Pular para o conteúdo principal

Destaques

Encha Seu Kindle: Escrita Maldita – Ben Oliveira

Hoje é dia do evento Encha Seu Kindle . Escrita Maldita está entre os inúmeros livros digitais participantes. Espero que aproveitem para baixar e ler. *Promoção encerrada. Sinopse: Após se tornar um best-seller com seu romance de terror de estreia, Daniel Luckman está prestes a realizar um sonho: escrever um livro com Laurence Loud, um dos melhores escritores de horror dos últimos tempos. Quando o colega põe os pés em sua casa, coisas estranhas começam acontecer. A linha entre a ficção e a realidade, a loucura e a sanidade, os pesadelos e as alucinações se dissolvem. Uma história de mistérios, passados sombrios e amor. Quando dois escritores de terror se juntam para escrever uma história, tudo pode acontecer. O processo de criação pode ser intenso, as emoções podem ficar confusas. Você estaria disposto a sacrificar tudo pelos seus sonhos? Leia Escrita Maldita, disponível na Amazon. “Sangue novo na literatura de suspense, nos oferece a estória claustrofóbica de um escritor enredado num...

Pesadelos, escrita e bloqueio criativo

Pesadelos. Quem é que nunca teve pesadelos? Sonhos estranhos, macabros, dolorosos, assustadores. Acordar com o coração acelerado, olhar para os lados e perceber que tudo não passou de obra do seu subconsciente. Por mais irreais e desconexos que eles possam parecer, essas histórias trazem significados.

Não tenho tido sonhos ruins nos últimos meses. Confesso que gosto de acordar no meio da madrugada ou até mesmo pela manhã e tentar lembrar o que aconteceu. Sempre que consigo me recordar dos pesadelos, fico tentando encontrar motivos e respostas.

Lembro-me de quando estava lendo um livro sobre a ciência da auto realização, escrito por um líder religioso indiano Abhay Charanaravinda Bhaktivedanta Swami Prabhupada. À medida que eu aprendia mais sobre os ensinamentos da religião e compreendia mais a cultura e tradições dos homens e mulheres que dedicam sua vida ao movimento Hare Krishna, mais as imagens surgiam na minha cabeça. Naquela noite, depois de horas de leitura, abri os olhos e vi um velho indiano careca na minha frente. Sabe quando você sente tanto medo que os seus pelos do corpo se arrepiam, como se eles te dissessem para fugir, os seus olhos se abrem por causa do espanto e parece que o seu coração vai parar? Depois que a visão do homem desapareceu, fiquei pensando se estava sonhando ou alucinando, porque parecia que eu estava acordado.

Preciso escrever um conto de terror com o tema “pesadelos”. Dizem que a melhor maneira de começar a escrever sobre algo, principalmente quando você está travado ou não sabe por onde iniciar é escrevendo. Escrever sobre suas dificuldades, sobre o assunto e de repente, como em uma corrida – ao começar, o seu corpo não está acostumado com o ritmo até o momento em que se torna algo natural e você não quer mais parar – tudo começa a fluir.

Gosto de desafios literários porque eles nos fazem sair da zona de conforto. Escrever sobre coisas que talvez você não abordaria tão cedo e forçar o seu cérebro a visitar aquelas zonas obscuras da sua memória. Dizem que antes de escrever narrativas sobre o desconhecido, é preciso treinar com suas experiências de vida, saber contar um acontecimento com naturalidade, simplicidade e coerência, para, então, mergulhar em outros mundos.

Antes de pensar no personagem e no pesadelo que ele terá, fico me questionando como nem sempre os sonhos são universais. Por mais que Freud e a sua psicanálise tentou decifrar o significado de centenas de sonhos, quando se trata de pesadelos, o que pode ser terrivelmente assustador para mim, para o outro pode ser algo engraçado e vice-versa.

Nesses momentos de falta de inspiração, sinto falta de deixar um caderninho próximo à minha cama para sempre que eu tiver bons ou ruins sonhos, anotar o que aconteceu. Em frente ao computador, vendo a página em branco e sem ter ideia do que escrever, senti vontade de ter um sono cheio de pesadelos. Afinal, se eles representam nossas frustrações, angústias e indecisões, para um escritor não há algo mais agoniante e indesejável do que um bloqueio criativo. Um verdadeiro pesadelo acordado...

Mais lidas da semana