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Destaques

Dias de sono

Os dias de sono voltaram. Dias em que parecia que não importava o quanto dormisse, sentia mais vontade de dormir. Uma fome sem fim. Seria desejo de sonhar? Vontade de esquecer um pouco a realidade? Ou quem sabe algo ligado à mudança de tempo? Não sabia definir completamente. Sabia que os dias estavam passando. Sabia que faltavam poucos dias para completar um ano sem cigarro, aquilo que costumava usar para manter acordado ao se levantar junto com o cafezinho. Em um ano muita coisa poderia mudar. E era inevitável não encarar as mudanças. Tinha dias de nostalgia, mas também dias em que queria se manter firme no momento presente. Escrevia para manter viva a chama da criatividade. Escrevia para se entender melhor e também para que o leitor se compreendesse. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Liv...

O Fracasso da Alma – Julio Mesquita

Nós pessoas, seres privilegiados por raciocínio e inteligência, somos mesmo assoberbados dessa autoconfiança que nos resvala o íntimo. Quem disse que sabemos definir o certo do errado? Quem? O que nós sabemos é que devemos sim tentar corrigirmo-nos das nossas próprias demasias e imperfeições, isso sim! E se propomos aos nossos semelhantes algo novo, claro que devemos por avaliação concluir se é bom para todos. Mas, algumas mentalidades teimam em ir contra a corrente formando por sua conta um circulo resistente, formalizando essa idiossincrasia democrática hostil a tudo que quer sobre sair e anseia por se firmar junto ao desenvolvimento social. Isso sempre existiu e continuará existindo, tais malditos estão entre nós. A vontade que tenho é de gritar para mundo: Espiritualize-se! Pois tais malditos desperdiçam fisiologia, teoria e relatividade sobre homossexualidade, sem que dela ouça suas mazelas vividas na marginalidade de suas dores. E sob a pressão dessa faculdade de adaptação, nega-se história, costumes, fundamentação e progressão lógica. O veadinho morreu! Hoje vive-se e convive-se com o doutor, empresário, diretor, governador, juiz, promotor, empregador, professor, pai e mãe gays!!! Isso aí!!!  Está insatisfeito? Enfia sua viola no saco e mude-se para um outro planeta!

A importância de um Progresso mede-se pela magnitude de todo o seu sacrifício junto ao público alvo. A humanidade caminha a passos curtos porem diligentes, porque embora exista resistência também existe persistência. Ninguém comenta as tiranias de um convento porque estão ocultadas aos olhos do mundo por detrás de seus muros, mas a homossexualidade como ato explícito serve de vitrine aos medíocres de alma. Eu os aborreceria se lhes contasse ou explicasse as mil dificuldades em empreender nossas metas, projetos, sonhos e desejos; mas me focarei apenas num argumento florido como me cabe fazer. Afinal de contas, sou apenas um jornalista comprometido com a atualidade dos fatos, não compete a mim, defendê-los a ferro e fogo, se bem sei que pessoas bem mais qualificadas os fazem por mim. Ainda assim vou costurando atos de fatos concretos que não se podem negar e muito menos fechar os olhos para eles.

Por isso, eu costumo ironizar dizendo que alguma coisa deu errado! Algo saiu da rota e segue um fluxo que não o determinado. Chamo isso de O Fracasso da Alma. A confrontação com o imprevisível normalmente nos reforça o sentido ou nos debilita. Contudo, há de se criar métodos de conteúdos excepcionais; uma nova maneira de interpretar, capacitar e emoldurar essa nova geração de seres humanos diferenciados por suas escolhas sexuais. E se a alma fracassou em não reconhecer tais diferenças, só lamento! Estaremos aqui a fim de dar instrumentos soberbamente afiados de interpretação da causa que hoje fazemos questão de pensá-la dignamente.

*Julio Mesquita é publicitário e escritor. E-mail: mesquita.julio@uol.com.br

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