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Destaques

Dias de silêncio

Nos dias de silêncio estava dividido entre a fadiga e a ansiedade. Amava escrever, mas sentia como se não tivesse energia suficiente. Não poderia negar: gostava da sensação de estudar. Porém, os conteúdos difíceis eram como pedras: sabia que para algumas coisas precisava de um tempo a mais.  Entre aulas mais calmas, intermediárias e complexas, tentava fazer o melhor possível para aprender, sem se comparar com os outros, sabendo que cada um era único e todos tinham suas facilidades e dificuldades. A verdade era que mesmo coisas que gostávamos poderiam nos deixar cansados e tínhamos que tomar cuidado para não entrar em estado de esgotamento. Estava fazendo o possível para deixar a rotina equilibrada, de forma que não tivesse mais sobrecarga mental. O excesso de estudo poderia ser pior do que não estudar. Escrevia para registrar como os dias estavam sendo. Escrevia para matar a saudade de escrever. Escrevia para estudar. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Auto...

Round 6: 2ª temporada com reviravoltas eletrizantes

Difícil falar sobre a segunda temporada de Round 6, afinal, em todos cantos da internet estão cheios de comentários sobre a série coreana da Netflix. Assim como a primeira temporada, a segunda traz uma série de jogos que as pessoas precisam competir por dinheiro, mesmo que isso custe sua vida.



Eu diria que a segunda temporada, embora tenha dois episódios a menos do que a primeira, tenha se aprofundado mais na parte humana dos personagens principais do que no jogo em si. Um participante que ganhou a primeira edição do jogo é o destaque e acaba dando dicas de sobrevivência e especulando sobre os próximos jogos.

Uma personagem trans interpretada por um ator cis rouba a cena na segunda temporada de Round 6. Apesar do diretor da série ter recebido críticas por não escalar uma atriz trans para o papel, ele comentou que na Coreia do Sul era difícil encontrar pessoas abertamente LGBTQIA, revelando o quanto o país ainda continua com uma cultura conservadora. Os próprios personagens da série coreana acabam citando a Tailândia como um lugar mais receptivo para pessoas trans.

Com episódios e cenas dentro e fora do jogo, há personagens que tentam descobrir quem está recrutando pessoas para o jogo e onde o jogo está acontecendo para tentar interrompê-lo antes que quase todas vidas sejam perdidas.

Round 6 traz o mesmo gostinho da primeira temporada, mas de uma forma mais editada, de forma que quando se chega ao sétimo episódio, o telespectador termina com um gostinho de quero mais, especulando sobre os próximos passos. 

Há quem tenha achado que o final é fechado, mas na verdade deixou várias pontas soltas que devem ser exploradas na terceira temporada de Round 6, que deve ser lançada ainda em 2025 pela Netflix. Em um teaser da nova temporada é possível ver a já conhecida boneca da primeira rodada ao lado de um boneco.

Assim como em The 8 Show, que também lembra Round 6, o drama coreano traz várias críticas à sociedade. Até onde as pessoas estariam dispostas a irem por dinheiro, mesmo que isso signifique correr o risco de perder a própria vida e de seus colegas? 

É por meio dessa pergunta que os jogos vão desenrolando e os personagens mais preocupados com o dinheiro e com suas dívidas do que com a vida humana acabam participando de mais uma carnificina como na primeira temporada, porém com elementos surpresas e reviravoltas que deixam o telespectador mais curioso ainda sobre como será a terceira temporada de Round 6.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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