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Destaques

Dose de poesia

Uma dose de poesia, às vezes, era tudo o que precisava para levar o dia. Tomava uma dose, mesmo sem saber sobre o que viria pela frente, gostava de se deixar surpreender pelo texto. Em dias mais tristes, encontrava certo conforto na poesia. Já nos dias mais felizes, encontrava uma certa dose de validação. O silêncio também poderia ser poesia. E havia certa beleza em desfrutar da paz. Era em dias barulhentos que mais valorizávamos o silêncio. Continuava se alimentando de letras, na esperança de produzir novas histórias e manter o fluxo de palavras livre. A cada poesia que lia era como se alimentar de uma colherada de uma sopa de letrinhas. Não sabia explicar o como, mas encontrava conforto para o espírito. A cada texto lido, algo se mudava dentro de mim e a pessoa que lia vai se transformando. Bastava uma dose de poesia.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bru...

Dose de pausa

Diante de tragédias, muitas vezes precisamos pausar. Mas o que costuma acontecer é o oposto. O assunto acaba gerando cada vez mais engajamento.


Como encarar tantos comentários cheios de julgamentos? Como perceber que as pessoas têm uma certa dose de superioridade e gostam de comentar sobre o outro como se fossem especialistas e modelos de comportamento.

É verdade que alguns comportamentos machucavam, mas havia algo que os outros não conseguiam enxergar. Talvez já havia todo um sofrimento antes da traição.

Se tem algo que eu entendo é de traição. Mas também entendo que as pessoas precisam pegar mais leve com quem está do outro lado da tela e lembrar que são seres humanos.

Talvez por sermos todos humanos, acabamos caindo na racionalização ou emocionalização, temos dificuldade de encontrar um lugar no meio.

A verdade é que, muitas vezes, pausar era melhor do que se pronunciar. Quando o assunto é cutucado vez atrás de vez, é como se a ferida continuasse aberta e o luto não encontra espaço.

Então, talvez não exista algo certo ou errado. Mas para todos aqueles que sentem um gatilho diante da situação, talvez seja bom se distanciar e lembrar, que no final de contas, somos todos seres humanos, fadados a errar e a acertar.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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