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Destaques

Cafeína

Cafeína. Acordo e o primeiro gosto que sinto é o de café. Anos depois o diagnóstico de transtorno bipolar, minha quantidade de café reduziu bastante e evito energéticos – costumava amar as madrugadas, algo bem distante do meu sono atual. A verdade é que nem todo mundo consegue ou precisa cortar a cafeína, mas tomando uma dose segura e em horário que não vai afetar o sono fazem toda diferença.  Já aconteceu de dizerem: “Você é corajoso de ainda beber café”. A verdade é que cada um sabe o que está disposto a abrir mão e sem mencionar que monitoro o humor, a energia e a ansiedade diariamente. Ter autoconsciência sobre o próprio transtorno faz muita diferença. No entanto, se a pessoa não se sente confortável e causa mais ansiedade, vale a pena se questionar se realmente não é necessário cortar o café. Há quem opte pelo descafeinado. A verdade é que estímulos estão em todos cantos. Um simples bolo de chocolate pode atrapalhar o sono dependendo do horário em que comeu. Um copo de Coca-Co...

Terapeutização

Terminar uma série antiga com muitas temporadas é sempre uma surpresa. Diferente dos formatos atuais que são mais curtos, você se torna familiarizado com os personagens depois de tantas temporadas é isso te faz refletir episódio após episódio sobre a vida.


Em um intervalo de meses tudo pode acontecer, inclusive nada. Além das séries, vinha pensando nos livros sobre amor próprio e confessava que tinha dificuldade para determinar onde começava uma coisa e terminava outra, se o excesso de terapeutização da vida não poderia encerrar tudo o que causasse frustração.

A verdade era que tudo dependia do contexto. Séries, filmes e livros nos ensinavam sobre a vida, assim como a importante terapia. Diante de um mar de livros focados na autoestima e amor próprio, me perguntava se algumas vezes não estávamos indo longe demais. Qual é o limite? Quantos fins de ciclos precisamos passar?

Ciclos terminavam, novos começavam e o receio de que tudo se repetisse passava pela mente. Estaria perdendo tempo até o inevitável fim? Precisava se tornar mais flexível e aceitar as contradições do outro?

Ainda não tinha as respostas que precisava. Mas o mais importante, antes de consumir o conteúdo havia aprendido a se questionar. Talvez o que seja visto como uma verdade para o outro, poderia se tornar algo duvidoso ou questionável.

Então, as produções culturais e a terapia me fizeram pensar no amor próprio, mas também me fizeram questionar qual é a linha e quando precisamos aceitar as contradições do outro. Relacionamentos que poderiam ter durado mais tempo, relacionamentos ainda em construção e relacionamentos que eram parte do passado. A verdade era que, sim, sabia a importância dos fins de ciclos, mas estava cansado deles. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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