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Destaques

A era da nostalgia

Estamos vivendo a era da nostalgia. Diferente da ideia de se envergonhar por algo consumido no passado, com tantos projetos sendo revividos, o que tem prevalecido é um sentimento de pertencimento. Não podemos ser completamente ingênuos a ponto de achar que esses projetos não são voltados pensando no retorno financeiro, mas no final das contas quem sai ganhando mais são os fãs. Impossível não pensar em como Buffy quase retornou para os fãs. Com expectativas altas, tudo o que parecia certo, no final, foi cancelado. Mas esse é só um de tantos exemplos que poderia dar. Músicas do passado regravadas para uma versão atual, por exemplo, como Taylor Swift fez tão bem, Hilary Duff e Miley Cyrus. 20 anos após sua estreia, as The Pussycat Dolls estão de volta, com metade da formação, mas melhor do que nada. E já lançaram música nova e anúncio de turnê. Quem poderia imaginar que elas voltaram logo agora? Há quem força para um retorno da Britney Spears, mas por enquanto tudo não se passam de rumore...

Uma dose diária de sol: apoio

É difícil recuperar o protagonismo da própria vida quando há momentos em que você perde o controle dos próprios pensamentos e comportamentos. Mas ter quem reconheça suas alterações, por menores que sejam, pode fazer toda diferença.

Aprendeu que colocar nos ombros do outro o papel de salvador era algo pesado demais. Mas também aprendeu que não deveria ignorar os sinais que antecedem uma crise, ainda que ela seja inevitável, era possível reduzir danos.

Foi assistindo ao drama coreano Uma Dose Diária de Sol que aprendera que todo mundo poderia adoecer um momento ou outro e estava tudo bem pedir ajuda.

Somente quem convive em alerta constante sabe a importância de poder contar com outros olhares e se permitir aproveitar o momento presente, se desligar um pouco.

Construção era algo que acontecia aos poucos. Seria o outro capaz de diferenciar quando estava em crise ou não? Ou já seria tarde demais?

Mesmo o tarde demais pode ser cedo se for identificado a tempo. O medo de perder o controle era algo que todo mundo deveria trabalhar, afinal, é pura ilusão acreditar que estará em controle o tempo todo.

Foi reaprendendo a viver. Se perdoando pelos erros do passado. Aceitando que ainda havia muita desinformação e estava tudo bem ser mal interpretado. Aceitara as coisas como elas eram.

Quanto tempo havia levado para aceitar que nada seria como antes, que abrir mão de algumas coisas eram fundamental e que estava tudo bem ter se tornado alguém tão diferente de quem era antes. 

Aprendera a colocar a saúde mental em primeiro lugar e mesmo podendo contar com uma pequena rede de apoio, ia se permitindo respirar e viver, sem o tempo inteiro lidar com falsos alarmes de uma crise que ainda não era hora e mesmo que perdesse o controle, o cenário não era o mesmo do início e havia tanta coisa que havia aprendido e os outros aprenderam sobre ele mesmo. Talvez a ansiedade em excesso poderia ser uma vilã e era preciso abrir mão dela para viver o aqui e agora. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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