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Destaques

Dias de Chuva

Os dias de chuva chegaram sem previsão de quando vão embora. Aquela dose diária de sol que faz tanta falta para ajudar a despertar o cérebro já não está disponível. Estaria mentindo se dissesse que não gostava de chuva, mas a verdade era que tanta escuridão já estava afetando o humor. Ia passando dia após dia, sem saber quando a chuva ia finalmente chegar ao fim. A verdade era que quando se tratava da saúde mental, dias assim poderiam prejudicar mais do que ajudar. Escrevia enquanto a chuva caia. Escrevia fugindo do molhado. Escrevia pensando que às vezes, a vida era feita de dias de chuva e estava sem guarda-chuva. Escrevia para deixar a chuva levar tudo o que não queria lembrar. Escrevia para que chegasse o último dia de chuva. Escrevia.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , dispo...

A Calmaria Que Vem Após a Tempestade

A calmaria que vem após a tempestade. Estava focado em encontrar momentos de paz em seu dia, tentando deixar o passado para trás e se abrindo para novas oportunidades. Era como uma dança delicada, sem coreografia, em que deixava se guiar pela mente, espírito e coração. Ia deixando as camadas irem com gentileza, exausto das expectativas irreais que pesaram sobre ele.

Nada será como antes: um pensamento que provocava um gosto agridoce na boca. Ao pausar e explorar o momento presente, se dera conta de quantas coisas estava negligenciando ao manter o olhar fixo para trás. Tinha se prendido em um ciclo de sofrimento e havia se permitido até chegar ao limite.

Era como estar preso em uma canção que não gostava e escutar cada segundo, torcendo por uma nota que não viria. Sabia que era a música errada, no momento certo, mas tinha dificuldade em desapegar, sempre na esperança de que de um jeito a música se transformaria e despertaria algumas emoções positivas. Já sabia como terminava, então por que havia começado?

Deixar para trás e se permitir. Duas coisas fáceis na teoria, mas na prática, ainda se via enrolado por fios invisíveis que, às vezes, cortavam, às vezes, curavam. Um medo irracional havia se instalado e restava a ele consertar as coisas que fosse tarde demais.

Começou movimentando os pés e deixando a atenção pousar neles. Depois foi escaneando o resto do corpo simplesmente se permitindo viver o momento presente, deixando toda angústia do passado para trás, se libertando dos fios que o sufocavam. Por um momento, se sentiu em paz. No próximo? Só o universo sabia. Foi assim, se soltando, pensando na importância do desapego, com a consciência de que o passado já não o servia mais, abrindo o coração para o presente e se permitindo não pensar no futuro.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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