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Criminologia, Jessica Jones e Mulher-Maravilha: Ficar do lado do agressor é sinal de perigo à sociedade – Ben Oliveira

Que dia lindo para servir Karma Coletivo para Diana, Lilith e Nêmesis ao mesmo tempo:  Resistam julgar as pessoas pela aparência. Meus 2 ex-namorados manipuladores se faziam de vítimas e todo mundo ficava ao lado deles e como eu sou porra louca, como Jessica Jones e Malévola, era injustiçado entre quatro paredes e julgado por todos ao redor. Como sou uma vaca, só há duas pessoas com a qual me importo no mundo, minhas duas chamas gêmeas, o resto é indiferente. Ainda assim... Vocês criam cada distorção cognitiva que só por Deus... É muita falta de terapia, autoconsciência, reflexão e bom senso.  Foi você que tava dentro do carro capotado? Foi você que quase morreu? Foi você que teve que recomeçar várias vezes na vida? Foi você que saiu como vilão quando a pessoa era tóxica pra cacete? Não foi. Então, boca fechada, sempre. Opinião só se dá quando é pedida. Sem falar os DELUSIONAIS que ficaram comentando: Que pena, achei que vocês iam casar. Quem quiser casar com ele, passo até o perfil KK

Resenha: Belas Adormecidas – Stephen King e Owen King

Imagina como seria se todas mulheres adormecessem? Essa é a premissa do livro Belas Adormecidas (Sleeping Beauties), escrito por Stephen King e seu filho, Owen King, publicado no Brasil pela editora Suma, em 2017, com tradução de Regiane Winarski

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De forma misteriosa, mulheres de toda parte estão adormecendo e seus rostos se cobrindo por uma espécie de casulo, que quando rompido, pode levá-las a atacar violentamente quem estiver por perto. Para alguns, o fenômeno é visto como um sono; para outros, é como a morte. 

“Para dormir e sonhar com mundos diferentes. As filhas meninas se juntaram a elas nesses sonhos. Os filhos meninos, não. O sonho não era para eles” – Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas 

Ciência ou sobrenatural? Doença ou maldição? Uma série de questões é levantada conforme o fenômeno vai se espalhando de Dooling, nos Estados Unidos, para o resto do mundo, e uma mulher, Evie parece ter a resposta e ser imune ao que eles denominaram de Aurora.

Não é novidade que Stephen King gosta de explorar o lado sombrio do ser humano em suas narrativas. Nesses tempos de pandemia, Belas Adormecidas nos faz pensar sobre a sobrecarga que atinge mulheres e como o caos seria ainda maior sem elas: um lembrete de como os desequilíbrios e desigualdades sociais podem intensificar os problemas nos tempos de crises humanitárias.

“Aquele mundo era muito melhor do que o antigo, comandado por homens. Ninguém gritava com ela ali e ninguém gritava com Nana. Ninguém as tratava como cidadãs se segunda classe. Aquele era um mundo em que uma garotinha podia voltar andando para casa sozinha, mesmo depois de escurecer, e se sentir segura” – Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas 

Embora seja um livro de fantasia, Belas Adormecidas está repleto de realismo e críticas à sociedade norte-americana e ao patriarcalismo. Stephen King e Owen King apertam a ferida da ampla circulação de armas nos Estados Unidos (tema recorrente nas narrativas e pronunciamentos públicos do Stephen King), além de mostrar como a cultura misógina pode destruir vidas inocentes.

Os autores não poupam das descrições dos personagens, para que o leitor possa entender um pouco sobre suas motivações e comportamentos. Entre o desespero irracional e a violência dominante, as críticas e reflexões levam a uma reviravolta capaz de mudar o rumo do planeta. Quem nunca imaginou como seria a vida atual se os valores ensinados fossem outros?

“Garotos crescem e viram homens. E são os homens que fazem todas as besteiras. São eles que derramam sangue e envenenam a Terra” – Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas 

Dormir para sonhar com um mundo melhor, descansar os ossos, ignorar a realidade, nunca mais acordar ou, quem sabe, morrer… Entre os desejos banais e idealistas, Stephen King e Owen King escreveram um romance de fantasia envolvente sobre como a falta de inteligência emocional e de compaixão pode fazer com que uma tragédia leve a outras tragédias. 

Mais uma vez, King ressoa a mensagem de que o ser humano decadente pode ser tão assustador quanto qualquer fenômeno e/ou criatura sobrenaturais. Um romance sobre dormir e despertar.

Sobre os autores:

Stephen King – é autor de mais de cinquenta livros best-sellers no mundo. Em 2003, King recebeu a medalha de Eminente Contribuição às Letras Americanas da National Book Foundation e, em 2007, foi nomeado Grão-mestre dos Escritores de Mistério dos Estados Unidos. Ele mora em Bangor, no Maine, com a esposa, a escritora Tabitha King.

Owen King – É autor dos romances Double Feature e We’re All in This Together: A Novella and Stories. Também é coautor de Intro to Alien Invasion e coeditor de Who Can Save Us Now? Brand New Superheroes and Their Amazing (Short) Stories. Ele mora em Rhinebeck, Nova York, com a esposa, a escritora Kelly Braffet, e a filha.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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