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Destaques

Tempestade

Chegou como uma tempestade, daquelas que não queriam ir embora. Fez o dia se tornar noite, causou apagão e deixou a incerteza de quando as coisas voltariam ao normal. Era só uma tempestade como qualquer outra ou era diferente? Já nem se lembrava mais, só sabia que entre as piores sensações estavam a de ficar sem energia elétrica.  Não tinha medo do escuro. Mas também não achava a sensação mais agradável do mundo. Na teoria era uma ótima oportunidade para dormir bem. Na prática, a incerteza de quando as coisas iriam normalizar. Uma tempestade era como uma crise, tinha começo, meio e fim. As crises também passavam. As tempestades também passavam. Era na hora de dormir sem energia elétrica que não fazia ideia se o celular teria bateria suficiente para acorda-lo no dia seguinte. Era na insegurança que a crise parecia mais forte do que tinha sido. Era no silêncio que antecedia a chuva e a ventania que encontrava uma dose de paz. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Diferenças entre a reportagem e o rádio-documentário

Em seu trabalho "HISTÓRIA ORAL E DOCUMENTÁRIO RADIOFÔNICO: DISTINÇÕES E CONVERGÊNCIAS", a pesquisadora Carmen Lucia José, da Universidade São Judas Tadeu e PUC - SP, explicou algumas diferenças e semelhanças entre a reportagem para rádio e o documentário radiofônico.

Carmen Lucia José diz em seu texto, "inicialmente, o documentário esteve muito próximo do texto jornalístico, porque ambos partiam de um fato ou acontecimento para fazer deles o referente, tema ou assunto, a ser tratado em alguns de seus aspectos, aspectos estes que são devidamente preestabelecidos pela pauta".

A pesquisadora explica que o tempo padrão da reportagem e do rádio-documentário variam, sendo o primeiro de aproximadamente 35 segundos e o segundo de 1 hora.

Diferente da reportagem que trabalha com uma "notícia lida no estúdio e ilustrada com alguma sonora", o documentário radiofônico tem autonomia em relação aos fatos, não precisa ser factual ou ter alguma ocorrência do passado que é comemorada.

No documentário existem muitas sonoras, e elas "compõem a espinha dorsal da estrutura desta peça radiofônica porque elas significam a ocupação do espaço/tempo midiático pelas vozes que não são profissionalmente da radiofonia". O rádio-documentário possibilita espaço e tempo do rádio às pessoas que sempre foram receptoras.

Segundo a autora da pesquisa, a reportagem conta uma história em maior profundidade, envolve-se um quem e o quê. E no documentário, busca-se a generalidade do tema, logo envolve-se vários representantes e variados pontos de vista. Diferente da objetividade da reportagem, muitas vezes nos documentários os envolvidos expressam lembranças e opiniões.

Na reportagem o ângulo é pré-estabelecido, existe uma preferência pela informação mais importante. No documentário radiofônico se expões os ângulos, não se tem esta preocupação com a hierarquização dos dados.


No final do trabalho a autora deixa uma reflexão: "Afinal, por que o áudio, e mais especialmente o rádio, precisa continuar sendo feito na base do improviso ou parecendo que é assim que se faz?".

Referência

JOSÉ, Carmen Lúcia. HISTÓRIA ORAL E DOCUMENTÁRIO RADIOFÔNICO: DISTINÇÕES E CONVERGÊNCIAS
Disponível em: http://www.comidia.ufrn.br/toquederadio/html/Artigo_para_Toque.pdf

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