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Destaques

Sorte

Às vezes, ser otimista era como um golpe de sorte. Nada como a sensação de se surpreender e poder confiar que sua intuição estava certa, ainda que para os outros parecesse errado. Então, assim, a vida surpreendia e os pensamentos positivos se tornavam realidade. Dia após dia, a espera havia chegado ao fim e tudo o que poderia fazer era acreditar que em determinadas situações manter a calma era o melhor que poderia fazer. Por pouco, se entregara ao pânico e era como mergulhar em um rio de águas escuras. Mas assim que se dera conta de que estava tudo bem em apostar em si mesmo, se permitira respirar novamente. Quando a sorte daria as caras novamente, não sabia. Sabia que uma vez por ano era o suficiente para fazê-lo acreditar no lado bom da vida novamente. Até quando estaria protegido pela sorte? Não fazia ideia. Tudo o que conseguia pensar era no agora. Agora, tudo ficaria bem. Agora, poderia ficar em paz com suas escolhas. Agora. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor ...

A Calmaria Que Vem Após a Tempestade

A calmaria que vem após a tempestade. Estava focado em encontrar momentos de paz em seu dia, tentando deixar o passado para trás e se abrindo para novas oportunidades. Era como uma dança delicada, sem coreografia, em que deixava se guiar pela mente, espírito e coração. Ia deixando as camadas irem com gentileza, exausto das expectativas irreais que pesaram sobre ele.

Nada será como antes: um pensamento que provocava um gosto agridoce na boca. Ao pausar e explorar o momento presente, se dera conta de quantas coisas estava negligenciando ao manter o olhar fixo para trás. Tinha se prendido em um ciclo de sofrimento e havia se permitido até chegar ao limite.

Era como estar preso em uma canção que não gostava e escutar cada segundo, torcendo por uma nota que não viria. Sabia que era a música errada, no momento certo, mas tinha dificuldade em desapegar, sempre na esperança de que de um jeito a música se transformaria e despertaria algumas emoções positivas. Já sabia como terminava, então por que havia começado?

Deixar para trás e se permitir. Duas coisas fáceis na teoria, mas na prática, ainda se via enrolado por fios invisíveis que, às vezes, cortavam, às vezes, curavam. Um medo irracional havia se instalado e restava a ele consertar as coisas que fosse tarde demais.

Começou movimentando os pés e deixando a atenção pousar neles. Depois foi escaneando o resto do corpo simplesmente se permitindo viver o momento presente, deixando toda angústia do passado para trás, se libertando dos fios que o sufocavam. Por um momento, se sentiu em paz. No próximo? Só o universo sabia. Foi assim, se soltando, pensando na importância do desapego, com a consciência de que o passado já não o servia mais, abrindo o coração para o presente e se permitindo não pensar no futuro.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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