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Destaques

Seis meses sem cigarro

Seis meses sem cigarro. Há um tempo parecia algo impossível de alcançar e aqui estava ele: estaria mentindo se dissesse que ainda não tinha fissura, mas havia conseguido controlar bem mais como nunca imaginara antes. Seis meses davam uma sensação boa. Seis meses sem fumar um cigarro, mesmo passando por inúmeras situações de estresse e de ansiedade. Seis meses aprendendo a regular as emoções de forma a não descontar no vício. Os meses iam passando. Datas que antes pareciam impossíveis se tornam reais. Já imaginara quando seria quando completasse um ano sem cigarro. Ia escrevendo para comemorar e lembrar que os pequenos dias também importavam. Escrevia para lembrar que o difícil não era impossível e qualquer um poderia conseguir se livrar do cigarro, por mais difícil que parecesse no início. Escrevia para agradecer a si mesmo por ter se libertado de algo que fazia tão mal e muita gente ainda acreditava que fazia bem. Escrevia para deixar claro que não queria voltar atrás e mesmo nos dias...

Cartilha para jornalistas orienta como abordar o suicídio

A jornalista Ariane Fonseca escreveu em seu blog 'Diário de um repórter' um post sobre uma cartilha desenvolvida pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), em 2009, que contém orientações sobre a melhor forma de abordar o suicídio na imprensa, de preservar o direito à informação e colaborar para a prevenção. Gostei da cartilha e resolvi compartilhá-la aqui: "Comportamento suicida: Conhecer para prevenir" - dirigida para profissionais da imprensa.

Segundo a cartilha, noticiar suicídios traz o dilema de como informar, sem provocar danos. Os autores argumentam que muitos veículos de comunicação optam por não divulgar o suicídio, pois a veiculação inapropriada deste poderia estimular outros atos.

Com o objetivo de fortalecer uma parceria entre psiquiatras e jornalistas, a cartilha traz dicas de como informar, e se possível, auxiliar a população exposta ou sob risco de suicídio. Além de trazer dados numéricos importantes de cidades brasileiras que possuem alto coeficiente de suicídio e expor os transtornos mentais que são fatores de risco. "A população seria muito beneficiada se fosse informada a esse respeito: como reconhecer uma doença mental, quais os tratamentos disponíveis, sua efetividade, e onde obter apoio emocional. Provavelmente, muitos seriam encorajados a procurar ajuda", justifica.

* Dica importante sugerida na cartilha: criar na reportagem um quadro com as principais características de transtornos mentais, seus impactos sobre os indivíduos e endereços onde abter ajuda.

Cartilha para jornalistas: como abordar o suicídio na mídia

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