger sua fonte", argumenta Rachel durante uma entrevista realizada com ela na cadeia.

O advogado da jornalista comentou algo interessante durante um dos julgamentos sobre a possibilidade dos jornalistas que delatam as fontes secretas perderem a confiança destas na revelação de mais informações. Após ficar um ano na cadeia, a jornalista que se negou a dizer quem era a fonte foi condenada a mais 2 anos de prisão, e mesmo sob pressão do governo manteu-se íntegra.

* Recomendo o filme, que foi recomendado para mim pelo estudante de jornalismo Guto Akasaki.

Comentários

  1. Brother, tô tentando fazer uma conclusão pra esse filme mas ta brabo, não sai nada. Me ajuda!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

Mais lidas da semana