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Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

A Calmaria Que Vem Após a Tempestade

A calmaria que vem após a tempestade. Estava focado em encontrar momentos de paz em seu dia, tentando deixar o passado para trás e se abrindo para novas oportunidades. Era como uma dança delicada, sem coreografia, em que deixava se guiar pela mente, espírito e coração. Ia deixando as camadas irem com gentileza, exausto das expectativas irreais que pesaram sobre ele.

Nada será como antes: um pensamento que provocava um gosto agridoce na boca. Ao pausar e explorar o momento presente, se dera conta de quantas coisas estava negligenciando ao manter o olhar fixo para trás. Tinha se prendido em um ciclo de sofrimento e havia se permitido até chegar ao limite.

Era como estar preso em uma canção que não gostava e escutar cada segundo, torcendo por uma nota que não viria. Sabia que era a música errada, no momento certo, mas tinha dificuldade em desapegar, sempre na esperança de que de um jeito a música se transformaria e despertaria algumas emoções positivas. Já sabia como terminava, então por que havia começado?

Deixar para trás e se permitir. Duas coisas fáceis na teoria, mas na prática, ainda se via enrolado por fios invisíveis que, às vezes, cortavam, às vezes, curavam. Um medo irracional havia se instalado e restava a ele consertar as coisas que fosse tarde demais.

Começou movimentando os pés e deixando a atenção pousar neles. Depois foi escaneando o resto do corpo simplesmente se permitindo viver o momento presente, deixando toda angústia do passado para trás, se libertando dos fios que o sufocavam. Por um momento, se sentiu em paz. No próximo? Só o universo sabia. Foi assim, se soltando, pensando na importância do desapego, com a consciência de que o passado já não o servia mais, abrindo o coração para o presente e se permitindo não pensar no futuro.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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