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Destaques

Wattpad lança programa de monetização para escritores internacionais

Nesta terça-feira, 13 de novembro de 2018, o Wattpad anunciou em seu blog o lançamento do programa Wattpad Next (Beta), mais uma forma de monetização para escritores internacionais. O sistema de histórias pagas funciona com moedas e os leitores poderão escolher desbloquear cada parte ou comprar a história completa.


Segundo informações da equipe da maior plataforma de histórias online do mundo, em outubro de 2018, o programa começou a ser testado no Canadá, Reino Unido, México e Filipinas e a partir deste mês de novembro estará disponível nos Estados Unidos e em 2019, a previsão de disponibilidade em países falantes do Espanhol e no mundo.

De acordo com informações do co-fundador do Wattpad, Allen Lau, o programa é uma forma de ajudar os escritores a ganharem dinheiro com suas histórias e de possibilitar aos leitores apoiarem seus autores favoritos. No vídeo sobre o programa, alguns membros da equipe afirmaram que é mais uma forma dos escritores poderem investir mais tempo se dedicando…

O espírito da Cibercultura: despesa improdutiva

Em seu livro: 'Cibercultura, Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea', o pesquisador André Lemos fala sobre o excesso de informação causado pela popularização da internet. Ele argumenta que o escritor francês Georges Bataillle dizia que a "sociedade só existe se deixar um espaço reservado para despesas improdutivas, para perdas e excessos".

De acordo com Lemos, é possível observar na cibercultura vários exemplos de frivolidades, "uma despesa excessiva, não acumulativa e irracional de bits".
- Dançar por horas em festas tecno;
- Viajar por vínculos banais (sem originalidade) e efêmeros (de pouca duração) do ciberespaço;
- Produzir vírus;
- Penetrar sistemas de computador;
- Trocar informação frívola em bate-papos e grupos sistemáticos.

André Lemos explica que os cyberpunks tentam disponibilizar o máximo de informações possíveis, muitas vezes, de forma excessiva, pois estes são contra o segredo e a acumulação da informação. "Os cyberpunks propõem a orgia de dados, a dança de bits pelo ciberespaço, a contaminação improdutiva de vírus, o transe, a colagem, as piratarias", ressalta.

No texto também fala-se sobre o cybernanthrope, que de acordo com o sociólogo francês Henri Lefebvre, seria um humano robotizado. Lemos explica que para Lefebvre o cybernanthrope é: "o tecnocrata preso a uma fascinação cega pela técnica a a sua correlata racionalista instrumental". O robô seria como um reflexo do cybernanthrope, mas não ele próprio.

O pesquisador ainda explica que o cybernanthrope é o oposto do cyberpunk, pois aquele quer o controle, a restrição, a estabilidade. "Ele é asséptico, austero, objetivo, racional", argumenta. Já o cyberpunk é mais radical e acredita que se não se pode escapar ao mundo tecnológico, devemos tornar as tecnologias ferramentas de prazer, de comunicação e de conhecimento. "As novas tecnologias da cibercultura devem nos ajudar a fazer diariamente de nossa vida uma obra de arte, aqui e agora; a tecnologia deve tornar-se um instrumento fundamental de compartilhamento de experiências, de prazer estético e de buscar de informação multimodal e multidirecional".

Para finalizar, o autor do livro argumenta que não existe um sistema tecnológico que aniquile a vida social.

Confira o texto na íntegra

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