Pular para o conteúdo principal

Destaques

8 Livros sobre Autismo que poderiam ser traduzidos para o Brasil

Você sabe o que é autismo? É bem provável que você tenha uma visão formada na sua cabeça que não corresponde à realidade. O Transtorno do Espectro Autista é bem amplo e mesmo que você conheça um autista, existe uma expressão: “Se você conheceu um autista, você conheceu um autista”.


A falta de materiais atualizados sobre autismo no Brasil reflete no preconceito que muitas pessoas têm sobre o assunto. Muito se fala sobre o autista se adaptar à sociedade, mas pouco se comenta sobre o preconceito que vem de todos cantos, inclusive de profissionais da saúde, da mente e da educação que deveriam ter mais empatia.

Acredito que grande parte do preconceito vem do desconhecimento sobre a condição. Durante muitos anos, muitos mitos sobre o autismo foram espalhados na mídia e alguns continuam sendo espalhados até os dias atuais, sem que as pessoas levem em conta como essas informações falsas acabam contribuindo para o estigma e influenciam na autoestima de autistas.

Muitos livros sobre autismo pub…

Shattered Glass (O Preço de Uma Verdade)

Shattered Glass ("O Preço de Uma Verdade") é um filme lançado em 2003, dirigido por Billy Ray e ganhador de 10 prêmios. Baseado em fatos reais, o roteiro foi adaptado através do artigo do jornalista H. G. Bissinger. A trama se passa em 1998 e conta a história de um jovem repórter ambicioso autor de artigos populares de uma revista de política. Os fatos publicados não passavam de ficção e ao decorrer do filme, as mentiras de Stephen Glass são desmascaradas.

Com apenas 24 anos, Stephen Glass (interpretado por Hayden Christensen) é o repórter mais jovem da redação da revista The New Republic. Bastante simpático e popular, o jornalista consegue o apoio dos outros membros da redação sempre que necessário e está sempre com uma idéia brilhante para escrever um artigo. Por trás do companheiro de trabalho sempre preocupado com todos, está um jovem narcisista, hipócrita e manipulador que fará de tudo para alavancar sua carreira.

O enredo se passa em dois momentos, quando Glass é convidado por sua ex-professora para falar sobre sua carreira como jornalista para um grupo de estudantes e a ascensão e queda do jovem repórter.

A desconfiança da veracidade das histórias do repórter começam quando ele faz uma matéria sobre um grupo de jovens republicanos que se drogam, bebem e se divertem com prostitutas. O antigo editor da The New Republic Michael Kelly (interpretado por Hank Azaria) é chamado para responder sobre o artigo e questiona o jovem sobre um frigobar inexistente no quarto do hotel em que os tais republicanos festejavam, mas o jornalista consegue se safar com sua criatividade.

Entre tantas histórias incríveis publicadas pela revista The New Republic em nome do jovem, o jornalista da revista Forbes Adam Penenberg (Steve Zahn) leva uma bronca do seu editor por não ter feito um artigo sobre uma história em especial publicada por Glass. Glass publicou a história de um adolescente hacker que após invadir o sistema de uma empresa, negociou com o proprietário para trabalhar nela e fez uma série de exigências. Para se informar melhor sobre o assunto, o jornalista da área digital, decide pesquisar mais sobre o acontecido. Penenberg descobre que nada do que foi noticiado existia.

Para comprovar sua história, o editor da revista The New Republic Chuck Lane (Peter Sarsgaard) solicita ao jovem repórter que apresente suas anotações e fontes. Aos poucos as mentiras e detalhes das histórias de Glass não se sustentam e um novo dilema aparece: quantos artigos escritos pelo jornalista eram fictícios ou não.

Uma frase que a secretária da revista fala para o editor quando o filme está quase no final merece destaque: "Você sabe o que poderia ter previnido isto? Fotos. Como poderia inventar pessoas se tivesse de tirar fotos de todas elas?"

O filme me fez refletir sobre a importância da apuração dos fatos e da ética jornalística, principalmente na época em que vivemos, onde o fluxo e a velocidade de informações são altos. Na internet, existem tantas informações divulgadas que torna-se impossível verificar cada conteúdo. Caso os fatos não sejam conferidos, o poder de desinformação da mídia é tão alto quanto o de informação.

Trailer

Comentários

Mais lidas da semana