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Destaques

Um ano e um mês sem fumar cigarro

 No primeiro ano e um mês sem fumar cigarro situações estressantes podem servir como gatilho para uma recaída, mas consegui me manter longe do cigarro. Até quando vou conseguir? Não faço ideia, mas preciso continuar tentando. A ilusão de que o cigarro pode ajudar com a ansiedade, nos faz esquecer que ele próprio pode causar ansiedade. Logo, mesmo que sirva como um alívio momentâneo, não significa que é a melhor escolha. Assim como vivem aqueles com dependência, é preciso saber viver um dia de cada vez e estar preparado para caso o pior aconteça. Manter-se a uma distância segura dos gatilhos pode diminuir o impacto e não aumentar a dose repentina de fumar cigarro. Tudo muito mais fácil na teoria do que na prática, mas que funciona. Ia, então, passando os dias. Preenchi as horas com poesia. Tinha sempre algo novo a aprender. E ia renovando a esperança de deixar o cigarro no passado de uma vez por todas. Ia aprendendo a regular as emoções e não dar mais importância do que as coisas ti...

Diferenças entre a reportagem e o rádio-documentário

Em seu trabalho "HISTÓRIA ORAL E DOCUMENTÁRIO RADIOFÔNICO: DISTINÇÕES E CONVERGÊNCIAS", a pesquisadora Carmen Lucia José, da Universidade São Judas Tadeu e PUC - SP, explicou algumas diferenças e semelhanças entre a reportagem para rádio e o documentário radiofônico.

Carmen Lucia José diz em seu texto, "inicialmente, o documentário esteve muito próximo do texto jornalístico, porque ambos partiam de um fato ou acontecimento para fazer deles o referente, tema ou assunto, a ser tratado em alguns de seus aspectos, aspectos estes que são devidamente preestabelecidos pela pauta".

A pesquisadora explica que o tempo padrão da reportagem e do rádio-documentário variam, sendo o primeiro de aproximadamente 35 segundos e o segundo de 1 hora.

Diferente da reportagem que trabalha com uma "notícia lida no estúdio e ilustrada com alguma sonora", o documentário radiofônico tem autonomia em relação aos fatos, não precisa ser factual ou ter alguma ocorrência do passado que é comemorada.

No documentário existem muitas sonoras, e elas "compõem a espinha dorsal da estrutura desta peça radiofônica porque elas significam a ocupação do espaço/tempo midiático pelas vozes que não são profissionalmente da radiofonia". O rádio-documentário possibilita espaço e tempo do rádio às pessoas que sempre foram receptoras.

Segundo a autora da pesquisa, a reportagem conta uma história em maior profundidade, envolve-se um quem e o quê. E no documentário, busca-se a generalidade do tema, logo envolve-se vários representantes e variados pontos de vista. Diferente da objetividade da reportagem, muitas vezes nos documentários os envolvidos expressam lembranças e opiniões.

Na reportagem o ângulo é pré-estabelecido, existe uma preferência pela informação mais importante. No documentário radiofônico se expões os ângulos, não se tem esta preocupação com a hierarquização dos dados.


No final do trabalho a autora deixa uma reflexão: "Afinal, por que o áudio, e mais especialmente o rádio, precisa continuar sendo feito na base do improviso ou parecendo que é assim que se faz?".

Referência

JOSÉ, Carmen Lúcia. HISTÓRIA ORAL E DOCUMENTÁRIO RADIOFÔNICO: DISTINÇÕES E CONVERGÊNCIAS
Disponível em: http://www.comidia.ufrn.br/toquederadio/html/Artigo_para_Toque.pdf

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