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Destaques

Travar

Nada como travar diante das aulas de matemática. Pensava que com o passar dos anos as coisas seriam diferentes, mas estava enganado. Ainda travava a cada aula, como se tivesse aprendendo um idioma desconhecido, uma linguagem difícil de decifrar. Sabia que não era impossível aprender a disciplina, mesmo que não fosse sua preferência, mas também sabia que não seria fácil como imaginava. Mesmo com as aulas gravadas ainda era difícil aprender Matemática. Para algumas pessoas, mais difícil do que para outras. Poderia parecer uma tarefa impossível, mas essa crença só piorava ainda mais as coisas. Então, ia dando uma nova chance, consciente de que as coisas não poderiam ser otimistas como esperava, mas que também não poderiam ser tão ruins. Eram dias que gravaria na memória. Dias em que se desafiava ainda que fosse fora da sua zona de conforto de estudos. Dias para travar e destravar. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado...

Faxina da mente

Lidar com alguém que reclama diariamente dos problemas é como fazer a faxina na própria mente, mas deixar o outro acumular um monte de sujeiras. A princípio, você percebe que dá conta e não vai deixar se afetar. Depois, você percebe que o outro é tão pesado, que você se questiona até que ponto vale a pena manter alguém assim na vida.

Cuidar da própria saúde mental sempre deve vir em primeiro lugar. Se alguém está bagunçando a sua mente com os problemas dele diariamente, sem pensar nas consequências disso, vale a pena refletir se você não está colocando o outro acima de você.

Então, muitas vezes, você só se dá conta disso quando não estão se falando. A visão distorcida de que o mundo era pesado era do outro. Os seus dias que costumavam ser leves começam a ficar intoxicados pelos pensamentos do outro. Deixar o outro ir, muitas vezes, é a melhor decisão.

É preciso não confundir intimidade e empatia com falta de limites. Quando o outro não entende que você tem suas próprias questões para lidar e merece sua paz, em alguns casos, é somente durante um afastamento que isso fica claro.

Então, quer dizer que todo peso vinha do outro? Claro que não. Mas é preciso reconhecer os efeitos na mente de estar sempre sendo inundada por problemas e reclamações. Nem precisa ser um especialista para saber isso.

De que adianta fazer uma faxina mental diária se até o final do dia você estará sobrecarregado com os problemas do outro? De que adianta ter uma amizade que mais está te atrasando do que te motivando, na qual o outro está sempre no papel de vítima?

Sintomas de transtornos mentais podem acontecer com todo mundo. Impor limites e/ou desejar distância nem sempre se trata de falta de empatia ou compaixão, pelo contrário, muitas vezes é uma chance de respirar, focar no seu próprio processo de cura e deixar claro que há responsabilidades que são apenas do outro, independente do quanto você tente ajudar,

Então, o hábito que você tem de fazer faxina mental, você percebe que falta no outro, mas muitas vezes, é só ele quem pode se ajudar. Não se trata de ser egoísta, se trata de mostrar um espelho gentilmente e perguntar: Qual é a sua responsabilidade nos problemas que estão acontecendo? E deixar o outro sair do papel de vítima e começar a mudar as coisas que não estão funcionando.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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