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Destaques

Resenha: Candyman – Clive Barker

Um presente para os leitores de Clive Barker, assim é a edição para colecionadores de Candyman, publicada pela editora DarkSide Books, em janeiro de 2019, com tradução de Eduardo Alves e posfácio de Carlos Primati.


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Candyman (The Forbidden) é um conto, portanto a leitura é enxuta, mas envolvente, e transporta o leitor para o clima de lendas urbanas. Embora já não sejam mais comuns na tradição oral e tenham ganhado o ambiente virtual, histórias sobre acontecimentos assustadores e questionáveis fazem parte da existência humana.

Com uma atmosfera sombria e mais urbana, Clive Barker leva o leitor ao gueto, onde a violência e a criminalidade por si só já contrastam com a realidade de outros bairros da cidade e acabam tão banalizadas que a história faz a personagem principal, Helen, se interessar pelo caso contado por uma das moradoras.

“E as histórias que contaram para ela – seriam confissões de crimes não cometidos, relatos do …

Sobre fotografias e sensações

*Texto: Ben Oliveira

Olhos na fotografia e mente no passado. Como é possível uma simples imagem impressa em um papel trazer diferentes lembranças e provocar arrepios, angústia, saudade e despertar o fogo necessário para renovar constantemente os seus relacionamentos.

A mesma imagem congelada de um momento é aquela que aquece o seu coração, te fazendo rir, chorar, sorrir, e até mesmo viajar pelo tempo. É aquela fotografia que um dia vai te lembrar que você era feliz e não sabia; o quanto você era novo e bonito, mesmo não se enxergando desta maneira e também te fazer sentir vontade de retornar para outra época, diferente do que muitos desejam sem fazer tudo diferente, mas relembrando constantemente o quanto os dias passam rápido.

Todavia, é preciso tomar cuidado com esta fascinante fogueira onde somos jogados vivos antes de qualquer direito de resposta. Tão frenético como o relógio que não para de bater, nossos pensamentos tentam ganhar vida própria e lembrar o que é melhor para nós.

O sorriso talvez já não é mais inocente, infantil, ingênuo, porém não é menos sincero. Os olhos talvez não brilham mais da mesma maneira, e por vezes, enxergam outras direções, mas continuam sendo os mesmos responsáveis por lágrimas de alegria. Talvez a expressão carrega no rosto já não seja das melhores, muitas vezes aparentando o seu cansaço, porém é possível sentir em cada marca todo o esforço feito para tornar aquele amor um quadro inesquecível. Era como ver um pedaço de papel e uma tinta darem a vida aos sentimentos adormecidos e tornar aquela obra o seu trabalho mais valioso.

Engana-se quem pensava que uma foto é uma mera reprodução. A imagem traz à tona aquilo que não deveríamos nunca nos esquecer − os bons momentos. São aqueles pequenos fragmentos da sua memória que davam sentido para as linhas que viriam a seguir, nos momentos de tormenta e também nos de paz.

Quando deseja, o tempo pode ser cruel, como pode ser encantador. São as fotografias, aquelas tiradas propositalmente em poses ou aleatoriamente sem tantas preocupações estéticas, as chaves para todas as caixas que você tem colecionado ao longo de sua existência. Alegrias, tristezas, amores, amizades, desafetos, conquistas, decepções... pode até demorar, mas um dia cada peça deste quebra-cabeça louco chamado vida faz falta e quando você consegue encaixar todos esses devaneios, assim como faço neste texto, você é capaz de definir se sua história realmente era aquela que você buscava.

Hoje, eu sou capaz de dizer que sim. Se eu pudesse, mesmo com todas alegrias e tristezas, eu percorreria o mesmo caminho quantas vezes fosse preciso, teria os mesmos amigos e estaria feliz de ter conhecido alguém tão especial como você.

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