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Destaques

Lovestruck In The City: Série sul-coreana explora as emoções e fases dos relacionamentos amorosos

Diferente de muitos doramas coreanos que são mais longos, Lovestruck In The City tem um ritmo mais ágil e leva o telespectador para os encontros e desencontros de três casais que fazem parte do mesmo círculo social, em uma linguagem mais interativa, na qual os personagens contam suas próprias versões em frente às câmeras. A série de 2020 está disponível na Netflix . Para quem não tem muito contato com o universo dos dramas coreanos, a série dirigida por Park Shin-woo é uma boa opção, já que os episódios são curtos em relação ao formato tradicional e trazem o desenvolvimento dos relacionamentos desde os primeiros episódios – fugindo um pouco do padrão no qual o telespectador tem que assistir até o final para ver os personagens se declarando e sofrendo silenciosamente. Outro diferencial em relação a muitas produções coreanas é que os atores se beijam mais e o roteiro aborda assuntos que ainda são tratados como tabus por muitas séries da Coreia do Sul, como o sexo. Porém, embora se apro

Resenha: Os Criadores de Coincidências – Yoav Blum

E se nada fosse mero acaso e operários invisíveis atuassem para gerar mudanças nas vidas das pessoas? Assim é a premissa do livro Os Criadores de Coincidências, do autor Yoav Blum, publicado no Brasil, em 2017, pela Editora Planeta, com tradução de Fal Azevedo.


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O romance narra o trabalho de três criadores de coincidências: Emily, Eric e Guy. Intercalando um pouco das vivências profissionais de cada um deles e das missões que tiveram que cumprir, relacionando com alguns dos seus dilemas pessoais.

“É estranho, pensou ela, como somos capazes de transformar uma coisa específica em algo que passa a guiar toda a nossa vida, e como nos convencemos de que, se não tivermos essa coisa, nada mais vai fazer sentido. E é ainda mais estranho como nos acostumamos rápido ao exato oposto” – Yoav Blum, Os Criadores de Coincidências

Longe de ser uma narrativa linear, o leitor é jogado para várias histórias que se amarram pela temática das coincidências. Na ânsia de resolver a vida de outras pessoas, os personagens acabam deixando de lado suas próprias vontades sem nem sempre se darem conta.

Com regras a serem cumpridas por aqueles que se dedicam à atividade, alguns deles gostam de se gabar dos seus feitos, enquanto outros ficam contentes com eventos mais simples e prazerosos, como fazer alguém descobrir um talento que nem sabia que tinha, juntar pessoas compatíveis

“Algum dia, no futuro, alguém vai te contar todo tipo de história sobre o que é o amor. Não acredite no que disserem. O amor não é um estouro, não é feito de explosões e efeitos especiais. Não há fogos de artifício no céu nem um avião puxando uma faixa enorme. Ele se derrama devagar por baixo de sua pele, em silêncio, sem que você perceba, como um óleo. Você só sente um tipo de calor, e um dia acorda e descobre que, debaixo da sua pele, você está envolvido por outra pessoa” – Yoav Blum, Os Criadores de Coincidências

Além das intervenções, alguns dos personagens também atuaram como amigos imaginários, auxiliando as pessoas nos momentos difíceis e de solidão, quando elas precisam de alguém para conversar.

Narrado em terceira pessoa, o livro prende o leitor em alguns momentos, mas parece não segurá-lo em outros, apresentando possibilidades paralelas, com uma linha do tempo que pode se tornar um pouco confusa e questões que nem sempre se conectam.

“Num instante você simplesmente gosta de uma pessoa, mas no instante seguinte ela passa a ser o centro de seu universo” – Yoav Blum, Os Criadores de Coincidências

Gostei das reflexões levantadas por Yoav Blum sobre as escolhas que as pessoas fazem ao longo da vida, questões como as pessoas que conhecemos, os relacionamentos e o ocasos, mas não consegui me conectar tanto com os personagens quanto gostaria ou com sua escrita fragmentada – como se faltasse algo mais orgânico e menos artificial. Na estrutura da ficção, o conjunto de eventos pode até se encaixar, mas durante a leitura, seja pela complexidade da proposta e das missões dos personagens nem sempre compreendidas; o início e o final se conectam, mas o meio nem sempre se sustenta.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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