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Destaques

11 Meses Sem Fumar Cigarro

Quase completando 11 meses sem fumar cigarro, se dera conta de que um dia parecia impossível, havia se tornado real. E faltava tão pouco para completar o primeiro ano sem cigarro. Estaria mentindo se dissesse que vez ou outra não sentia uma vontade súbita de fumar cigarro, mas se sentia no controle da situação e era capaz de dizer não. Dizer não se tornava cada vez mais fácil com o passar do tempo. Mas era ilusão achar que nunca mais seria tomado pela vontade. A diferença era que agora era muito mais fácil se negar. Dizer não ao cigarro significava dizer sim para outras coisas. Parar de negar o quanto fumar fazia mal à saúde e aceitar que por mais difícil que fosse se manter longe do cigarro, os benefícios valiam a pena. Então, era um dia qualquer para os outros, mas para quem havia parado de fumar, celebrar esses pequenos passos fazia toda diferença. Só mais um dia sem fumar cigarro. Só mais um dia para ignorar os pensamentos de que não ia conseguir. Só mais um dia provando que era ca...

The Royals: Série indiana de comédia romântica da Netflix

The Royals, a série indiana entrou para a lista de 10 séries mais assistidas da semana na Netflix. Foi um dos motivos que chamou a minha atenção. Tentei assistir sem criar expectativas, mas apesar de ser bem produzida, o roteiro não conseguiu me cativar.

Para quem gosta de comédias românticas, a série indiana traz vários clichês e, ao mesmo tempo, tenta se mostrar como mais moderna do que outras produções indianas. A série se foca na vida de uma CEO, Sophia e seu encontro inesperado com um membro da família real moderna, Aviraaj.

Enquanto Sophia está apostando todas suas fichas em um projeto ousado envolvendo a família real, a família real está lidando com seus próprios problemas, junto com suas heranças, o pai deixou muitas dívidas, fazendo com que eles se destaquem mais pelas aparências do que pela riqueza em si.

O problema do roteiro é que os personagens são artificiais demais, não geram tanta identificação e até mesmo a vida dos personagens secundários acaba se destacando mais do que dos dois principais. Sophia coloca em risco a própria empresa ao deixar as emoções por Aviraaj tomarem controle dela, do outro lado, Aviraaj reluta em seguir o papel de marajá, seu título da realeza.

Quando uma ex de Aviraaj que seria tão nobre quanto sua família entra em cena, as coisas ficam confusas. E, ao mesmo tempo, Sophia lida com a dificuldade de ser apoiada por sua própria empresa, correndo o risco de perder tudo se as coisas não saírem conforme o planejado.

De forma sutil, a série explora a diversidade, mas não o suficiente. Tudo fica muito superficial. Dá para perceber o quanto a produção investiu para fazer as coisas ficaram esteticamente interessantes, mas tirando de lado o clichê de uma realeza e uma plebeia, o relacionamento entre os dois é tão raso que não sustenta um romance real.

Além disso, o último episódio de The Royals deixa várias pontas soltas. Quem sabe se a equipe da série prestar atenção nas críticas, a segunda temporada pode ser melhor, a qual já foi confirmada. Mais profundidade dos personagens e explorar mais o lado dramático poderiam fazer com que a série não seja só mais uma comédia romântica para passar o tempo e os luxos da família real, seja algo mais gostoso de assistir. 

Falta mais conexão emocional entre Sophia e Aviraaj e também espaço para mais desenvolvimento dos outros personagens. Mais do que um espetáculo visual, a série precisa explorar melhor as emoções dos personagens e um romance que valha mais do que palavras ditas.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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