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Destaques

Lugar Seguro

Um lugar seguro, às vezes, era tudo o que precisava para se proteger do excesso de ansiedade. Aprendera que a imaginação poderia ser poderosa e ajudar a criar uma distância segura e temporária. Já imaginava que sentiria ansiedade, mas não fazia ideia da intensidade. Nesses momentos era fácil lembrar quando o cigarro servia como uma válvula de escape, mas desta vez precisava aprender a lidar com isso livre de nicotina. Caminhar, ouvir música relaxante, música e ler livros eram coisas que também ajudavam, bem como assistir séries ou filmes para se distrair. Existia um limite de quanto era possível diminuir a ansiedade, mas cada pequena coisa fazia toda diferença. Ansiedade era algo que não desejava para ninguém.  Então, temporariamente se imaginar em um lugar seguro poderia fazer toda diferença. Era algo que muita gente já fazia de forma intuitiva, mas que ao reaprender ganha um novo significado. Após dias sem escrever, estava sentindo falta de brincar com as palavras. A verdade é qu...

O espírito da Cibercultura: despesa improdutiva

Em seu livro: 'Cibercultura, Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea', o pesquisador André Lemos fala sobre o excesso de informação causado pela popularização da internet. Ele argumenta que o escritor francês Georges Bataillle dizia que a "sociedade só existe se deixar um espaço reservado para despesas improdutivas, para perdas e excessos".

De acordo com Lemos, é possível observar na cibercultura vários exemplos de frivolidades, "uma despesa excessiva, não acumulativa e irracional de bits".
- Dançar por horas em festas tecno;
- Viajar por vínculos banais (sem originalidade) e efêmeros (de pouca duração) do ciberespaço;
- Produzir vírus;
- Penetrar sistemas de computador;
- Trocar informação frívola em bate-papos e grupos sistemáticos.

André Lemos explica que os cyberpunks tentam disponibilizar o máximo de informações possíveis, muitas vezes, de forma excessiva, pois estes são contra o segredo e a acumulação da informação. "Os cyberpunks propõem a orgia de dados, a dança de bits pelo ciberespaço, a contaminação improdutiva de vírus, o transe, a colagem, as piratarias", ressalta.

No texto também fala-se sobre o cybernanthrope, que de acordo com o sociólogo francês Henri Lefebvre, seria um humano robotizado. Lemos explica que para Lefebvre o cybernanthrope é: "o tecnocrata preso a uma fascinação cega pela técnica a a sua correlata racionalista instrumental". O robô seria como um reflexo do cybernanthrope, mas não ele próprio.

O pesquisador ainda explica que o cybernanthrope é o oposto do cyberpunk, pois aquele quer o controle, a restrição, a estabilidade. "Ele é asséptico, austero, objetivo, racional", argumenta. Já o cyberpunk é mais radical e acredita que se não se pode escapar ao mundo tecnológico, devemos tornar as tecnologias ferramentas de prazer, de comunicação e de conhecimento. "As novas tecnologias da cibercultura devem nos ajudar a fazer diariamente de nossa vida uma obra de arte, aqui e agora; a tecnologia deve tornar-se um instrumento fundamental de compartilhamento de experiências, de prazer estético e de buscar de informação multimodal e multidirecional".

Para finalizar, o autor do livro argumenta que não existe um sistema tecnológico que aniquile a vida social.

Confira o texto na íntegra

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