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Destaques

Virada

É na esperança de uma virada que muita gente se uniu e se posicionou. Há tempos não vinha tanta mobiliza nas redes sociais. Foi algo lindo de ver.  Uma virada ainda é possível? Tudo pode acontecer em uma semana. Vejo as pessoas tirando um tempo para engajar e conhecer outras pessoas que vão votar no mesmo candidato. E quando a pesquisa mostrou virada, não havia como não sentir esperança. A verdade era que muita gente tinha medo de se posicionar, mas com a chegada das eleições, sabia que não havia tempo a perder  Então, seguia escrevendo, na esperança de que ainda fosse possível. Na esperança de que dias melhores viriam. Na esperança de uma virada.  Como com grande parte dos artistas por aqui não tinha como ser diferente. Nem mesmo era uma opção a se considerar. Tudo o que poderia fazer era torcer para uma virada. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Br...

O espírito da Cibercultura: despesa improdutiva

Em seu livro: 'Cibercultura, Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea', o pesquisador André Lemos fala sobre o excesso de informação causado pela popularização da internet. Ele argumenta que o escritor francês Georges Bataillle dizia que a "sociedade só existe se deixar um espaço reservado para despesas improdutivas, para perdas e excessos".

De acordo com Lemos, é possível observar na cibercultura vários exemplos de frivolidades, "uma despesa excessiva, não acumulativa e irracional de bits".
- Dançar por horas em festas tecno;
- Viajar por vínculos banais (sem originalidade) e efêmeros (de pouca duração) do ciberespaço;
- Produzir vírus;
- Penetrar sistemas de computador;
- Trocar informação frívola em bate-papos e grupos sistemáticos.

André Lemos explica que os cyberpunks tentam disponibilizar o máximo de informações possíveis, muitas vezes, de forma excessiva, pois estes são contra o segredo e a acumulação da informação. "Os cyberpunks propõem a orgia de dados, a dança de bits pelo ciberespaço, a contaminação improdutiva de vírus, o transe, a colagem, as piratarias", ressalta.

No texto também fala-se sobre o cybernanthrope, que de acordo com o sociólogo francês Henri Lefebvre, seria um humano robotizado. Lemos explica que para Lefebvre o cybernanthrope é: "o tecnocrata preso a uma fascinação cega pela técnica a a sua correlata racionalista instrumental". O robô seria como um reflexo do cybernanthrope, mas não ele próprio.

O pesquisador ainda explica que o cybernanthrope é o oposto do cyberpunk, pois aquele quer o controle, a restrição, a estabilidade. "Ele é asséptico, austero, objetivo, racional", argumenta. Já o cyberpunk é mais radical e acredita que se não se pode escapar ao mundo tecnológico, devemos tornar as tecnologias ferramentas de prazer, de comunicação e de conhecimento. "As novas tecnologias da cibercultura devem nos ajudar a fazer diariamente de nossa vida uma obra de arte, aqui e agora; a tecnologia deve tornar-se um instrumento fundamental de compartilhamento de experiências, de prazer estético e de buscar de informação multimodal e multidirecional".

Para finalizar, o autor do livro argumenta que não existe um sistema tecnológico que aniquile a vida social.

Confira o texto na íntegra

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