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Destaques

1 ano e 3 meses sem fumar cigarro

1 ano e 3 meses sem fumar cigarro... A cada mês eu me surpreendo com o fato de ainda não ter desistido. Em momentos de estresse e ansiedade, como o que estamos vivendo das eleições, eu consegui dizer não ao cigarro. Não estava tentando provar nada para ninguém, só para si mesmo. Provando de que era capaz de abandonar um vício e construir hábitos saudáveis. Provando que não era impossível parar de fumar cigarro. Escrevia para deixar registrado. Escrevia para comemorar. Escrevia para lembrar outras pessoas que elas também serão capazes de parar de fumar cigarro. Dia após dia, havia momentos em que se esquecia completamente do cigarro. Porém, tinham momentos em que ainda sentia falta. Mesmo quando sentia falta se negava a ir comprar o cigarro. Sabia que o único modo de se manter sem fumar, era não começando. Uma vez que recomeçasse seria mais difícil ainda parar  Ia escrevendo para lidar com as emoções. De repente, pouco a pouco ia esvaziando a mente e vendo que não precisava mais do ...

O espírito da Cibercultura: despesa improdutiva

Em seu livro: 'Cibercultura, Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea', o pesquisador André Lemos fala sobre o excesso de informação causado pela popularização da internet. Ele argumenta que o escritor francês Georges Bataillle dizia que a "sociedade só existe se deixar um espaço reservado para despesas improdutivas, para perdas e excessos".

De acordo com Lemos, é possível observar na cibercultura vários exemplos de frivolidades, "uma despesa excessiva, não acumulativa e irracional de bits".
- Dançar por horas em festas tecno;
- Viajar por vínculos banais (sem originalidade) e efêmeros (de pouca duração) do ciberespaço;
- Produzir vírus;
- Penetrar sistemas de computador;
- Trocar informação frívola em bate-papos e grupos sistemáticos.

André Lemos explica que os cyberpunks tentam disponibilizar o máximo de informações possíveis, muitas vezes, de forma excessiva, pois estes são contra o segredo e a acumulação da informação. "Os cyberpunks propõem a orgia de dados, a dança de bits pelo ciberespaço, a contaminação improdutiva de vírus, o transe, a colagem, as piratarias", ressalta.

No texto também fala-se sobre o cybernanthrope, que de acordo com o sociólogo francês Henri Lefebvre, seria um humano robotizado. Lemos explica que para Lefebvre o cybernanthrope é: "o tecnocrata preso a uma fascinação cega pela técnica a a sua correlata racionalista instrumental". O robô seria como um reflexo do cybernanthrope, mas não ele próprio.

O pesquisador ainda explica que o cybernanthrope é o oposto do cyberpunk, pois aquele quer o controle, a restrição, a estabilidade. "Ele é asséptico, austero, objetivo, racional", argumenta. Já o cyberpunk é mais radical e acredita que se não se pode escapar ao mundo tecnológico, devemos tornar as tecnologias ferramentas de prazer, de comunicação e de conhecimento. "As novas tecnologias da cibercultura devem nos ajudar a fazer diariamente de nossa vida uma obra de arte, aqui e agora; a tecnologia deve tornar-se um instrumento fundamental de compartilhamento de experiências, de prazer estético e de buscar de informação multimodal e multidirecional".

Para finalizar, o autor do livro argumenta que não existe um sistema tecnológico que aniquile a vida social.

Confira o texto na íntegra

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