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Destaques

Autismo: Asperger jornalista e o silenciamento sobre tratamentos falsos e perigosos

Desde que algumas pessoas descobriram que além de autista/Asperger, sou jornalista, elas me bloquearam e/ou fecharam o perfil para mim. Meu radar dificilmente falha.


Se eu souber de envolvimento com tratamentos falsos, eu não vou ficar em silêncio.

Estou conscientizando para que os familiares façam a parte deles e denunciem profissionais antiéticos, mas se as pessoas se omitirem, quebrarei mais silêncios.

Quando falamos de tratamentos falsos, as pessoas imaginam coisas 'básicas'. O que elas não imaginam são crianças sendo torturadas e morrendo nas mãos de profissionais irresponsáveis e pais que não pesquisaram o suficiente sobre o assunto e foram enganados.

Estão avisados. Nunca escondi minhas intenções. Sou transparente. E não sou o único lutando contra o charlatanismo. Nem todo mundo se posiciona publicamente. Não quer dizer que não estejam de olhos abertos.

Há muita sujeira embaixo do tapete. Profissionais charlatões palestrando em eventos de autismo: algo totalmente contrá…

Contatos de 4º Grau

"Contatos de 4º Grau" é um filme que conta uma suposta história baseada em fatos reais que aconteceram com uma psicóloga chamada Abbey Tyler. No início do filme, a atriz que a interpreta, Milla Jovovich (Resident Evil e Joana D'Arc), começa dizendo que o filme é "uma dramatização fiel aos acontecimentos de outubro de 2000". Após a apresentação da atriz, um ator que interpreta um psicólogo colega dela, também dá o seu "depoimento" sobre a veracidade das cenas.

Diferente das muitas críticas que saíram sobre o filme ser uma farsa e o público considerar-se enganado, acredito que a campanha em cima do filme foi bem interessante, podendo se comparar ao sucesso das estratégias utilizadas para promover o filme "Bruxa de Blair".
Um recurso utilizado no filme é a divisão da tela entre as gravações das supostas cenas reais e de aúdios das entrevista/sessões com os pacientes da psicóloga e as próprias imagens do diretor do filme, colocando lado a lado, interpretação e realidade. Como a qualidade das imagens e sons das supostas gravações não são tão boas, cria-se um efeito de ilusão convincente.

O fato dos dois atores confirmarem a história faz com que quem esteja assistindo envolva-se com a história. Afinal, qual o propósito do filme se não, entreter? De acordo com um artigo escrito por Bia Caglini, formada em ciências sociais, "O cinema, em sua origem, tem como função entreter, transportar o espectador para aquela realidade apresentada na tela".

Confesso que quando o filme acabou, minha curiosidade foi maior e logo fui pesquisando sobre a suposta doutora e a cidade do Alaska onde os fatos aconteceram.

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