Pular para o conteúdo principal

Destaques

Autismo: O dever de combater o charlatanismo como autista, escritor e jornalista

Admiro artistas que se posicionam. Admiro pessoas que não ficam em silêncio quando vêem coisas erradas acontecendo. Neste mês, aproveitando o embalo da conscientização, estou fazendo campanha contra o charlatanismo e tratamentos falsos de autismo (Mais de 8).


Compre o livro Autismo: Guia Essencial para Compreensão e Tratamento, dos autores Fred R. Volkmar e Lisa A. Wiesner: https://amzn.to/2IwNmHo

Mesmo sem muito apoio, sigo em frente. E ao mesmo tempo, colegas estão fazendo campanha para acabar com o MMS no Brasil – um produto corrosivo e proibido que muitos pais de autistas usam neles achando que vão curá-los e pode matar.

Eu poderia ficar omisso, afinal, sou Asperger com Altas Habilidades, tive diagnóstico só aos 29 anos e sei como me camuflar – do espectro autista inteiro, faço parte daqueles que estão mais próximos do que é ser um neurotípico (não-autista) aos olhos de quem não entende do assunto e dizem frases como 'não parece autista', mas me nego a ficar calado vendo ta…

Para quem escrevem os jornalistas?

O artigo de Rita Correia "Para quem escrevem os jornalistas?" tem como objetivo esclarecer quem é o público dos jornalistas: as audiências, os líderes de opinião, os outros jornalistas, os outros jornais, os patrões, o meio de comunicação, as fontes, os potenciais anunciantes, si próprios, os cidadãos.


Audiências

A autora considera a audiência do ponto de vista quantitativo e explica que a responsabilidade financeira trouxe uma ótica diferente para as redações, sendo o leitor visto como cliente e as notícias a serviço ao cliente.

Correia fala que esta transformação dos meios de comunicação em produtos de consumo gera uma contradição, visto que o leitor quer ser tratado de forma personalizada, mas para expandir o mercado acaba-se criando consumidores homogêneos, "de forma a aumentar as audiências dos produtos com conteúdos também necessariamente homogêneos".

Líderes de opinião

De acordo com Rita Correia os líderes de opinião são especialmente importantes para os jornalistas e existem três aspectos que devem ser considerados. ¹ Estes líderes constituem o seu público privilegiado (dirigentes políticos, econômicos, midiáticos); ² Apesar dos efeitos

da massificação da informação, os líderes de opinião continuam a ter um papel importante na modelação das atitudes e valores das comunidades e grupos coesos ³ Os líderes de opinião podem ser fontes do jornalista ou do jornal, pois podem conhecer o futuro desencadear de uma dada ocorrência.

Jornalistas

Os jornalistas escrevem mais para outros jornalistas do que para o público, insconcientemente, porque recebem orientações, indicações, elogios, críticas, troca informações e compra notícias destes.

Existem também os jornalistas que têm a função de escrever para outros jornalistas, como os que trabalham em agências de notícias.

Outros jornais

Na competição entre os meios de comunicação de massa, alguns jornalistas tentam publicar uma notícia primeiro do que os outros, refletindo em divulgações prematuras de notícias que não foram investigadas o suficiente e na seleção de notícias que os outros jornais também tenham interesse em divulgar.

Patrões

Os jornalistas escrevem para os patrões, pois estes além de proprietários das mídias, “o empresário jornalístico, como qualquer outro empresário, pretende alcançar o lucro máximo possível.

Meio de comunicação

Em relação ao meio de comunicação, a autora identifica duas vertentes: "nem todos os acontecimentos estão igualmente disponíveis para todos os jornalistas" e o fato das notícias terem tamanho e forma pré-determinada.

Fontes

Os jornalistas escrevem de duas formas para as fontes, de forma indireta, quando escrevem divulgam uma informação por elas fornecidas e conscientemente, quando se deixam influenciar ou quando evitam situações de ruptura.

Potenciais anunciantes

A escrita dos jornalistas pode ser de auto-promoção, divulgando informações que atraem publicidade e de auto-censura, "refere-se aos casos em que surgem pressões dos anunciantes".

Para si próprios

Correia explica que os jornalistas conhecem muito pouco o seu público e são eles que pensam que tipo de notícias é mais importante para o público.

Cidadãos

O compromisso com os cidadãos deve ser fundamental.
 
Acesse o artigo na íntegra

Comentários

Mais lidas da semana