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Destaques

Autismo: Profissionais antiéticos envolvidos com tratamentos proibidos e perigosos

Quando lancei uma campanha contra tratamentos sem evidências científicas do autismo, tive pouquíssimo apoio. Isso me ajudou a ver quem é quem, quem coloca as cartas na mesa ou não, quem está/estava com medo.


Infelizmente, além de estarmos abertos às ameaças abertas ou veladas, também existe muito silenciamento; muitas famílias fazendo tratamentos que são proibidos e perigosos e profissionais antiéticos que deveriam ser processados e/ou deveriam perder a licença.

Em vários países, isso já deu processos e prisões, mas no Brasil, nada é como deveria ser. Alguém fica chocado de viver no mundo invertido?

Tem gente que adora brincar com fogo. Gente que difama autistas adultos e quase implora por um processo.

Preciso lembrar que essas coisas são crimes? Ah, não sabia? Agora já sabe.

Uma dica: A verdade demora, mas ela sempre vem. Não é que o Xadrez nos ensina algumas coisas?
Quanto à impunidade e a desinformação, pode ter certeza que vou continuar fazendo minha parte de passar informações de …

Reflexões sobre a morte no espaço virtual

A jornalista e doutora em Comunicação Michele Negrini escreveu um artigo relacionando à morte ao ciberespaço. O artigo "A morte no espaço virtual: reflexões sobre a comunidade do Orkut 'Profiles de Gente Morta'" procura refletir o tratamento da morte na comunidade. Fundada no dia 23 de dezembro de 2004, atualmente ela conta com 77.094 membros. Negrini conta que foram observados 23 tópicos postados nos dias 17, 18, 19 e 20 de julho de 2007 referentes a perfis de pessoas mortas em situações trágicas e inesperadas.

A morte sempre foi tema observado e debatido no cotidiano das pessoas, de acordo com a autora, somos a única espécie que tem a certeza da morte durante a existência. O assunto que antes era abordada em livros e nos meios de comunicação social ganhou um novo território interessante para esta discussão, o ciberespaço. Negrini explica: "Na rede de relacionamentos Orkut podemos encontrar inúmeros espaços voltados à discussão da morte, como a comunidade “Profiles de Gente Morta”".

Argumenta-se no artigo que a morte é um tema complexo para o ser humano e que observar a comunidade "Profiles de Gente Morta" é uma forma de ver "um espaço onde as pessoas podem ser livres das interdições que a sociedade coloca para tratar a temática e expor suas curiosidades, anseios, angústias, enfim, tudo o que pensam sobre a finitude". A pesquisa feita pela jornalista buscou dar sentido aos conteúdos debatidos pelos membros na comunidade em relação à morte trágica e inesperada.

Sobre a pesquisa no ciberespaço é importante que se observe e colete os dados dos usuários e de suas interações virtuais. Uma dificuldade encontrada nestas pesquisas é a criação de múltiplas personalidades eletrônicas por uma única pessoa. Negrini conta que as interações neste estudo ficaram no nível da observação.

A pesquisadora explica que a morte tem sido amplamente discutida no ciberespaço, devido a facilidade de se encontrar sites e espaços para discussão e contemplação da morte. Negrini diz que a pesquisa na comunidade 'Profiles de Gente Morta' mostrou-se interessante e peculiar para pesquisar a morte, já que a maior parte dos tópicos são sobre perfis de alguém que morreu recentemente de forma trágica e a explicação da forma como se deu a morte. "A partir da postagem do perfil do falecido, visitas são feitas a este perfil e comentários e análises sobre a pessoa dele são dispensadas, além de serem feitos comentários sobre a forma que morreu e de serem dados votos de descanso a ele em uma possível vida enterna", justifica.

Algumas conclusões podem ser tiradas com a observação das postagens na comunidade, por exemplo: os membros são interessados em contemplar a temática da morte; as mortes trágicas chamam mais a atenção e estas comovem mais os usuários; não há deboches e nem blasfêmias contra as pessoas que morreram, sendo estas uma das regras da comunidade. Também foram observados que a morte inesperada traz sentimentos de perplexidade, curiosidade, piedade e comoção aos membros da comunidade.

"Independentemente da forma como a morte ocorreu, se ela foge de uma situação comum, corriqueira, desperta muita comoção nas pessoas", acredita. A pesquisa apurou que a morte inesperada que mais choca e causa indignação entre os membros está a morte por crime violento.

Michele Negrini concluiu que no espaço virtual o público tem autonomia para discutir o que no mundo off-line é considerado proibido e pode expor tudo o que pensa sobre a morte sem ter medo de sofrer restrições da sociedade e da cultura. Quanto às postagens, algumas são apenas desejo de descanso eterno ao falecido, "o que demonstra que a pessoa entrou na comunidade para saber mais sobre a morte, para conhecer quem está morrendo e como morreu. Isso evidencia que a 'morte do outro' causa uma espécie de fascínio no ser humano", finaliza.

Acesse o artigo na íntegra

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