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Destaques

Future Tripping

Future Tripping: a ansiedade do que pode acontecer me consome. Por mais que tenha aprendido técnicas da DBT, nem sempre é fácil. Descobrira que não era incomum para pessoas com o mesmo diagnóstico sofrerem por antecipação, tentando prever todos sinais – o que se feito de forma cautelosa era positivo, mas em excesso poderia piorar a ansiedade. Então, perceberá as pequenas coisas que tinha mudado nos últimos tempos. Já não colocava ninguém em um pedestal, já aceitara que não poderia controlar tudo nem a permanência do outro. Pensara em quantas vezes havia anunciado uma crise que sequer estava prestes a começar ou até mesmo quando conseguira identificar antes. A verdade é que ficar preso no futuro só alimentava a ansiedade. Aceitar o presente não significava abandonar a importância do monitoramento do humor, mas significava confiar no processo terapêutico. Se acostumara dia após dia a monitorar os comportamentos – algo que já fazia –, e analisar a energia, a ansiedade e o humor. Na minha ...

A Calmaria Que Vem Após a Tempestade

A calmaria que vem após a tempestade. Estava focado em encontrar momentos de paz em seu dia, tentando deixar o passado para trás e se abrindo para novas oportunidades. Era como uma dança delicada, sem coreografia, em que deixava se guiar pela mente, espírito e coração. Ia deixando as camadas irem com gentileza, exausto das expectativas irreais que pesaram sobre ele.

Nada será como antes: um pensamento que provocava um gosto agridoce na boca. Ao pausar e explorar o momento presente, se dera conta de quantas coisas estava negligenciando ao manter o olhar fixo para trás. Tinha se prendido em um ciclo de sofrimento e havia se permitido até chegar ao limite.

Era como estar preso em uma canção que não gostava e escutar cada segundo, torcendo por uma nota que não viria. Sabia que era a música errada, no momento certo, mas tinha dificuldade em desapegar, sempre na esperança de que de um jeito a música se transformaria e despertaria algumas emoções positivas. Já sabia como terminava, então por que havia começado?

Deixar para trás e se permitir. Duas coisas fáceis na teoria, mas na prática, ainda se via enrolado por fios invisíveis que, às vezes, cortavam, às vezes, curavam. Um medo irracional havia se instalado e restava a ele consertar as coisas que fosse tarde demais.

Começou movimentando os pés e deixando a atenção pousar neles. Depois foi escaneando o resto do corpo simplesmente se permitindo viver o momento presente, deixando toda angústia do passado para trás, se libertando dos fios que o sufocavam. Por um momento, se sentiu em paz. No próximo? Só o universo sabia. Foi assim, se soltando, pensando na importância do desapego, com a consciência de que o passado já não o servia mais, abrindo o coração para o presente e se permitindo não pensar no futuro.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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