Pular para o conteúdo principal

Destaques

Série documental da Netflix explora caso em aberto de assassinato de francesa na Irlanda

Para quem gosta de histórias criminais internacionais e investigações problemáticas, o documentário Sophie: A Murder in West Cork apresenta o caso intrigante de Sophie Toscan du Plantier , uma francesa que foi assassinada em uma região da Irlanda e devido a inúmeras situações, pairam dúvidas sobre omissões e responsabilização do culpado pelo crime. A série documental está disponível na Netflix e foi lançada em 2021. Dependendo do país de onde vive o telespectador, a princípio não fica tão perceptível como as diferenças culturais dos envolvidos em um crime, dos comportamentos regionais das testemunhas, da polícia e do sistema judiciário podem influenciar na resolução de um caso, mas vai se tornando mais evidente ao longo dos episódios da série documental. De 1996, ano em que Sophie foi assassinada em West Cork, até 2021, ano em que foi lançada a série documental, muita coisa mudou, mas outras permaneceram iguais. Ao longo dos três episódios, é impossível não gerar ansiedade de que al

O que é o jornalismo?

O que é o jornalismo? O jornalista português, professor e doutor Nelson Traquina estimula a reflexão sobre esta indagação no primeiro capítulo do seu livro 'Teorias do Jornalismo - Volume I: Porque as notícias são como são', publicado em 2005 pela editora Insular. Sem a pretensão de se tornar um manual para a prática jornalística, o autor busca por meio do livro fornecer compreensão teórica do jornalismo.

Para Traquina, o jornalismo é um conjunto de 'estórias', logo o jornalista pode ser considerado um "moderno contador de 'estórias'" da sociedade contemporânea. O produto do jornalismo são as notícias, que tentam retratar a realidade. Se o jornalista pecar pela ficção, este pode ser condenado pela comunidade e colocar um ponto final em sua carreira.

Uma discussão bem frequente no campo de estudo jornalístico é a questão da técnica e da teoria. O autor argumenta que o jornalismo não está relacionado somente ao domínio técnico e os profissionais não podem ser tratados como meros trabalhadores numa 'fábrica de notícias'. "... os jornalistas fazem parte de uma profissão, talvez uma das profissões mais difíceis e com maiores responsabilidades sociais", justifica. Ainda para Traquina, o jornalismo é uma atividade intelectual, e é possível observar nos produtos jornalísticos a criatividade e construção do mundo em notícias.

"Até que ponto o jornalista é livre e são livres os jornalistas", reflete Nelson Traquina. A imprensa deve informar o público sem censura. A credibilidade do veículo de comunicação fica comprometida quando o governo influencia na atividade dos meios jornalísticos. "Tal como a democracia sem uma imprensa livre é impensável, o jornalismo sem liberdade ou é farsa ou é tragédia", ressalta. O jornalismo é condicionado por fatores como: a pressão das horas de fechamento, competitividade do jornalismo como um negócio e hierarquias superiores da empresa.

Para entender melhor sobre as notícias, Traquina conta que é é necessário que se compreenda a cultura profissional da comunidade jornalística e não apenas os fatores externos. O campo jornalístico é dividido em dois pólos: pólo ideológico em que o jornalista realiza um serviço público ao fornecer informações necessárias aos cidadãos para que estes possam votar e participar na democracia; Pólo econômico, em que o jornalismo é visto como um negócio e as notícias como mercadorias. O sensacionalismo e a venda de produtos jornalísticos são características deste pólo, em que as ideologias do profissional, geralmente, são deixadas de lado. "A tensão entre os dois pólos é permanente e insolúvel", comenta.

É necessário que os profissionais da área dominem as técnicas jornalísticas, mas estudar as teorias jornalísticas e refletí-las são fundamentais para que os jornalistas e futuros jornalistas possam melhorar o fazer jornalístico e cumprir com os propósitos de uma profissão tão importante para a sociedade.

Comentários

  1. ola..seu blog eh legal..
    estou seguindo..
    hoje me dia faltam bons jornalistas..

    rede globo: tendenciosa
    rede record: sensacionalista..

    abraços..

    faça-me uma visita

    http://papiando-adoidado.blogspot.com

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

Mais lidas da semana