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Destaques

Resenha: Amêndoas – Won-pyung Sohn

O que dizer sobre o livro Amêndoas , de Won-pyung Sohn ? Fazia tempo que queria ler este livro coreano. Após todo esse tempo, finalmente ficou disponível na BibliOn. Talvez por ter criado muitas expectativas em cima do livro, acabei me decepcionando um pouco, achando o personagem um pouco estereotipado. Posso imaginar como deve ser a vida de quem tem Alexitimia, mas creio que a maneira que foi abordada no livro não é a melhor. O personagem chega a ser visto como um monstro pela própria família, não necessariamente de uma maneira negativa e por grande parte das pessoas como um robô. A maneira peculiar que foi contada a história revela um personagem que sofre sem saber que está sofrendo. Mas não só a tristeza, é incapaz de sentir qualquer emoção.  Creio que o momento de mais emoção do livro é, literalmente, no clímax. Há vários momentos felizes e tristes pelos quais o personagem passa, que embora ele não consiga identificar, é difícil o leitor não se emocionar por ele.  Amêndoas...

Contatos de 4º Grau

"Contatos de 4º Grau" é um filme que conta uma suposta história baseada em fatos reais que aconteceram com uma psicóloga chamada Abbey Tyler. No início do filme, a atriz que a interpreta, Milla Jovovich (Resident Evil e Joana D'Arc), começa dizendo que o filme é "uma dramatização fiel aos acontecimentos de outubro de 2000". Após a apresentação da atriz, um ator que interpreta um psicólogo colega dela, também dá o seu "depoimento" sobre a veracidade das cenas.

Diferente das muitas críticas que saíram sobre o filme ser uma farsa e o público considerar-se enganado, acredito que a campanha em cima do filme foi bem interessante, podendo se comparar ao sucesso das estratégias utilizadas para promover o filme "Bruxa de Blair".
Um recurso utilizado no filme é a divisão da tela entre as gravações das supostas cenas reais e de aúdios das entrevista/sessões com os pacientes da psicóloga e as próprias imagens do diretor do filme, colocando lado a lado, interpretação e realidade. Como a qualidade das imagens e sons das supostas gravações não são tão boas, cria-se um efeito de ilusão convincente.

O fato dos dois atores confirmarem a história faz com que quem esteja assistindo envolva-se com a história. Afinal, qual o propósito do filme se não, entreter? De acordo com um artigo escrito por Bia Caglini, formada em ciências sociais, "O cinema, em sua origem, tem como função entreter, transportar o espectador para aquela realidade apresentada na tela".

Confesso que quando o filme acabou, minha curiosidade foi maior e logo fui pesquisando sobre a suposta doutora e a cidade do Alaska onde os fatos aconteceram.

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