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Destaques

Resenha: O Sol Ainda Brilha – Anthony Ray Hinton

Liberdade é uma palavra duvidosa, mas talvez faça mais sentido quando somos mais privados dela ainda. No livro O Sol Ainda Brilha (The Sun Does Shine), escrito por Anthony Ray Hinton com Lara Love Hardin, o leitor é apresentado à história trágica de um homem que passou 30 anos no corredor da morte por assassinatos que não cometeu. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Vestígio, em 2019, com tradução de Luis Reyes Gil.


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Quem poderá dizer que é realmente livre? Ou que acredita que a justiça sempre acerta? O Sol Ainda Brilha pode servir como um conto caucionário sobre o sistema judiciário, especialmente em regiões com penas mais severas. O autor nos faz refletir sobre a existência de outras pessoas inocentes que também foram mandadas para o corredor da morte.

“Os sons à noite davam a impressão de se estar no meio de um filme de horror – criaturas rastejando, homens gemendo, gritando ou…

Shattered Glass (O Preço de Uma Verdade)

Shattered Glass ("O Preço de Uma Verdade") é um filme lançado em 2003, dirigido por Billy Ray e ganhador de 10 prêmios. Baseado em fatos reais, o roteiro foi adaptado através do artigo do jornalista H. G. Bissinger. A trama se passa em 1998 e conta a história de um jovem repórter ambicioso autor de artigos populares de uma revista de política. Os fatos publicados não passavam de ficção e ao decorrer do filme, as mentiras de Stephen Glass são desmascaradas.

Com apenas 24 anos, Stephen Glass (interpretado por Hayden Christensen) é o repórter mais jovem da redação da revista The New Republic. Bastante simpático e popular, o jornalista consegue o apoio dos outros membros da redação sempre que necessário e está sempre com uma idéia brilhante para escrever um artigo. Por trás do companheiro de trabalho sempre preocupado com todos, está um jovem narcisista, hipócrita e manipulador que fará de tudo para alavancar sua carreira.

O enredo se passa em dois momentos, quando Glass é convidado por sua ex-professora para falar sobre sua carreira como jornalista para um grupo de estudantes e a ascensão e queda do jovem repórter.

A desconfiança da veracidade das histórias do repórter começam quando ele faz uma matéria sobre um grupo de jovens republicanos que se drogam, bebem e se divertem com prostitutas. O antigo editor da The New Republic Michael Kelly (interpretado por Hank Azaria) é chamado para responder sobre o artigo e questiona o jovem sobre um frigobar inexistente no quarto do hotel em que os tais republicanos festejavam, mas o jornalista consegue se safar com sua criatividade.

Entre tantas histórias incríveis publicadas pela revista The New Republic em nome do jovem, o jornalista da revista Forbes Adam Penenberg (Steve Zahn) leva uma bronca do seu editor por não ter feito um artigo sobre uma história em especial publicada por Glass. Glass publicou a história de um adolescente hacker que após invadir o sistema de uma empresa, negociou com o proprietário para trabalhar nela e fez uma série de exigências. Para se informar melhor sobre o assunto, o jornalista da área digital, decide pesquisar mais sobre o acontecido. Penenberg descobre que nada do que foi noticiado existia.

Para comprovar sua história, o editor da revista The New Republic Chuck Lane (Peter Sarsgaard) solicita ao jovem repórter que apresente suas anotações e fontes. Aos poucos as mentiras e detalhes das histórias de Glass não se sustentam e um novo dilema aparece: quantos artigos escritos pelo jornalista eram fictícios ou não.

Uma frase que a secretária da revista fala para o editor quando o filme está quase no final merece destaque: "Você sabe o que poderia ter previnido isto? Fotos. Como poderia inventar pessoas se tivesse de tirar fotos de todas elas?"

O filme me fez refletir sobre a importância da apuração dos fatos e da ética jornalística, principalmente na época em que vivemos, onde o fluxo e a velocidade de informações são altos. Na internet, existem tantas informações divulgadas que torna-se impossível verificar cada conteúdo. Caso os fatos não sejam conferidos, o poder de desinformação da mídia é tão alto quanto o de informação.

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