Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre rabiscos e telas brancas

A tela branca pode ser um convite à explosão criativa ou uma tortura ao artista que sente seu espírito definhando diante da pesada realidade. Em tempos de crise e ódio, a arte fica esquecida e é vista como desimportante; ironicamente, é quando mais precisamos dela, de algo que nos faça sentir vivo e toque as partes atordoadas.


O som dos dedos se movendo pelo teclado era como fantasmas de uma vida distante. É incrível perceber quantas vezes nós deixamos algumas partes nossas morrerem ao longo de nossas existências; as máscaras, antes tão confortáveis, agora incomodam e não nos servem mais. Leva tempo até ficarmos satisfeitos e ajustados à nova realidade. Viver é admitir que sabemos pouco sobre nós mesmos e há sempre algo novo que pode nos transformar, seja para o bem ou para o mal.

O artista encara a tinta respingando pela tela. Para o espectador sem intimidade, nada faz sentido, a desconexão de ideias é tormentosa; para ele, o lembrete de que sua arte nunca o abandonaria. Como poderia…

Estudantes de Jornalismo da UCDB debatem sobre o Mercado de Trabalho

Com os propósitos de interagir, debater idéias, divulgar eventos e oportunidades de estágio e emprego na área com os estudantes de jornalismo, egressos e docentes da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) de Campo Grande (MS), bem como de outras instituições de ensino superior, no dia 11 de abril criei no Facebook o grupo de Jornalismo UCDB .

O grupo foi criado há mais de uma semana e já está surtindo os resultados esperados. Compartilhar links, vídeos, textos e imagens, e levar discussões sobre o jornalismo para fora da universidade é uma das propostas do grupo de Jornalismo UCDB.

Mercado de trabalho

No dia 18 de abril, compartilhei uma notícia publicada pelo Comunique-se, no dia 17 de abril, sobre a demissão de 243 jornalistas brasileiros, no período de quatro meses. A jornalista do Comunique-se Izabela Vasconcelos apontou um fato intrigante e que merece ser discutido. "Em muitos casos, os profissionais não serão substituídos, já que as demissões ocorreram por cortes orçamentários". A informação gerou a discussão no Grupo sobre a questão da inserção no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, de estagiários e profissionais por meio de processos seletivos, em que, geralmente, o candidato que conhece alguém, o popular Q.I. (Quem Indica), tem mais chances de conseguir a vaga, do que os outros participantes.

O estudante de jornalismo Luis Augusto Akasaki opinou sobre a necessidade da capacitação e do fortalecimento de poder intelectual em um mercado de trabalho que com o passar do tempo fica mais enxuto e competitivo. Akasaki também escreveu em seu blog sobre a discussão.

Uma das participantes do Grupo estava visivelmente chateada, pois participou de um processo seletivo, em que um candidato que tinha quem indicasse, mesmo sendo menos habilitado para a vaga, foi selecionado.

Pensando nisto, deixo algumas reflexões: Até que ponto é gratificante conseguir uma vaga sem merecimento? Qual será a qualidade do jornalismo, se ainda entram no mercado de trabalho pessoas indicadas, mas sem a capacitação necessária? O que é mais importante para a sociedade: uma imprensa que reflita sobre os acontecimentos e seus impactos ou que somente reproduza os fatos?

Participe do grupo 

Comentários

  1. Muito bom o texto bem, e valew por ter publicado a notícia que gerou toda essa discussão, fazendo com que nós participantes do grupo de jornalismo no facebook, refletíssemos sobre o tema!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

Mais lidas da semana