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Dose de pausa

Diante de tragédias, muitas vezes precisamos pausar. Mas o que costuma acontecer é o oposto. O assunto acaba gerando cada vez mais engajamento.


Como encarar tantos comentários cheios de julgamentos? Como perceber que as pessoas têm uma certa dose de superioridade e gostam de comentar sobre o outro como se fossem especialistas e modelos de comportamento.

É verdade que alguns comportamentos machucavam, mas havia algo que os outros não conseguiam enxergar. Talvez já havia todo um sofrimento antes da traição.

Se tem algo que eu entendo é de traição. Mas também entendo que as pessoas precisam pegar mais leve com quem está do outro lado da tela e lembrar que são seres humanos.

Talvez por sermos todos humanos, acabamos caindo na racionalização ou emocionalização, temos dificuldade de encontrar um lugar no meio.

A verdade é que, muitas vezes, pausar era melhor do que se pronunciar. Quando o assunto é cutucado vez atrás de vez, é como se a ferida continuasse aberta e o luto não encontra espaço.

Então, talvez não exista algo certo ou errado. Mas para todos aqueles que sentem um gatilho diante da situação, talvez seja bom se distanciar e lembrar, que no final de contas, somos todos seres humanos, fadados a errar e a acertar.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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