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Destaques

Subdiagnóstico de autismo, números e incoerências

O brasileiro é muito individualista. Ao mesmo tempo que vejo pessoas reclamando que os números do Censo vão dar abaixo por causa dos subdiagnósticos de autismo, já vi muita gente acusando pessoas com laudo fingirem que eram autistas.


Como explicar a volatilidade? Nem tento entender o que se passa na mente do brasileiro.

Os discursos são sempre contraditórios. Por causa de polarização, todo mundo sai perdendo.

Já vi até gente dizendo que o laudo é só um papel. Se é só um papel, a pessoa, então, não precisa de um diagnóstico? Logo, por que ser contabilizada? Sejam mais coerentes nos discursos.

Incoerências dos brasileiros sobre subdiagnósticos:

– Já vi gente acusando autista de fingir, mesmo a pessoa tendo laudo;

– Já vi gente se posicionando contra diagnóstico precoce, achando que seria ruim, desconhecendo a questão da plasticidade cerebral;

– Já vi gente dizendo que autismo nem deveria ter CID;

– Já vi gente dizendo que o outro não é autista, só porque sabe argumentar e é diferente do …

Cartilha para jornalistas orienta como abordar o suicídio

A jornalista Ariane Fonseca escreveu em seu blog 'Diário de um repórter' um post sobre uma cartilha desenvolvida pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), em 2009, que contém orientações sobre a melhor forma de abordar o suicídio na imprensa, de preservar o direito à informação e colaborar para a prevenção. Gostei da cartilha e resolvi compartilhá-la aqui: "Comportamento suicida: Conhecer para prevenir" - dirigida para profissionais da imprensa.

Segundo a cartilha, noticiar suicídios traz o dilema de como informar, sem provocar danos. Os autores argumentam que muitos veículos de comunicação optam por não divulgar o suicídio, pois a veiculação inapropriada deste poderia estimular outros atos.

Com o objetivo de fortalecer uma parceria entre psiquiatras e jornalistas, a cartilha traz dicas de como informar, e se possível, auxiliar a população exposta ou sob risco de suicídio. Além de trazer dados numéricos importantes de cidades brasileiras que possuem alto coeficiente de suicídio e expor os transtornos mentais que são fatores de risco. "A população seria muito beneficiada se fosse informada a esse respeito: como reconhecer uma doença mental, quais os tratamentos disponíveis, sua efetividade, e onde obter apoio emocional. Provavelmente, muitos seriam encorajados a procurar ajuda", justifica.

* Dica importante sugerida na cartilha: criar na reportagem um quadro com as principais características de transtornos mentais, seus impactos sobre os indivíduos e endereços onde abter ajuda.

Cartilha para jornalistas: como abordar o suicídio na mídia

Comentários

  1. Dê uma olhada nisto, é original e "interessante", uma paranóia entitulada "Tratado sobre o Suicídio", escrito por um doente mental durante crise de pânico e depressão:

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com/2011/01/tratado-sobre-o-suicidio.html

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