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Destaques

Cafeína

Cafeína. Acordo e o primeiro gosto que sinto é o de café. Anos depois o diagnóstico de transtorno bipolar, minha quantidade de café reduziu bastante e evito energéticos – costumava amar as madrugadas, algo bem distante do meu sono atual. A verdade é que nem todo mundo consegue ou precisa cortar a cafeína, mas tomando uma dose segura e em horário que não vai afetar o sono fazem toda diferença.  Já aconteceu de dizerem: “Você é corajoso de ainda beber café”. A verdade é que cada um sabe o que está disposto a abrir mão e sem mencionar que monitoro o humor, a energia e a ansiedade diariamente. Ter autoconsciência sobre o próprio transtorno faz muita diferença. No entanto, se a pessoa não se sente confortável e causa mais ansiedade, vale a pena se questionar se realmente não é necessário cortar o café. Há quem opte pelo descafeinado. A verdade é que estímulos estão em todos cantos. Um simples bolo de chocolate pode atrapalhar o sono dependendo do horário em que comeu. Um copo de Coca-Co...

Dia do Escritor: Ofício tão necessário e tão desvalorizado

Hoje é Dia do Escritor. Mais de cinco anos oficialmente nesta jornada. Um ofício mega desvalorizado no país. Lembro-me do Ensino Médio, quando lia alguns clássicos da literatura mundial e livros de ficção contemporânea e de me sentir perdido: livros que eram invisíveis no colégio; tudo o que não seguia a cartilha, que não cairia nas provas, era descartável.


Qual caminho seguir? Acredite, no Brasil, dificilmente alguém vai dizer 'seja escritor'. Diferente dos países em que os jovens aprendem escrita criativa em diferentes anos, a literatura era vista como uma disciplina para passar no vestibular, tão decorativa quanto outras (ironicamente, mesmo na graduação, há quem ainda trate a literatura desta forma engessada).

Anos depois me aventurei no Jornalismo e até comecei Letras e parei antes de me mudar de cidade (escritores e Letras: relação de amor e ódio, muitas vezes, mais de ódio), mas a necessidade de escrever e estar cercado de livros, só o ofício de escritor me trouxe.

Desisti de desistir da escrita. É uma luta diária, em um país em que as desvantagens são bem maiores do que as vantagens e seguir outro rumo seria o caminho mais fácil. Por que insistir? Desistir dos livros seria desistir de mim mesmo. Permaneço escrevendo.

Inúmeros escritores de várias épocas sofreram preconceito e continuamos sofrendo. Não aprendemos muito com a história, mas somos loucos e insistimos na arte de contar histórias. Verdade seja dita, o mundo seria um porre sem livros.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e do livro de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1), disponível no Wattpad.

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