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Destaques

Dose de frio

Foi-se o tempo em que costumava pedir dose de frio. Quanto mais envelhecia, mais vinha a sensação de que o frio poderia durar menos tempo. Entre casacos e cobertas, sempre pensava naquela que talvez não tivessem as mesmas condições de enfrentar esse frio com o mínimo de conforto e segurança. Então, torcia para que o frio fosse embora. De frio, já bastava o último coração que havia tocado. Quente e frio, quente e frio... Mas tudo terminava em frio e frio. Foram embora os dias em que comemorava o frio. Não sabia quando havia mudado, mas sabia que já não costumava mais apreciar quanto antigam. Ia, então, se despedindo do frio um pouco a cada dia, na esperança de que ele fosse embora e nO voltasse tão cedo. O que antes era motivo de celebração, agora significava motivo para dizer tchau. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)...

Cartilha para jornalistas orienta como abordar o suicídio

A jornalista Ariane Fonseca escreveu em seu blog 'Diário de um repórter' um post sobre uma cartilha desenvolvida pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), em 2009, que contém orientações sobre a melhor forma de abordar o suicídio na imprensa, de preservar o direito à informação e colaborar para a prevenção. Gostei da cartilha e resolvi compartilhá-la aqui: "Comportamento suicida: Conhecer para prevenir" - dirigida para profissionais da imprensa.

Segundo a cartilha, noticiar suicídios traz o dilema de como informar, sem provocar danos. Os autores argumentam que muitos veículos de comunicação optam por não divulgar o suicídio, pois a veiculação inapropriada deste poderia estimular outros atos.

Com o objetivo de fortalecer uma parceria entre psiquiatras e jornalistas, a cartilha traz dicas de como informar, e se possível, auxiliar a população exposta ou sob risco de suicídio. Além de trazer dados numéricos importantes de cidades brasileiras que possuem alto coeficiente de suicídio e expor os transtornos mentais que são fatores de risco. "A população seria muito beneficiada se fosse informada a esse respeito: como reconhecer uma doença mental, quais os tratamentos disponíveis, sua efetividade, e onde obter apoio emocional. Provavelmente, muitos seriam encorajados a procurar ajuda", justifica.

* Dica importante sugerida na cartilha: criar na reportagem um quadro com as principais características de transtornos mentais, seus impactos sobre os indivíduos e endereços onde abter ajuda.

Cartilha para jornalistas: como abordar o suicídio na mídia

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