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Destaques

Bem-vindo, outubro

 Outubro enfim chegou. Tem sido bom conferir como a previsão do tempo tem errado e não tem chovido. É um alívio poder voltar a tomar minha dose diária de sol. A verdade era que os dias de sol ajudavam a manter o humor estável. Desta vez, sentia-se levemente acelerado, mas com esperança de que tudo fosse voltar ao normal.  Escrevia como uma forma de ajudar a regular o humor. Escrevia para organizar os pensamentos. Escrevia para extravasar as emoções. Escrevia. Nos últimos tempos tinha pensado em como conseguira abrir mão do cigarro, mas também em como tinha dias em que sentia falta. Mas não, não ia voltar atrás.  Ia seguindo outubro, torcendo para que a previsão do tempo continuasse errando e pudesse desfrutar da dose de sol. De repente, percebia que estava cada vez mais distante de quem tinha sido há um ano. De repente, ser diferente não era algo tão ruim assim.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ubli...

Divididas entre livros e mamadeiras

* Matéria produzida pelos acadêmicos de Jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) de Campo Grande (MS), Ben-Hur Oliveira e Maria Izabel Costa, para o Jornal Em Foco.

Alguns estudantes reclamam da vida acadêmica, da falta de tempo e da dificuldade que encontram em ler vários livros, estudar e estagiar. Para as acadêmicas que têm crianças em casa ou em creches esperando por elas, essa dificuldade em administrar a rotina é maior.

Regime domiciliar pós-parto para as alunas-mães
Foto: Maria Izabel Costa
A estudante do 3º semestre de enfermagem no Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande (MS), Marcia Holanda de Lemos, 38 anos, tem uma filha de 5 meses de idade, Isadora Maria. Ela conta que fica preocupada durante a aula, pois sua filha não come, não dorme e chora enquanto ela não chega da faculdade. Por ser prematura, Isadora não pode ser deixada na creche devido à baixa imunidade. A pequena Isadora é dependente da mãe Marcia que diz não deixar a preocupação com a filha atrapalhar os estudos. “Quando estou em casa fazendo trabalhos da faculdade tenho que ficar falando com ela, se não ela começa a chorar. Não posso dizer que ter uma criança pequena me atrapalha nos estudos, pois ela me acalma quando chego em casa. Ela é quem me dá forças para estudar!”, justifica.

Segundo a psicóloga Maria Inez José, a gravidez pode interferir nos estudos das acadêmicas e no ingresso de novos estudantes à universidade. “A gestante terá que se ausentar para dar a luz e cuidar do bebê recém-nascido. As faltas são abonadas, mas ela vai perder muitas aulas. Ao retornar à faculdade, se ainda estiver amamentando, ela terá que perder algumas aulas para amamentar o bebê”, explica. A psicóloga também lembra dos casos em que a mãe perde a aula porque o bebê está doente ou não tem com quem deixar o filho para ir à universidade.

Apoio

A Universidade Católica Dom Bosco é a única em Campo Grande que possui uma creche aos acadêmicos e aos funcionários da Universidade. A Coordenadora Pedagógica do Centro de Educação Infantil São Domingos da Universidade Católica Dom Bosco, Célia Regina Miglioli Mendonça fala sobre a importância da creche. “Com a revolução de nós mulheres, quando começamos a trabalhar fora nós sentimos a necessidade das mães terem um local para deixar os seus filhos. Como não tinha esse local, foi solicitada a creche para atender os filhos de professores e funcionários. Depois houve solicitação de acadêmicas que tinham dificuldades de onde deixar os seus filhos para virem”, conta. Desde então, as acadêmicas da Católica podem deixar os seus filhos no centro educacional infantil, localizado no campus da universidade.

“As mães interagem e participam das atividades. Os pais estão sempre presentes tanto nos eventos, como nas reuniões. No dia-a-dia há um diálogo entre mães e professores, as mães saem felizes de saberem que a criança ficou bem, desenvolveu atividade, brincou e interagiu com outros colegas. Nós procuramos fazer um trabalho bem aberto e participativo. Se a criança fica com febre ou se é detectado algum problema, o primeiro procedimento é falar com a família”, argumenta Célia Regina Miglioli Mendonça.

Atendimento
 
O Centro de Educação Infantil é filantrópico e foi aplicado em 1987, na antiga Fucmat (Faculdades Únicas Católicas de Mato Grosso), nos dias de hoje conhecida como UCDB (Universidade Católica Dom Bosco). Atualmente, 115 crianças estão matriculadas no CEI-DS (Centro de Educação Infantil São Domingos), desde crianças de 4 meses até 5 anos. O CEI-DS é totalmente gratuito e funciona de segunda-feira à sexta-feira das 6h30 às 19h. O atendimento é preferencial para a comunidade interna, mas a comunidade ao redor da universidade também pode solicitar. Para matricular o filho é necessário preencher uma ficha de solicitação de vagas e esta ficha vai para uma lista de espera. As vagas mais procuradas são as da creche. Existem 20% a mais de alunos matriculados no período matutino, do que no vespertino.
 

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