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Destaques

Dias de silêncio

Nos dias de silêncio estava dividido entre a fadiga e a ansiedade. Amava escrever, mas sentia como se não tivesse energia suficiente. Não poderia negar: gostava da sensação de estudar. Porém, os conteúdos difíceis eram como pedras: sabia que para algumas coisas precisava de um tempo a mais.  Entre aulas mais calmas, intermediárias e complexas, tentava fazer o melhor possível para aprender, sem se comparar com os outros, sabendo que cada um era único e todos tinham suas facilidades e dificuldades. A verdade era que mesmo coisas que gostávamos poderiam nos deixar cansados e tínhamos que tomar cuidado para não entrar em estado de esgotamento. Estava fazendo o possível para deixar a rotina equilibrada, de forma que não tivesse mais sobrecarga mental. O excesso de estudo poderia ser pior do que não estudar. Escrevia para registrar como os dias estavam sendo. Escrevia para matar a saudade de escrever. Escrevia para estudar. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Auto...

A Calmaria Que Vem Após a Tempestade

A calmaria que vem após a tempestade. Estava focado em encontrar momentos de paz em seu dia, tentando deixar o passado para trás e se abrindo para novas oportunidades. Era como uma dança delicada, sem coreografia, em que deixava se guiar pela mente, espírito e coração. Ia deixando as camadas irem com gentileza, exausto das expectativas irreais que pesaram sobre ele.

Nada será como antes: um pensamento que provocava um gosto agridoce na boca. Ao pausar e explorar o momento presente, se dera conta de quantas coisas estava negligenciando ao manter o olhar fixo para trás. Tinha se prendido em um ciclo de sofrimento e havia se permitido até chegar ao limite.

Era como estar preso em uma canção que não gostava e escutar cada segundo, torcendo por uma nota que não viria. Sabia que era a música errada, no momento certo, mas tinha dificuldade em desapegar, sempre na esperança de que de um jeito a música se transformaria e despertaria algumas emoções positivas. Já sabia como terminava, então por que havia começado?

Deixar para trás e se permitir. Duas coisas fáceis na teoria, mas na prática, ainda se via enrolado por fios invisíveis que, às vezes, cortavam, às vezes, curavam. Um medo irracional havia se instalado e restava a ele consertar as coisas que fosse tarde demais.

Começou movimentando os pés e deixando a atenção pousar neles. Depois foi escaneando o resto do corpo simplesmente se permitindo viver o momento presente, deixando toda angústia do passado para trás, se libertando dos fios que o sufocavam. Por um momento, se sentiu em paz. No próximo? Só o universo sabia. Foi assim, se soltando, pensando na importância do desapego, com a consciência de que o passado já não o servia mais, abrindo o coração para o presente e se permitindo não pensar no futuro.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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