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Destaques

Rede Sombria: Documentários sobre o lado tenebroso da tecnologia

Tecnologia, poder e controle. Se você gosta de Black Mirror e outras histórias de ficção científica, sem dúvidas vai se interessar pela série de documentários Rede Sombria (Dark Net), criada por Mati Kochavi para o canal Showtime, disponível no momento no catálogo da Netflix Brasil.


A série de duas temporadas e um total de 16 episódios aborda diferentes maneiras que a tecnologia foi/será incorporada no nosso dia a dia e quais são/serão seus impactos positivos e negativos e o lado sombrio do universo digital.

Privacidade, polarização, redes sociais, reconhecimento facial, inteligência artificial, relacionamentos virtuais, biohackeamento, crimes cibernéticos, moderadores de conteúdos da internet, abusos policiais, lavagem cerebral, segurança, realidade virtual, entre outros assuntos são discutidos em Rede Sombria.

Ao mesmo tempo em que a internet e a tecnologia podem ser ótimas ferramentas, nas mãos de pessoas mal-intencionadas muitas questões éticas e criminais ainda devem ser discutid…

Cyberpunks: Anarquia Digital

Os cyberpunks são os grandes representantes da cibercultura. Para André Lemos, os cyberpunks acreditam que a rede é livre e portanto, o conteúdo deve ser de livre acesso e a privacidade pode ser tratado como um direito quase que inexistente.

O pesquisador nomeia os cyberpunks com o termo: “outsiders”: aqueles que estão fora das regras impostas pela sociedade; visionários da tecnologia; produtos de um mundo tecnológico que transformou o produto real em virtual. Estes buscam utilizar as ferramentas fornecidas pelo mundo virtual para a disponibilização do máximo de informações possíveis, pois eles são contra o segredo e o acúmulo da informação.

A filosofia dos cyberpunks é a de autonomia, do “faça-você-mesmo”. Lemos explica que as características destes punks do ciberespaço estão presentes na música, moda, design, cinema etc. É fundamental mencionar que estes amantes da tecnologia são apoiadores do copyleft, “tudo pode ser copiado”.

O termo ‘cyberpunk’ começou a ser usado nos anos 80 e apareceu pela primeira vez no romance de ficção científica Neuromancer, escrito por William Gibson, lançado em 1984. Muitas livros de ficções com temas futurísticos escritas há alguns anos, atualmente fazem parte da nossa realidade.

Lemos diz que os hackers são considerados os cyberpunks reais. Eles foram os responsáveis pelo nascimento da informática e diferente do que muitos pensam, os primeiros hackers queriam descobrir as falhas dos sistemas de grandes empresas e instituições governamentais. Os hackers também são muito curiosos e adoram desvendar mistérios, característica visível nos integrantes no ciberespaço.

Novas medidas devem ser tomadas em relação à privacidade e aos direitos autorais no ciberespaço. É necessário que as leis sejam revisadas e os usuários tenham suas informações protegidas, diferente do que os cyberpunks pensam nem tudo deve ser de livre acesso, porém as leis autorais também devem ser menos restritas, no que concerne aos downloads 'ilegais'.

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