Pular para o conteúdo principal

Destaques

Resenha: Ed e Lorraine Warren: Vidas Eternas – Robert Curran e Jack & Janet Smurl

Entre o ceticismo e a curiosidade, as histórias de Ed e Lorraine Warren conquistaram pessoas de vários países graças às adaptações para filmes de terror inspiradas em casos investigados pelo casal de investigadores paranormais. Levando em conta o interesse dos leitores, a editora DarkSide Books publicou o livro Ed e Lorraine Warren:Vidas Eternas, escrito por Robert Curran que conta a experiência vivida por Jack e Janet Smurl. A obra foi lançada em 2019, com tradução de Eduardo Alves.


Compre o livro Vidas Eternas: https://amzn.to/2nwUw5A

Histórias como a da família Smurl, ainda que sejam questionáveis sobre o que teria realmente acontecido, quais partes foram aumentadas e/ou inventadas pela família, pelo escritor e/ou pelos próprios investigadores paranormais, deixam um gosto de nostalgia e também nos fazem pensar no sucesso de adaptações com temáticas semelhantes para o cinema.

A humanidade sempre tenta explicar o que não consegue entender. Divididos entre ficar em negação e se acostum…

Informação e sociabilidade no Orkut

Com o objetivo de estudar as relações de sociabilidade existentes nas comunidades do Orkut, Júlio Afonso Sá de Pinho Neto escreveu o artigo: "Informação e sociabilidade nas comunidades virtuais: um estudo sobre o Orkut". O autor do trabalho publicado em 2010 é Professor do Departamento de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Através de um estudo de caso da comunidade "João Pessoa", pertencente à categoria Cidades e Bairros, o pesquisador realizou encontros presenciais com os participantes da comunidade, para verificar os dados obtidos virtualmente e presencialmente. A pesquisa buscou investigar na comunidade especificada se a troca de informações nas redes socias representa um novo local de sociailidade, capaz de produzir a democratização do acesso à informação.

O pesquisador explica que o Orkut foi escolhido por ser a rede social com maior número de usuários brasileiros. A pesquisa utilizada foi a qualitativa e a observação foi feita seguindo dois procedimentos: aproximação com o público-alvo da pesquisa e participação e análise dos tópicos do fórum da comunidade.

Confira abaixo algumas conclusões do pesquisador:

- Os mecanismos encontrados na página dos usuários, como descrição do perfil, quantidade de amigos, número de depoimentos, albúns de fotos, facilitam uma construção virtual de si mesmo tendo como referência os padrões estéticos da atual sociedade de consumo;

- “A descrição do perfil representa para o usuário uma preocupação em atender as expectativas de todos aqueles terão acesso à sua página pessoal na tentativa de avaliar sua identidade”;

- A escolha de comunidades não tem como objetivo primário a obtenção de informações e conhecimento ou a discussão de temas temas controversos e de importância para a vida social e política, mas apenas evidenciar hábitos, comportamentos, atitudes, preferências e traços de personalidade. A comunidade “João Pessoa” possui mais de 66 mil integrantes, mas o número de usuários que participam ativamente do fórum é insignificante, em torno de no máximo 100 pessoas;

- A superficialidade e banalidade dos conteúdos inviabiliza a prática do debate;

- A qualidade dos tópicos geralmente é mantida através dos moderadores (organizam e garantem o bom andamento ético e operacional das discussões presentes no fórum), tópicos fixos (evitam a abertura indiscriminada de novos tópicos) e temporários. “Isto por si só já é uma prova inconteste de que o excesso de informações ameaça a possibilidade do debate e da reflexão nessas comunidades”;

- Os insatisfeitos com o modelo de gestão da comunidade acabam criando outras comunidades de igual interesse, o que fragmenta a proposta da comunidade em estudo: manter uma rede de relacionamento com os habitantes da cidade de João Pessoa;

- “Estes atuais recursos tecnológicos voltados para a informação são plenos em novas possibilidades, mas pecam por não estarem, na grande maioria das vezes, inseridos em uma política de gestão e uso da informação capaz de provocar transformação e mudança social”.

Acesse o artigo na íntegra

Comentários

Mais lidas da semana